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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Computadores na escola: uma lenta conexão.


A INFORMÁTICA ESTÁ NO DIA A DIA DA SOCIEDADE, MAS A ESCOLA PAROU NA VERSÃO 1.0 DOS COM PUTADORES.

Em 1986, quando a primeira edição de NOVA ESCOLA chegou às bancas, era difícil prever os desdobramentos das descobertas no campo da tecnologia. Os primeiros laptops, lançados quatro anos antes, custavam quase 20 mil dólares - uma verdadeira fortuna. Apenas 25 anos depois, quase ninguém vive sem computador. Segundo o Ibope, já são 67,5 milhões de brasileiros conectados à internet e esse número não para de crescer. Netbooks, tablets touchscreen, geolocalização, redes sociais, processadores mais velozes, cloud computing, realidade aumentada, tinta eletrônica... Tudo junto, todos conectados.

Todos? Infelizmente, a escola, que não poderia ficar para trás, ficou. Em 1996, o governo federal prometeu distribuir 300 mil computadores às escolas e em 1997 lançou o Programa Nacional de Informática na Educação (Proinfo), baixando o número para 100 mil. Em 2002, havia apenas 20 mil laboratórios instalados. E, sete anos depois, esse número ainda não tinha chegado a 50 mil. Hoje, quase metade das escolas não tem sequer uma máquina instalada e mais de 90 mil não têm conexão com a internet. Computador dentro da sala de aula? Só em 4% das escolas das capitais (sem falar que os computadores comprados há mais de cinco anos dificilmente oferecem boas condições de uso hoje).

O pior de tudo é que falta formação para utilizar bem os equipamentos a serviço da aprendizagem dos alunos. Pesquisa feita em 2009 pela Fundação Victor Civita (FVC) em parceria com o Ibope Inteligência e o Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico, mostra que, mesmo nas grandes capitais, o mundo digital ainda está distante dos professores: só 26% dizem ter recebido alguma formação para utilizara tecnologia na sala de aula e 74% não se consideram preparados para usar o computador com suas turmas.

A boa notícia é que os equipamentos estão cada vez mais baratos - a ponto de já haver 300 escolas públicas que oferecem um computador por aluno - e o acesso à internet via banda larga se espalha rapidamente pelo país, condições essenciais para dar o salto de qualidade que as escolas tanto necessitam, como diz Léa da Cruz Fagundes, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Com uma melhor infraestrutura e mais capacitação nessa área para os professores, a tecnologia pode, enfim, ocupar o espaço que nossas crianças precisam.

Educadora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), acompanhou desde o início a chegada dos computadores às escolas brasileiras.

Como a escola pode entrar, de fato, na era digital?
São dois os desafios: formação docente e infraestrutura das escolas. Os professores precisam ter acesso à tecnologia e dominar estratégias para utilizá-la a favor da aprendizagem. E é essencial oferecer banda larga nas escolas. Sem esse investimento não adianta formar professores nem comprar laptops. Inclusão digital não é montar laboratório e deixar o aluno usar uma vez por semana, sem conexão.

Fonte:revistaescola.abril.com.br

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