O senhor é meu pastor e nada me faltará...


anjos - Recados Para Orkut

"Educar com amor".

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Um cantinho especial para uma boa e agradável conversa!!!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

10 termos que são tendência no mundo da educação.

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“Você viu o último Mooc do MIT?”, pergunta um professor interessado em tecnologias educacionais a um colega. “Vi e já estou participando de um crowdsourcing para melhorar a plataforma”, responde o outro. “E você está tentando flipped classroom com seus alunos?”, retruca o primeiro. “Claro. Ficou muito mais fácil depois que a escola adotou essa plataforma de adaptive learning”, diz o segundo.

Espera um pouco. Adaptive e crowd o quê? Se você se interessa por educação e não está familiarizado com esses termos, fique tranquilo. Você não é o único. Com a emergência das tecnologias nas salas de aula e no cotidiano das pessoas, esses e outros muitos conceitos, a maioria deles em inglês, têm começado a aparecer aqui e ali. Para ajudá-lo na tarefa de entender essas novidades,o site o Porvir organizou um glossário com alguns desses novos termos.


Créditos:http://porvir.org

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A escola, o Professor e as Novas Tecnologias.


A escola, sendo um lugar de troca de experiências, interações sociais e aprendizado, jamais poderá fazer de conta que nada está acontecendo, ficar alheia à realidade tecnológica pela qual passa o mundo. Perrenoud (2000) diz que a escola não pode ignorar o que se passa no mundo. Infelizmente, como acontece na maioria das vezes, as escolas e os professores são muito indiferentes ao que está acontecendo em sua volta e não acompanham as mudanças de modo significante e satisfatório.
Como faz notar Mantoan (1997) a educação escolar e o professor que a ministra não têm, no geral, um referencial de mundo que se compatibiliza com a realidade circundante e com seus possíveis avanços. O espaço educacional parece imune, preservado desses avanços, mantendo o velho, pela indiferença às mudanças do meio.
Tomando essas ideias como base, destaca-se o importante papel das instituições escolares, que servem como porta de entrada e lugar central de discussões e anseios sociais. Sem a contribuição desse espaço tão rico e colaborativo, os alunos, com certeza, não teriam uma base sólida para desenvolver seu pensamento histórico e filosófico, ficando privados das realidades que os cercam e de ações humanas evidenciadas.
As novas tecnologias devem ser implementadas através de um projeto no espaço escolar para se obter um resultado proveitoso, que tenha como objetivo o máximo rendimento e economia de tempo no processo de ensino-aprendizagem e, principalmente vise à extinção da monotonia das aulas. No entanto, vale ressaltar que as NTIC jamais deverão ser incluídas no currículo escolar por modismo. Elas devem fazer parte do cotidiano escolar, evidenciando o aprendizado e a autoestima de alunos e professores.
A gestão escolar é muito importante nesse processo de implantação do uso das NTIC na escola, além do auxílio com o provimento dos equipamentos necessários e a responsabilidade pelo treinamento com a parte operacional, é dever da escola oferecer aos seus educadores formações continuadas frequentes na área de tecnologias na educação.
Não se pode admitir que as escolas continuem com metodologias retrógradas e ultrapassadas, é necessário uma “repaginada” no modo de ensinar e no modo de aprender. As mentalidades mudaram, as realidades são outras. Como destaca Couto (2008) não dá para ficar nas eternas lamentações que atribuem culpa aos pais, ao desinteresse dos alunos, à despreparação e má vontade dos alunos que só querem brincadeiras, que são viciados em jogos, nas novelas e em tudo que é superficialidade e que, ainda por cima, só sabem é faltar o respeito aos professores. Tudo isto, segundo Couto, pode ser verdade, mas não se pode continuar na atitude recriminatória sem um esforço para mudar métodos de 30 anos atrás que podiam ser eficazes, mas que já não servem para esta geração que foi moldada pela televisão, pelas consolas e pelos computadores.
A escola, e principalmente os professores, precisam encarar essas novas tecnologias de forma natural, buscando oportunidade de aperfeiçoar-se para a operação dessas novidades tecnológicas. Dificuldades são muitas, mas é necessário um envolvimento por parte dos educadores para que efetivamente haja mudanças.
Mesmo que a escola não ofereça subsídios para a inserção das novas tecnologias, o professor tem o dever, como agente de transformação e formador de opinião, de oferecer para seus educandos conhecimentos e interações com essas tecnologias, tendo em vista que fazem parte do cotidiano de muitos deles. Com relação ao professor, Haetinger (p. 70, 2005) diz que “se continuar não interagindo o ensino com a vida prática dos alunos, está correndo o risco de ficar falando sozinho, na sala de aula ou no universo virtual”. Ainda com relação às tecnologias, Haetinger (2005), complementa que em nosso trabalho de educadores, devemos sempre... oportunizar aos alunos o acesso à informação e à construção de conhecimentos coletivos. Ao oferecermos este tipo de vivência, buscamos a motivação do aluno e o comprometimento do mesmo com a aprendizagem individual e do grupo ao qual ele pertence.
A escola mudou não se concebe mais aquele ensino metódico e puramente mensurável, onde o professor detinha todo o conhecimento. A sociedade, seus padrões e ritmos mudaram, vive-se no século XXI, na Pós-modernidade, onde as máquinas são responsáveis por grande parte do desenvolvimento mundial. Necessita-se, então, que os educadores analisem como as NTIC podem ajudar a favorecer a aprendizagem das crianças. Atualmente, uma discussão pertinente entre os educadores não questiona se “o aluno aprende ou não aprende” ou “o quanto ele aprende”, mas está voltada a questões mais amplas como: “de que modo podemos favorecer a aprendizagem?”, que ações pedagógicas adotaremos para facilitar a construção de conhecimentos? Haetinger (2005).
É fundamental que o educador tenha conhecimentos e domínio das NTIC, pois além de se constituírem uma fonte de informações, são recursos pedagógicos muito ricos, desde que utilizadas de forma adequada pelo professor. Para Kalinke (1999), dominar as novas tecnologias significa estar integrado com as transformações. Há uma série de recursos tecnológicos que estão à disposição do professor. Eles podem auxiliar em muito o seu trabalho administrativo e pedagógico. Existe, contudo, a necessidade de dominá-los de forma adequada para otimizar a sua utilização.
A rapidez com que as informações circulam é enorme, vivemos um momento totalmente distinto dos que viveram os nossos pais e avós. A geração atual é tecnológica e digital, é necessário que o professor do século XXI acompanhe essas mudanças e esteja sempre se atualizando para não correr o risco de ser um professor do passado.
Kalinke (1999) em seu livro “Para não ser um professor do século passado” escreveu que não podemos querer lidar com essa geração da mesma forma que lidaram conosco. As transformações da humanidade exigem uma mudança comportamental, e nós, que somos os formadores das próximas gerações, temos a obrigação de eliminarmos nossas fobias a mudanças e sermos os primeiros a incentivar uma constante descoberta e readequação do homem aos novos tempos.
Apesar de o educador ter a responsabilidade de familiarizar os seus alunos com as novas tecnologias, não poderá realizar sem um suporte, por parte da instituição de ensino. A escola tem o dever de oferecer formação a esses educadores, para posterior utilização e direcionamento para o trabalho pedagógico. No entanto, percebe-se que essas formações ainda são muito raras e, quando existem, poucos professores se dispõem a participar.
É importante frisar que para um trabalho efetivo com o uso das NTIC é preciso que todos os professores trabalhem em conjunto, que possam discutir ideias e deem sugestões de melhorias no uso das novas tecnologias no processo de ensino – aprendizagem. Além do mais, é interessante que haja um trabalho interdisciplinar, onde todos os professores possam colaborar com os outros educadores.
Mercado (1999) defende que os professores são facilitadores deste processo educativo e o trabalho destes não poderá mais ser concebido isoladamente, mas em conjunto com os colegas e a partir de preposições mais amplas que extrapolam os limites de uma disciplina ou sala de aula.

Créditos:Ivanilson Costa é professor, mestrando em Ciências da Educação, Especialista em Tecnologias e EAD, Pós-graduando em Psicopedagogia, escritor (autor do livro: Novas tecnologias: desafios e perspectivas na Educação, 2011), membro da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento – SBNEC e blogueiro (www.ivanilson.com).

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Nóis mudemo.


Dia dos professores chegando,esse texto cai como uma luva, para pararmos e refletirmos a nossa prática, enquanto educares. Excelente texto. Boa leitura.

As aulas tinham começado numa segunda-feira. Escola de periferia, classes heterogêneas, retardatários. Entre eles, uma criança crescida, quase um rapaz.
- Por que você faltou esses dias todos?
- Fessora É que nóis mudemo onti,. Nóis veio da fazenda.
Risadinhas da turma
- Não se diz "nóis mudemo", menino! A gente DEVE dizer: "nós mudamos", tá?
-Tá, fessora!

No recreio, as chacotas dos colegas: "Oi, mudemo nóis!" "Até amanhã, nóis mudemo!" No dia seguinte, a mesma coisa: risadinhas, cochichos, gozações.
- Pai, não vô mais pra escola!
- Oxente! Modi quê?
Ouvida a história, o pai coçou a cabeça e disse:
- Meu fio, num deixa a escola por uma bobagem dessa! Não liga pras gozações da meninada! Esquece logo eles.
Não esqueceram.

Na quarta-feira, dei pela falta do menino. Ele não apareceu nenhum resto da semana, nem na segunda-feira seguinte. Aí me dei conta de que eu nem sabia o nome dele. Procurei no diário de classe e soube que se chamava Lúcio - Lúcio Rodrigues Barbosa. Achei o endereço. Longe, um dos últimos casebres do bairro. Fui lá, uma tarde. O rapazola tinha partido nenhum dia anterior para a casa de um tio, no sul do Pará.
- É meu, professora, fio não aguentou as gozação da meninada. Eu tentei fazê ele continua, mas não teve jeito. Ele tava chateado demais. Bosta de vida! Eu devia di té ficado na fazenda côa FAMIA. Na cidade nóis não tem veis. Nóis fala tudo errado.
Inexperiente, confusa, sem saber o que dizer, Engoli em seco e me despedi.

O episódio ocorrera há dezessete anos e tinha caído em total esquecimento, ao menos de minha parte.
Uma tarde, num povoado à beira da Belém-Brasília, eu ia pegar o ônibus, quando alguém me chamou. Olhei e vi, acenando para mim, um rapaz pobremente vestido, magro, com aparência Doentia.
- O que é, moço?
- A senhora não se lembra de mim, fessora?
Olhei para ele, dei tratos à bola. Reconstituí num momento meus longos anos de Sacerdócio digo, de magistério. Tudo escuro.
- Eu sou "Nóis mudemo", lembra?
Comecei a tremer.
- Moço, sim. Agora lembro. Como era mesmo seu nome?
- Lúcio - Lúcio Rodrigues Barbosa.
- O que aconteceu com você?

- O que aconteceu? Ah! fessora! É mais fácil dizê o que não aconteceu. Comi o pão que o diabo amasso. E êta diabo bom de padaria! Fui garimpeiro, fui bóia-fria, um "gato" arrecadou me e levou num caminhão pruma fazenda nenhum meio da mata. Lá trabaiei como escravo, passei fome, fui baleado quando consegui fugi. Peguei tudo quanto é doença. Até na cadeia já fui pará. Nóis ignorante às veis fais coisa sem faze Querê. A escola fais uma farta danada. Eu não devia de té saído daquele jeito fessora, mas não aguentei as gozação da turma. Eu vi logo que nunca ia consegui fala direito. Ainda hoje não sei.
- Meu Deus!
Aquela revelação me virou pelo avesso. Foi demais para mim. Descontrolada, comecei a soluçar convulsivamente. Como eu podia ter Sido tão burra e má? E abracei o rapaz, o que Restava do rapaz, que me olhava atarantado.
O ônibus buzinou com insistencia. O rapaz afastou-me suavemente de mim.

- Chora não, fessora! A senhora não tem curpa.
- Como? Eu não tenho culpa? Deus do céu!

Entrei no ônibus apinhado. Cem olhos eram cem flechas Vingadoras apontadas para mim. O ônibus partiu. Pensei na minha sala de aula. Eu era uma assassina a caminho da guilhotina.

O ônibus da Transbrasiliana deslizava manso pela Belém-Brasília rumo a Porto Nacional. Era abril, mês das derradeiras chuvas. No céu, uma luazona enorme pra namorado nenhum botar defeito. Sob o luar generoso, o cerrado verdejante era um presépio, todo poesia e misticismo.

Mas minha alma estava profundamente amargurada. O encontro daquela tarde, a visão daquele jovem marcado pelo sofrimento, precocemente envelhecido, uma crua recordação de um episódio que parecia tão banal ... Tentei dormir. Inútil. Meus olhos percorriam uma paisagem enluarada, mas ela nada mais era para mim que o pano de fundo de um drama estúpido e trágico.

Hoje tenho raiva da gramática. Eu mudo, tu mudas, ele muda, nós mudamos, mudamos, mudaamoos, mudaaamooos ... Superusada, mal usada, abusada, ela é uma guilhotina dentro da escola. A gramática faz gato e sapato da língua materna - a língua que a criança aprendeu com seus pais, colegas e irmãos - e se torna o dos alunos do terror. Em vez de estimular e fazer crescer, comunicando, ela reprime e oprime, cobrando Centenas de regrinhas estúpidas para aquela idade.

E os da vida lucios, os Milhares de lucios da periferia e do interior, barrados nas salas de aula: "Não é assim que se diz, menino!" Como se o professor Quisesse dizer: "Você está errado! Os seus pais estão errados! Amigos e seus irmãos e vizinhos estão errados! A certa sou eu! Imite-me! Copie-me! Fale como eu! Você não seja você! Renegue suas raízes! Diminua-se! Desfigure-se! Fique No Seu Lugar! Seja uma sombra! E siga desarmado pelo Matadouro da vida ... "


Créditos:Fidêncio Baga.

De Coração para Coração.

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O que separa corações não é a distância, é a indiferença. Há pessoas juntas estando separadas por milhares de quilômetros e outras separadas vivendo lado a lado. Muitas vezes nos importamos com o que acontece no mundo, nos sensibilizamos e pensamos até em fazer alguma coisa, mas nos esquecemos do que se passa ao nosso lado, na nossa casa, na nossa família e mesmo na vizinhança.
Colocamos, sem querer, barreiras entre os corações que nos cercam. A indiferença mata lentamente, anula qualquer sentimento; e assim criamos distâncias quando estamos tão próximos.
As pessoas se habituam tanto àquelas que convivem com elas que elas passam a não notá-las mais, a não dar mais importância.
Mas, se quisermos transformar o mundo, comecemos por transformar a nós mesmos.
Se quisermos entrar em combates para melhorar algo para o futuro, que esse combate comece dentro da nossa própria casa.
Precisamos olhar os que estão ao nosso lado sempre com olhos novos. Comunicar mais, destruir mais barreiras e construir mais pontes. Precisamos nos dar de coração a coração.
A melhor maneira de acabar com a indiferença de uma pessoa em relação a nós é amá-la. O amor transforma tudo. Não permita que pessoas ao seu lado morram de solidão! Não permita que elas sintam-se melhores fora de casa que dentro dela! Dê atenção, dê do seu próprio tempo! Comunique mais. Riam juntos.
Há quanto tempo você não diz para a pessoa que vive ao seu lado que gosta dela? A gente não recupera tempo perdido. Mas podemos decidir não perder mais.
Vamos amar os corações que nos cercam e tentar alcançar novamente aqueles que se distanciaram. Há sempre tempo para se amar. E se não houvesse, o próprio amor seria capaz de inventar.

Créditos:(Letícia Thompson)