O senhor é meu pastor e nada me faltará...


anjos - Recados Para Orkut

"Educar com amor".

"Educar com amor".

Um cantinho especial para uma boa e agradável conversa!!!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

O Silêncio.


Nós os índios, conhecemos o silêncio.
Não temos medo dele.
Na verdade, para nós ele é mais poderoso do que as palavras.

Nossos ancestrais foram educados nas maneiras do silêncio e eles
nos transmitiram esse conhecimento.

"Observa, escuta, e logo atua", nos diziam.

Esta é a maneira correta de viver.

Observa os animais para ver como cuidam se seus filhotes.

Observa os anciões para ver como se comportam.

Observa o homem branco para ver o que querem.

Sempre observa primeiro, com o coração e a mente quietos, e então aprenderás.

Quanto tiveres observado o suficiente, então poderás atuar.

Com vocês, brancos, é ao contrário.

Vocês aprendem falando.

Dão prêmios às crianças que falam mais na escola.

Em suas festas, todos tratam de falar.

No trabalho estão sempre tendo reuniões nas quais todos interrompem a todos, e todos falam cinco, dez, cem vezes.

E chamam isso de "resolver um problema".

Quando estão numa habitação e há silêncio, ficam nervosos.

Precisam preencher o espaço com sons.

Então, falam compulsivamente, mesmo antes de saber o que vão dizer.

Vocês gostam de discutir.

Nem sequer permitem que o outro termine uma frase.

Sempre interrompem.

Para nós isso é muito desrespeitoso e muito estúpido, inclusive.

Se começas a falar, eu não vou te interromper.

Te escutarei.

Talvez deixe de escutá-lo se não gostar do que estás dizendo.

Mas não vou interromper-te.

Quando terminares, tomarei minha decisão sobre o que disseste, mas não te direi se não estou de acordo, a menos que seja importante.

Do contrário, simplesmente ficarei calado e me afastarei.

Terás dito o que preciso saber.

Não há mais nada a dizer.

Mas isso não é suficiente para a maioria de vocês.

Deveríamos pensar nas suas palavras como se fossem sementes.

Deveriam plantá-las, e permiti-las crescer em silêncio.

Nossos ancestrais nos ensinaram que a terra está sempre nos falando, e que devemos ficar em silêncio para escutá-la.

Existem muitas vozes além das nossas.

Muitas vozes.

Só vamos escutá-las em silêncio.

Créditos:Kent Nerburn
Texto traduzido por Leela,
"Neither Wolf nor Dog.
On Forgotten Roads with an Indian Elder

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O que acontece quando você fica elogiando a inteligência de uma criança.


Gabriel é um menino esperto.
Cresceu ouvindo isso.

Andou, leu e escreveu cedo.

Vai bem nos esportes.

É popular na escola e as provas confirmam, numericamente e por escrito, sua capacidade.

“Esse menino é inteligente demais”, repetem orgulhosos os pais, parentes e professores. “Tudo é fácil pra esse malandrinho”.

Porém, ao contrário do que poderíamos esperar, essa consciência da própria inteligência não tem ajudado muito o Gabriel nas lições de casa.

- “Ah, eu não sou bom para soletrar, vou fazer o próximo exercício”.

Rapidamente Gabriel está aprendendo a dividir o mundo em coisas em que ele é bom, e coisas em que ele não é bom.

A estratégia (esperta, obviamente) é a base do comportamento humano: buscar prazer e evitar a dor. No caso, evitar e desmerecer as tarefas em que não é um sucesso e colocar toda a energia naquelas que já domina com facilidade.

Mas, como infelizmente a lição de casa precisa ser feita por inteiro, inclusive a soletração, de repente a auto-estima do pequeno Gabriel faz um… crack.

Acreditar cegamente na sua inteligência à prova de balas, provocou um efeito colateral inesperado: uma desconfiança de suas reais habilidades.

Inconscientemente ele se assusta com a possibilidade de ser uma fraude, e para protegê-lo dessa conclusão precipitada, seu cérebro cria uma medida evasiva de emergência: coloca o rótulo dourado no colo, subestima a importância do esforço e superestima a necessidade de ajuda dos pais.

A imagem do “Gabriel que faz tudo com facilidade” , a do “Gabriel inteligente” (misturada com carinho), precisa ser protegida de qualquer maneira.

Gabriel não está sozinho. São muitos os prodígios, vítimas de suas próprias habilidades de infância e dos bem intencionados e sinceros elogios dos adultos.

Nos últimos 10 anos foram publicados diversos estudos sobre os efeitos de elogios em crianças.

Um teste, realizado nos Estados Unidos com mais de 400 crianças da quinta série (Carol S. Dweck / Ph.D. Social and Developmental Psychology / Mindset: The New Psychology of Success), desafiava meninos e meninas a fazer um quebra-cabeças, relativamente fácil.

Quando acabavam, alguns eram elogiados pela sua inteligência (“você foi bem esperto, hein!) e outros, pelo seu esforço (“puxa, você se empenhou pra valer hein!”).

Em uma segunda rodada, mais difícil, os alunos podiam escolher entre um novo desafio semelhante ou diferente.

A maioria dos que foram elogiados como “inteligentes” escolheu o desafio semelhante.

A maioria dos que foram elogiados como “esforçados” escolheu o desafio diferente.

Influenciados por apenas UMA frase.

O Malcom Gladwell tem um ótimo livro sobre a superestimação do talento, chamado “Fora de Série” (“outliers”). Lá aprendi sobre a lei das 10 mil horas, tempo necessário para se ficar bom em alguma coisa e que já ensinei pro meu filho.

Se você tem um filho, um sobrinho, ou um amigo pequeno, não diga que ele é inteligente. Diga que ele é esforçado, aventureiro, descobridor, fuçador, persistente.
Celebre o sucesso, mas não esqueça de comemorar também o fracasso seguido de nova tentativa.

UPDATE : Apenas alguns esclarecimentos a alguns dos comentários…

01. Não, eu não estou dizendo para não elogiar as crianças. E não, também não estou dizendo para você nunca dizer para o seu filho que ele é inteligente. É apenas uma questão de evitar o RÓTULO.

02. Evidentemente não sou o autor dessa tese/teoria, muito menos desse estudo citado no post. Escrevi justamente SOBRE essa linha de pensamento. Quem escreveu essa teoria foi Carol S. Dweck / Ph.D. Social and Developmental Psychology / Mindset: The New Psychology of Success(http://news.stanford.edu/news/2007/february7/dweck-020707.html) como foi citado acima.

Créditos:www.updateordie.com

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Morre lentamente.


Morre lentamente,
quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.


Morre lentamente,
quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.


Morre lentamente ,

quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca,
não se arrisca a vestir uma nova cor, ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente,
quem faz da televisão o seu guru.


Morre lentamente,
quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco e
os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.


Morre lentamente,
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.


Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.


Morre lentamente,
quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece,
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.


Evitemos a morte em doses suaves,

recordando sempre que estar vivo
exige um esforço muito maior que o simples facto de respirar.



Créditos:Pablo Neruda

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Professora, posso brincar?


O menino de seis anos de idade diz à professora: “Professora, depois que eu terminar isso, posso brincar?” E recebe como resposta uma desculpa do tipo: “Não, meu querido. Aqui no primeiro ano, a gente só brinca no recreio.”

Fico imaginando a tristeza, o desânimo, a falta de vontade de continuar as “atividades escolares” propostas diariamente pelo currículo. Esse diálogo não aconteceu somente uma vez, nem com apenas uma criança. Ele é diário, no país todo. O que anda acontecendo? Por que tanta tristeza?

Há alguns anos uma lei federal instituiu o Ensino Fundamental de nove anos. O que eram oito séries transformou-se em nove. Criou-se mais um ano obrigatório no início da escolaridade. Agora, em vez de entrar na escola com sete anos de idade, entra-se com seis (em alguns estados brasileiros, com cinco anos, por força de artimanhas judiciais). Eram quatro séries iniciais (muito antigamente chamadas de “primário”) que se transformaram em cinco. A ideia foi boa: colocar as crianças na escola um ano antes e dar a elas a chance de aprender os conteúdos em mais tempo. Mas o que aconteceu? Muitas escolas não entenderam. Muitas professoras receberam a novidade goela abaixo sem oportunidade para o diálogo e sem tempo para adaptações. A grande maioria das alfabetizadoras foi “empurrada” para salas de aula com crianças de seis anos, só que elas não têm a formação das professoras especialistas em Educação Infantil. Não foram preparadas para criar atividades adequadas, instigantes, criativas e deliciosamente cativantes para

crianças de cinco ou seis anos. Fazem com muito carinho e dedicação o que aprenderam: alfabetizam. Introduzem as crianças no mundo da leitura e escrita com as técnicas adequadas para crianças de sete anos de idade. Em alguns casos, nem ao menos são técnicas atuais e científicas, são as que aprenderam a usar. Usam métodos que forçam as crianças a repetir ações mecânicas de baixíssimo nível de abstração.

Se em boa parte das escolas brasileiras as aulas das séries iniciais já eram massacrantes, apáticas, desmotivadoras para crianças de sete anos, imagine para as de cinco.

Logo veremos aumentado o número de crianças que não gostam de estudar, que desistem da escola, que aprendem a copiar do quadro negro e a reproduzir pensamentos e ideias alienígenas, não debatidas, num bovino movimento de aceitação passiva. Ingressarão no Ensino Médio e facilitarão o trabalho dos professores que não precisarão aprofundar nenhum conteúdo, apenas registrá-los no quadro negro de forma integral ou resumida caso o texto já tenha sido entregue de forma impressa. Depois dizemos: nosso povo não luta por seus direitos. Nunca aprendeu.

O que fazer para mudar esse quadro? Recomeçar! Precisamos urgentemente de um novo currículo para a educação básica. Parabéns ao MEC que já está fazendo isso em relação ao ENEM. Se este exame diminuir a quantidade de conteúdos cobrados nas provas fará com que as escolas do Ensino Médio (antigo segundo grau e ainda mais antigo “científico”) mudem suas aulas. Em vez de derrubar sobre os alunos particularidades insossas sobre conteúdos inúteis, haverá mais tempo para ensinar, de várias formas possíveis, o conteúdo necessário e realmente importante de cada disciplina. Da mesma forma, o ensino fundamental aproveitaria melhor suas aulas, criaria atividades diferenciadas e adequaria seus conteúdos respeitando-se a faixa etária dos alunos.

E, por favor, não joguem a responsabilidade sobre as costas das professoras alfabetizadoras de, sozinhas, recriarem o currículo e o método de ensino. É preciso um trabalho de equipe. Equipe multidisciplinar. Chamem-nas, mas chamem também os educadores, psicólogos, sociólogos, antropólogos, matemáticos, linguistas, professores de todas as áreas, pesquisadores e todos aqueles que puderem contribuir para uma escola em que seus alunos possam aprender muito e com alegria. Crianças motivadas, felizes, cada vez mais autônomas e realizadas por perceberem diariamente que estão aprendendo e desenvolvendo-se. Crianças que possam dizer: “Aprendi coisas bem legais hoje. Foi muito divertido”.

E antes que os críticos de plantão se manifestem, quero afirmar que não defendo uma escola voltada ao prazer, tampouco superficial, mas uma escola que ajude as crianças a desenvolver autonomia de pensamento, criatividade, inteligência, conhecimento sobre o mundo e uma disposição cada vez mais positiva em relação ao ato de estudar e aprender por conta própria.

Fico feliz só por imaginar uma escola assim.

É por meio da nossa voz, a voz dos educadores comprometidos com uma educação de verdade, que mudanças efetivas (e não apenas legislativas) poderão vir a acontecer. Eu continuo acreditando!

Marcos Meier é psicólogo, professor de matemática,, mestre em educação, escritor, Comentarista em rádio e TV a respeito de educação de filhos, relacionamento e desenvolvimento da inteligência e palestrante.
Contatos pelo site www.marcosmeier.com.br

sexta-feira, 6 de abril de 2012

***O verdadeiro sentido da páscoa***


Há muito tempo atrás,
Veio ao mundo um Homem.
Que trouxe em sua filosofia de vida,
O maior exemplo de fé, amor e verdade.
Na sua simplicidade,
E em seus ensinamentos,
Mas muitos não o entenderam e simplesmente o condenaram!
Houve choro, tristeza, e morte!
Sim a morte daquele que veio trazer
Um exemplo de vida,
A benevolência,
A tolerância,
A paciência,

A fraternidade,
O perdão,
Entre outras coisas o AMOR!
E por três dias,
A tristeza dos poucos que o amavam,
Que o entendiam durou,
Porque no terceiro dia
O milagre aconteceu
E veio então:
O verdadeiro sentido da páscoa!
A ressurreição.
Portanto Páscoa é sinônimo de Ressurreição!
Ressurreição da esperança!
Ressurreição dos sonhos!
Ressurreição da amizade!
Ressurreição do amor universal!
Ressurreição respeito pela natureza!
Ressurreição do respeito de uns para com os outros!
Ressurreição do AMOR UNIVERSAL!!!
Não serão os ovos de chocolate!
Nem a carne de peixe!
Que trará o verdadeiro sentido da páscoa!
Cristo morreu e ressuscitou,
Para nos ensinar a morrer em nossas fraquezas,
Em nossos erros,
Em nossos defeitos,
E ressuscitarmos a benevolência que existe
Dentro de cada um de nós!
Como você vê a páscoa nos dias de hoje???

Desejo uma feliz páscoa da ressurreição do amor a todos!!!!!!

Créditos:Claudia Ferreira de Souza.

SER FELIZ!!


Lembre-se:

Ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções.

Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.

Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza.
Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. É beijar os filhos, curtir os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.

Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de você. É ter maturidade para falar: “Eu Errei”. É ter ousadia para dizer: “Me Perdoe”. É ter sensibilidade para confessar: “Eu Preciso De Você”.

Ser feliz é ter a capacidade de dizer: “Eu Te Amo”.