O senhor é meu pastor e nada me faltará...


anjos - Recados Para Orkut

"Educar com amor".

"Educar com amor".

Um cantinho especial para uma boa e agradável conversa!!!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

"Como educar filhos".


A educação dos filhos é a principal preocupação de todos os pais, afinal atualmente muitos valores são deixados de lado, pois as pessoas acabam olhando para seus próprios interesses e acabam se esquecendo de pensar no bem estar do próximo. Por isso, preparamos algumas dicas que devem ser levadas em conta no processo educacional.
Coloque limites: Mostre aos seus filhos que nem sempre podemos ter ou fazer tudo que queremos, mesmo que isso seja difícil, um ensinamento como este mostra que na vida não podemos conseguir tudo o que queremos.

Dê o exemplo: Seja um bom exemplo a ser seguido, tenha as atitudes que você gostaria que seu filho tivesse.
Valores: Construa valores junto aos seus filhos e mostre a importância da honestidade, verdade e de outros valores que devem fazer parte de nossas vidas.
Saiba educar: Bater nos filhos nunca é melhor opção, afinal atitudes com esta muitas vezes causam só a revolta e podem acabar não resolvendo nada. O diálogo é a melhor opção em qualquer momento. Saiba ouvir e falar no momento certo.
Uma boa educação poderá ser responsável pela formação de um cidadão integro e pronto a enfrentar todos os desafios da vida.

Fonte:http://www.tocadacotia.com

Meu filho, você não merece nada.


A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada.

Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?

Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.

Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.

Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.

O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.

Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.

Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.


Créditos:Eliane Brum (Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem).

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

"Águias e carneirinhos".


Você já deve ter lido ou refletido em algum momento sobre a vida de algumas espécies. Não raro, descobrimos bons ensinamentos com a vida das formigas, abelhas, águias, cachorros, golfinhos e por aí vai. Dificilmente você deve ter encontrado alguma coisa sobre a vida dos carneiros, não é mesmo? Mas, sempre há o que ver e aprender. Daí, a opção de produzir uma analogia entre a vida deles e das águias.

A águia é uma ave solitária, poderosa, carnívora, de grande acuidade visual que vive normalmente no topo das montanhas mais altas. Quase sempre, quando nos referimos a ela respiramos fundo, damos ênfase a entonação, empostamos a voz e o fazemos com orgulho e sentimento de poder. Já o carneiro vive em rebanho nas planícies ou em áreas montanhosas abertas e agem sempre de acordo com a maioria do grupo.

Ao citar a espécie, normalmente o fazemos sem muita expressão e, às vezes até recorremos, talvez por pena, ao diminutivo “carneirinho”. Quase sempre, quando chamamos alguém de carneirinho, queremos dizer que se trata de pessoa sem personalidade, de pouco recurso intelectual, medíocre, que não é capaz de tomar as suas próprias decisões e, por isso, prefere aderir as escolhas dos outros.

A águia sabe que os carneirinhos nunca poderão ameaçá-la ao topo da montanha. Elas, como bem disse Elisabeth Küber, pairam majestosas nas alturas, acima do mundo, não para ver as outras espécies de cima, mas sim, para estimulá-las a olhar para cima. Já os carneirinhos, sequer costumam levantar a cabeça, quanto mais olhar para o alto. Passam a vida toda olhando para os seus próprios pés. Com poucos recursos de defesa contra os seus predadores, a sua única opção é andar em grupo seguindo uns aos outros em terreno acidentado, prevenindo-se de ataques dos lobos, ursos e coiotes.

Os carneirinhos sabem que não podem aventurar-se muito distante do grupo, pois incapazes de se protegerem, sentirão solitários, indefesos e vulneráveis. Não se importam com a supremacia das águias, agindo como se elas fossem inofensivas. Eles, no entanto, se esquecem que as águias são mais inteligentes, perspicazes, estratégicas, pacientes... Sabem muito bem esperar o momento da sua reprodução para alimentar-se do seu sangue.

A águia é símbolo de sucesso, força, grandeza, majestade... os carneirinhos se caracterizam pela amistosidade, obediência, disciplina, conformismo, mesmice... O símbolo da águia foi usado em brasões de exércitos, nos estandartes de Ciro, rei dos persas, triunfo de Cristo e do cristianismo, símbolo dos Estados Unidos, etc. O símbolo dos carneirinhos são adotados em histórias românticas ou para distrair a atenção das crianças.

As águias não tem muito a temer. São fortes, voam alto, respiram ar fresco e sabem que a qualquer momento podem capturar a presa que mais lhes convierem. Já os carneirinhos, apesar de serem capazes de frequentar a parte alta da montanha, não ligam para a paisagem, não conseguem respirar ar fresco, pois ficam a maior parte do tempo com o nariz no rabo uns dos outros. O máximo que podem é admirar a sombra das águias que pairam nas alturas a espera do melhor momento de atacarem.

No mundo em que vivemos, há espaço para as águias e os carneirinhos e cada um tem a opção de escolher de que lado deseja estar.

Pense nisso.

Autor:Evaldo Costa

Escritor, consultor, conferencista e professor.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Educação – exemplo é tudo!


“A convivência familiar é a maior oportunidade para a criança apreender uma formação baseada nos princípios morais e nas virtudes. Quando a família tem bons princípios de educação, usando em seu cotidiano formas educadas de lidar uns com os outros, falando num tom de voz tranquilo e baixo, usando as palavras que traduzem educação e delicadeza, como dar bom-dia e boa-noite, pedir por favor, agradecer com um muito obrigada, pedindo licença, dentre várias outras, a criança absorve esses conceitos e os leva por toda a vida. Porém, o que vemos são famílias que deseducam, achando que os meninos não podem aprender boas maneiras, pois isso comprometerá a sua masculinidade. Quem não gosta de um homem fino, bem-educado, que abre a porta do carro para sua namorada ou esposa, que tem a delicadeza de presentear-lhe com rosas, puxar a cadeira para ela se sentar? O famoso “gentleman”, tão raro hoje em dia, que na sua masculinidade consegue permanecer com conceitos que não o comprometem nesse sentido, tornando-o o homem mais desejado. Mas para que isso aconteça, é necessário que a criança tenha aprendido a conviver com esses exemplos e conceitos desde muito pequena. Em algumas famílias é normal que se usem palavrões como forma de se tratar, pais chamam filhos de burro, porco, mas é bom lembrá-los que filho de porco só pode ser porquinho, que filho de burro também é burrinho e que não somos animais para recebermos tratamento como se o fôssemos, de forma grosseira e pejorativa. Outra coisa que compromete muito a educação da criança é quando ela não recebe informações adequadas de higiene, como limpar o nariz no banheiro, assuando o mesmo e lavando as mãos com água e sabão, e não tirando as secreções por todos os cantos da casa ou mesmo na rua, na frente de outras pessoas. Comum também é ver a família rindo, se divertindo quando a criança está com flatos, soltando seus gases em qualquer lugar, na frente de qualquer um. É claro que a criança muito pequena demora certo tempo para conseguir controlá-los, mas por volta dos dois anos, quando já consegue fazer o controle dos esfíncteres, esse domínio pode ser aprendido também, se esse for o exemplo dado pela família. No caso dos arrotos, o bebê deve praticá-lo sim, para não ter perigo de engasgar com os refluxos, mas, aos poucos, à medida que cresce, deve deixar o hábito também.”

Fonte:http://theposhlittlestore.com.br

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

"RETROCESSO".




PERFEITO!!!

O visitante estranhou porque, quando o levaram para conhecer a sala de aula do futuro, não havia uma professora-robô, mas duas. A única diferença entre as duas era que uma era feita totalmente de plástico e fibra de vidro — fora, claro, a tela do seu visor e seus componentes eletrônicos —, e a outra era acolchoada. Uma falava com as crianças com sua voz metálica e mostrava figuras, números e cenas coloridas no seu visor, e a outra ficava quieta num canto. Uma comandava a sala, tinha resposta para tudo e centralizava toda a atenção dos alunos, que pareciam conviver muito bem com a sua presença dinâmica, a outra dava a impressão de estar esquecida ali, como uma experiência errada.
O visitante acompanhou, fascinado, uma aula como ela seria num futuro em que o computador tivesse substituído o professor. O entendimento entre a máquina e as crianças era perfeito. A máquina falava com clareza e estava programada de acordo com métodos pedagógicos cientificamente testados durante anos. Quando não entendiam qualquer coisa as crianças sabiam exatamente que botões apertar para que a professora-robô repetisse a lição ou, em rápidos segundos, a reformulasse, para melhor compreensão. (As crianças do futuro já nascerão sabendo que botões apertar.)
— Fantástico! — comentou o visitante.
— Não é? — concordou o técnico, sorrindo com satisfação.
Foi quando uma das crianças, errando o botão, prendeu o dedo no teclado da professora-robô. Nada grave. O teclado tinha sido cientificamente preparado para não oferecer qualquer risco aos dedos infantis. Mesmo assim, doeu, e a criança começou a chorar. Ao captar o som do choro nos seus sensores, a professora-robô desligou-se automaticamente. Exatamente ao mesmo tempo, o outro robô acendeu-se automaticamente. Dirigiu-se para a criança que chorava e a pegou no colo com os braços de imitação, embalando-a no seu colo acolchoado e dizendo palavras de carinho e conforto numa voz parecida com a do outro robô, só que bem menos metálica. Passada a crise, a criança,
consolada e restabelecida, foi colocada no chão e retomou seu lugar entre as outras. A segunda professora-robô voltou para o seu canto e se desligou enquanto a primeira voltou à vida e à aula.
— Fantástico! — repetiu o visitante.
— Não é? — concordou o técnico, ainda mais satisfeito.
— Mas me diga uma coisa... — começou a dizer o visitante.
— Sim?
— Se entendi bem, o segundo robô só existe para fazer a parte mais, digamos, maternal do trabalho
pedagógico, enquanto o primeiro faz a parte técnica.
— Exatamente.
— Não seria mais prático — sugeriu o visitante — reunir as duas funções num mesmo robô?
Imediatamente o visitante viu que tinha dito uma bobagem. O técnico sorriu com condescendência.
— Isso — explicou — seria um retrocesso.
— Por quê?
— Estaríamos de volta ao ser humano.
E o técnico sacudiu a cabeça, desanimado. Decididamente, o visitante não entendia de futuro.
Luís Fernando Veríssimo.

Fonte:In Nova Escola. São Paulo. Abril, out. 1990. p. 19.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

"EDUCAÇÃO VEM DE BERÇO".


CRIS POLI, A SUPERNANNY, ORIENTA COMO EDUCAR SEU FILHO E PREVENIR FUTUROS PROBLEMAS DE CONVÍVIO FAMILIAR.

Quem nunca viu uma criança imitando o papai e a mamãe ou até mesmo repetindo falas, mesmo que não pronunciadas perfeitamente? Os filhos são o reflexo dos pais. Cada gesto praticado é influência para o comportamento do bebê, desde os primeiros dias de vida.
Segundo educadores, os princípios básicos, a ética e a moral que constituem a base do caráter das novas gerações vêm de berço. Tudo pode ser absorvido. Por isso, ter a consciência de ser espelho para o futuro do bebê é dever de toda família.
Diferente do ensino escolar, em casa o aprendizado é natural e constante. “Não tenha medo do não”, aconselha Cris Poli. Impor limites é o primeiro passo para obter o controle da situação e prezar pela segurança da criança.
Especialistas afirmam que para criar o bebê não é necessário poupá-lo do mundo, mas, sim, atender às suas necessidades. É difícil para alguns adultos compreenderem, porém regras e organização fazem bem para a formação das crianças.
O cuidado com o conceito de autoridade também é fundamental. Em meio à razão, amor e paciência são ingredientes essenciais para a educação familiar.
Para dar dicas de algumas regrinhas e tirar dúvidas sobre a educação do seu filhote, a Sempre Materna entrevistou Cris Poli, pedagoga e apresentadora do programa Supernanny, do Sistema Brasileiro de Televisão, para ajudar os pais a colocarem ordem em casa.

1-Uma das questões que mais preocupam os novos pais é como educar os filhos. Há uma forma de ter controle ainda quando bebês para que isso não se torne um problema futuro?

A educação dos filhos começa quando eles nascem. É desde bebês que colocamos os limites e estabelecemos uma rotina para não acarretar futuros problemas. Quanto mais cedo, melhor!

2-Para que os pais tenham sucesso na educação dos filhos, os castigos devem fazer parte das regras?

Não sou partidária dos castigos e sim da disciplina, que é ensino. Para isso, é necessário regras e incentivo. O castigo não educa, simplesmente machuca e deixa marcas negativas na criança.

3-O momento da refeição costuma ser motivo de desentendimentos. Explique como educar o bebê, desde as primeiras papinhas, para ter boa qualidade na alimentação.

O mais importante é seguir a orientação do pediatra a respeito da alimentação do bebê. Mais adiante, quando a criança compartilhar a refeição à mesa, é fundamental o exemplo dos pais. Se todos os alimentos necessários para o crescimento forem introduzidos e se toda a família participar, com certeza essa criança se alimentará sem problemas.

4-Quais brincadeiras praticadas com a família reunida podem ajudar na educação da criança?

Todas as brincadeiras praticadas com a família reunida ajudam na educação. Somente o fato de estarem reunidos, compartilhando o momento, em paz e harmonia, é um grande e importante ensinamento que perdurará na lembrança pelo resto da vida.

5-Os pais devem atender a todos os desejos do bebê?

Os pais devem suprir todas as necessidades do bebê, mas devem colocar limites, desde cedo, para que ele entenda que há coisas que ele pode fazer e outras não.

6-Como dizer o temido “não” à criança?

O “não” é um limite que deve ser colocado com convicção, tranquilidade, consistência e firmeza. Não tenham medo de dizer “não”, é pelo bem da criança.

7-Como cuidar para que o filho seja feliz, sem a necessidade de ser também mimado?

Ser mimado não significa ser feliz. Esse é um erro. A criança se sente feliz quando é amada, cuidada, protegida, orientada e ensinada.
Dê um conselho para os casais que pretendem serem os “melhores pais do mundo”.

Para os filhos, somente seus pais podem ser os melhores do mundo. Algumas dicas são: amar, respeitar, ensinar, corrigir, disciplinar, conversar, ter tempo de qualidade com ele, ouvir o que ele tem para dizer, enfim, ser presente. Assim, vocês serão perfeitos.

A interação e sintonia entre o pai e a mãe são fundamentais para a educação dos filhos, pois é essa unidade que dará segurança ao pequeno

8-Qual a melhor maneira de corrigir os erros das crianças? A boa conversa é sempre a melhor solução?

A criança precisa ser corrigida com amor, firmeza, convicção e autoridade, sem perder o controle, gritar ou bater. Conversar com o filho é muito importante, adaptando a conversa à idade dele. Mas, quando a conversa não surte efeito, é a hora de o pai decidir o que tem que ser feito, já que ele sabe o que é melhor para o filho.

9-A interação e sintonia entre o pai e a mãe da criança ajudam na educação? Por quê?

Sim, a interação e sintonia entre o pai e a mãe são fundamentais para a educação dos filhos, pois é essa unidade que dará segurança ao pequeno.
A organização da família é um ponto importante na educação dos filhos?

A organização é um ponto importantíssimo na educação dos filhos porque eles precisam de ordem para crescer e se desenvolver. O contrário de organização é caos, e nenhuma criança pode aprender, amadurecer e viver no meio da desordem.

10-Para os pais que têm vida profissional frenética, como compensar e aproveitar os momentos com os filhos sem deixá-los malcriados?

Os pais que têm vida profissional agitada não devem culpar-se por isso, devem aproveitar os poucos momentos livres para brincar, conversar, propor regras e impor limites, não mimá-los e deixá-los malcriados.

11-A avó realmente “estraga” a educação do netinho?

A avó que é consciente de seu papel não estraga a educação do neto. Colabora e aconselha os pais para que tomem suas decisões, sem interferir nos momentos decisivos.

12-Além da educação básica do filho, como prepará-lo para a vida social e profissional futura?

A personalidade da criança é formada entre os 0 e 7 anos de idade, tudo o que é ensinado nesse período é extremamente importante. A base da formação do caráter é fundamental para preparar o filho para a vida social e profissional futura. Não deixe de dedicar tempo com amor e paciência durante a primeira infância.

13-A amizade com crianças mal educadas pode atrapalhar, ou incentivar de forma negativa no processo de educação? Como os pais devem agir?

A amizade com certeza influi no processo de educação, mas ainda acho que a educação da família é mais forte e duradoura e pode resistir ao aprendido fora de casa, principalmente se os pais forem presentes.

14-Como corrigir o filho sem prejudicar sua autoestima?

A correção usando regras, rotina, disciplina, incentivo, organização e muito amor educa os filhos sem prejudicá-los. A educação equilibrada e com sabedoria dá o prumo para que os filhos desenvolvam e amadureçam fortes e sadios.

15-Como ensinar os pequenos que os pais são autoridade máxima, sem autoritarismo?

Os pais são autoridade máxima e responsáveis pela educação dos filhos e eles devem exercer essa autoridade de maneira consciente, sem descontrole, ou autoritarismo. Agindo assim, os filhos irão reconhecer, obedecer e respeitar, sem dificuldade.

16-Quais os pontos negativos dos pais superprotetores?

Esses pais são tremendamente prejudiciais para a educação dos filhos. Criam obstáculos, não permitem o crescimento e amadurecimento emocional e mental das crianças e ainda impedem que conheçam atividades ou funções novas, além de barrar a experiência de aprenderem com seus próprios erros.

17-Como educar os bebês para que no futuro eles não precisem da ajuda da Supernanny?

Quem precisa da ajuda da Supernanny são os pais, e não os bebês. Crianças precisam de pais que assumam sua autoridade legítima e que organizem sua vida para educar os filhos com regras, disciplina, limites, incentivo, sem medo de serem pais, com muito amor e paciência.

Fonte:http://semprematerna.uol.com.br

Educar não é nada fácil.


"É Preciso ter coragem".

“Muitas pessoas me perguntam como fiz para educar meus filhos, como eles são tão responsáveis, carinhosos e batalhadores. Não existe fórmula nem segredo. Existe amor e determinação dos pais, compreensão e abertura dos filhos.
O fato é que se eles são maravilhosos, isso aconteceu devido a muitos fatores. Genética, família, meio-ambiente, amor e longas conversas são fundamentais.
Porém, o que eu gostaria de dizer é que o maior legado que podemos deixar aos nossos filhos além do amor, é a coragem.
A coragem se ensina com exemplo. Se somos corajosos, mais cedo ou mais tarde, eles o serão também. Mas não é só observando que se aprende. Nós, pais, temos que encarar a vida de frente, olhar para o bom e para o ruim, da mesma forma. Sem nos escondermos, sem nos iludirmos.
Hoje, para se viver e sobreviver é preciso olhar de verdade a Verdade. Não com o olhar egoísta,mas com o olhar pronto para receber a beleza e os aprendizados da vida. Olhar para nossos limites e ir além, não por cima de outros, mas além de nossas próprias possibilidades.
Olhar com coragem e enfrentar.
Se temos algo para ensinar nossos filhos, esse algo é a coragem. A coragem de ser bom, sem ser bôbo. A coragem de agir com dignidade, sem ser aproveitador. A coragem de dividir uma alegria ou um problema, com o mesmo bom senso. Se eles tiverem coragem, tudo de bom ou de ruim poderá ser vivido com intensidade, com lucidez, com vontade e com garra para a luta.
Sei que meus filhos têm coragem e isso foi determinante para passarmos bem por grandes problemas e grandes conquistas. E sei que coragem náo lhes faltará para criarem filhos corajosos como eles. Isso me deixa tranquila eternamente.”
Lindo, né??
Eu simplesmente amei.

Autor:Cris Lotaif