O senhor é meu pastor e nada me faltará...


anjos - Recados Para Orkut

"Educar com amor".

"Educar com amor".

Um cantinho especial para uma boa e agradável conversa!!!

sábado, 27 de novembro de 2010

O amor constrói. Mas não ensina a tabuada. Será??


Em artigo para a revista Veja, o economista Gustavo Ioschpe critica a tendência de alguns educadores de priorizar a criação de um ambiente de afeto em sala de aula em detrimento do aprendizado.


Na teoria, ela bebe de fontes sérias, que vão da psicologia transpessoal de Abraham Maslow às ideias de inteligência emocional de Daniel Goleman. Aplicada à pedagogia, significaria alterar as práticas de sala de aula para incentivar a introdução da afetividade na relação aluno-professor e entre os próprios alunos, com o objetivo de criar um ambiente de bem-estar na escola que melhorasse o ensino-aprendizagem. Assim como a maioria dos professores brasileiros se diz construtivista sem jamais ter lido Piaget ou entendido sua teoria, também a pedagogia do afeto tem uma aplicação que, em seu simplismo, pouco tem a ver com a matriz teórica. No Brasil, usa-se essa definição para uma ideia algo difusa de que o fundamental de uma escola, de um professor, é dar afeto aos seus alunos e desenvolver com eles uma relação pessoal, suprindo a suposta carência de afeto sentida pelas crianças brasileiras.

Essa visão se espalha com enorme rapidez. Em pesquisa recente de Tania Zagury com uma amostra grande de professores de todo o país, 62% dos entrevistados disseram que "a melhor escola é aquela em que o aluno encontra professores amigos e ambiente agradável". Grupos de escolas particulares adicionam o coraçãozinho da sua pedagogia afetiva a seus anúncios, e a teoria é agora o norte pedagógico da Legião da Boa Vontade (LBV).

A pedagogia do afeto apresenta três vantagens importantes a seus adeptos. A primeira é que ela é de difícil mensuração (como se mede o amor?), de forma que é impossível dizer se funciona ou não. A segunda é que o uso do afeto serve como um antídoto ao fracasso de nossas escolas naquela que deveria ser sua primeira tarefa, a de transmitir conhecimentos da cultura universal e desenvolver o raciocínio analítico e a curiosidade do alunado. Sempre é conveniente defender-se do fracasso técnico atrás do véu propiciado por uma causa nobre. Afinal, o que é saber trigonometria diante de estar com o coração transbordante e em contato com sua alma? Finalmente, o terceiro benefício é que a pedagogia do afeto apresenta uma alternativa mais simpática para explicar o insucesso da escola em relação a seu principal concorrente, a ideologização do ensino, que pretende formar o "cidadão crítico e consciente". Você pode reclamar que seu filho não está aprendendo porque está sendo doutrinado, mas como atacar aqueles que se preocupam em criar um ambiente amoroso em sala de aula? Já vejo os seus simpatizantes pensando: "Mas o que esse cara defende, então? A pedagogia do ódio?". É um prato cheio para os maniqueístas.

Mais do que uma ferramenta cínica para cobrir nossa abissal incompetência no ensino, a pedagogia do afeto se encaixa como uma luva em duas vertentes da nossa cultura, especialmente populares entre os professores. A primeira é o maximalismo. Não basta ao docente brasileiro ser um profissional competente que consegue dar cabo de sua missão primeira (e nada simples) de transmitir aos alunos todo o conhecimento e desenvolver as habilidades intelectuais para navegar em um mundo crescentemente complexo. Isso é pouco. É preciso, também, desenvolver valores éticos, melhorar a autoestima do alunado, preservar o meio ambiente e prezar a diversidade. O bom professor precisa ser um herói, um abnegado, um missionário, um Quixote lutando contra uma sociedade que o ignora e o desrespeita.

A segunda vertente, muito estimulada pelo governo atual, é a ideia de que o brasileiro legítimo é um batalhador, que se esforça contra todas as adversidades. Se triunfa ou não, é irrelevante: o que importa é que não desiste nunca. E o faz mantendo, no processo, a simpatia e a cordialidade brejeira que ainda nos tornarão a Roma dos trópicos. Em suma, o processo e o esforço são mais importantes que o resultado. E o resultado do processo escolar - que deveria ser, antes de todo o resto, o aprendizado - fica de lado. A escola brasileira parece acreditar que terá cumprido sua missão se criar um sujeito bem ajustado, que não puxa os cabelos dos coleguinhas, ainda que não saiba a tabuada nem consiga escrever dois parágrafos concatenados.

A origem intelectual desse vírus que vai poluindo nosso discurso educacional é difusa, já que se trata de um pot-pourri de diversos pensamentos desconexos. Seus maiores praticantes no Brasil são Içami Tiba e Gabriel Chalita. Os escritos do primeiro se destinam mais a pais do que a professores, e se caracterizam pela superficialidade e autopromocionalismo dos manuais de autoajuda. Seu magnum opus, Quem Ama, Educa!, destila todos os assuntos imagináveis sobre educação dos filhos em apenas 300 páginas, com uma bibliografia de dezessete autores. É inócuo.

Já Chalita se vale de citações de grandes pensadores para convencer os leitores incautos e incultos de que se trata de um trabalho de densidade intelectual. Sob esse disfarce, esconde-se uma retórica insidiosa, com o objetivo claro de bajular os docentes, a fonte de votos do "pensador" que virou político. Na cosmovisão chalitiana, os professores são os heróis da nossa educação e as vítimas de um fracasso que é da civilização, não da escola. No autoexplicativo Educação: a Solução Está no Afeto, Chalita tenta passar do plano teórico à sala de aula, para descrever como seria uma aula afetiva: "Em matemática, física ou química, como se abordaria esse tema? Seriam feitas reflexões sobre as sensações humanas, o medo, a solidão. As retas, o plano, a trigonometria das ruas do Rio de Janeiro em que conviveram amigos - Vinicius, Toquinho, Tom Jobim (...)". Então tá. Adiciona: "Nada substitui o velho lar. A educação por conta do estado e das instituições não funciona". Assertiva curiosa para alguém que foi secretário da Educação de São Paulo, mas, pelo menos, consistente com sua práxis. Nos quatro anos em que ele esteve no cargo, os alunos sofreram: caiu em 700 000 o número de matrículas nos níveis fundamental e médio, caíram as taxas de aprovação e conclusão do ensino fundamental e mais de 300 escolas foram extintas. Mas com muito afeto.

E você? o que achou deste artigo? Aguardo o seu posicionamento!!!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Mau Humor Pega? Fique alerta!!!


“Ao ser alvo de um ataque de mau humor tente reagir com bom humor”

Um diretor de empresa passava por uma crise conjugal. Certa noite, por um motivo banal, ele e a esposa brigaram e não dormiram na mesma cama. Pela manhã, ele saiu para trabalhar com raiva e mal-humorado. Passou com o carro pela portaria do prédio sem cumprimentar ninguém. Chegando à empresa entrou direto na sua sala e mandou a secretária chamar o gerente. Cobranças de produção e ofensas ao profissional foram a tônica da reunião. O gerente saiu mal-humorado. Este, por sua vez, assim que chegou à produção chamou o líder, que foi logo esculhambado. Agora o líder também estava mal humorado. E era a vez do líder que chamou o operador de máquina e deu-lhe a maior bronca na frente de todos. Ofendido, este ouviu cobranças absurdas e, claro, foi intoxicado pelo mau humor. Por isto, em vez das 100 peças costumeiras só conseguiu produzir 70.
No final do dia, o operador foi para casa naquele estado. Sua mulher havia feito um bolo de chocolate, o doce que ele mais gosta. Então, ele olhou para o bolo e disse à esposa: – Já ganho pouco e você ainda gasta em doces? A mulher, entre raivosa e triste, jogou o bolo no lixo um pouco antes do filho pedir-lhe um pedaço. Sem saber o motivo, o menino ganhou uma bronca da mãe. E a criança se contaminou com o mau humor.O garoto saiu nervosinho da cozinha, brigou com o cachorro e chutou um gato na rua. Ferido, andando aos tropeços e agora intoxicado, o gato encontrou um rato que estava fazendo seu passeio noturno.
Sem que se desse conta, o rato foi atacado pelo gato. O rato saiu vivo, porém sem parte do rabo. Entrou correndo na toca onde a ratinha, sem notar, começou a fazer-lhe cócegas. A rejeição foi imediata: – Pare com isso! Você não vê o que aconteceu ao meu rabo? E a ratinha, por sua vez, ficou contaminada…

Este texto foi inspirado no livro “104 erros que um casal pode cometer”, de Josué Gonçalves, (Editora Mensagem para Todos). Apesar de ser voltado a casais, pode ser facilmente adaptado a qualquer relacionamento.Quantas vezes nos contaminamos com o mau humor alheio, sem perceber? Ninguém está livre disso. Alguém precisa parar a corrente do contágio… e por que não você?
Quantas vezes ouvimos calamidades que não precisa? E quantas outras repassa sem necessidade, apenas porque ouviu e precisa despejar em alguém? Por que é tão difícil “segurar o tranco” e não descontar no outro? Nas nossas relações pessoais e profissionais essa situação é comum: uma escalada incessante de contágio de mau humor, que leva a processos de tensão, raiva, estresse, falta de tolerância e compreensão.
O mau humor existe e não precisa ser contagioso. Tente: ao ser alvo de um ataque de mau humor, reaja com uma boa dose de bom humor. Pense nisso.

créditos:Izabel Failde - Psicóloga consultora organizacional.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

"Assédio Moral". Fique por dentro!!!.


Assédio moral é toda e qualquer conduta que caracteriza comportamento abusivo, freqüente e intencional, através de atitudes, gestos, palavras ou escritos que possam ferir a integridade física ou psíquica de uma pessoa, vindo a pôr em risco o seu emprego ou degradando o seu ambiente de trabalho.

Condutas mais comuns que caracterizam o assédio moral:
- Dar instruções confusas e imprecisas ao trabalhador;
- Bloquear o andamento do trabalho alheio;
- Atribuir erros imaginários ao trabalhador;
- Pedir, sem necessidade, trabalhos urgentes ou sobrecarga de tarefas;
- Ignorar a presença do trabalhador na frente dos outros;
- Fazer críticas e brincadeiras de mau gosto ao trabalhador em público;
- Impor-lhe horários injustificados;
- Insinuar boatos
- Forçá-lo a pedir demissão ou transferência;
- Pedir execução de tarefas sem interesse;
- Não atribuir tarefas;
- Retirar-lhe instrumentos de trabalho;
- Assediar a vitima somente quando eles estão a sós;
- Proibir colegas de falar com ele.

Quem agride:
- Um superior;
- Um colega de trabalho de mesma hierarquia.

Consequências do assédio moral para a empresa:
- Queda de produtividade;
- Alteração da qualidade do serviço e do produto;
- Doenças profissionais, acidentes de trabalho e danos ao equipamento;
- Troca constante de empregados;
- Aumento nas ações trabalhista por danos morais.

Conseqüências para o assediado:
- Perda de motivação, criatividade, capacidade de liderança;
- Aumento da ansiedade, insegurança, depressão, entre outras doenças;
- Aumento das doenças profissionais e acidentes de trabalho;
- Dificuldade de se manter empregado.
O que a vítima deve fazer:
- Resistir: anotar com detalhes todas as humilhações sofridas;
- Dar visibilidade, procurando a ajuda dos colegas, principalmente daqueles que:
- testemunharam o fato ou que já sofreram humilhações do agressor;
- Organizar. O apoio é fundamental dentro e fora da empresa;
- Evitar conversar com o agressor, sem testemunhas;
- Exigir por escrito, explicações do ato agressor e permanecer com cópia da carta enviada ao Departamento de Pessoal ou Recursos Humanos e da eventual resposta do agressor. Se possível mandar sua carta registrada, por correio, guardando o recibo;
- Procurar seu sindicato e relatar o acontecido para diretores e outras instâncias;
- Recorrer ao Centro de Referencia em Saúde dos Trabalhadores e contar a humilhação sofrida ao médico, assistente social ou psicólogo.
Buscar apoio junto a familiares, amigos e colegas, pois o afeto e a solidariedade são fundamentais para recuperação da auto-estima, dignidade, identidade e cidadania.

• Fonte:
- Procuradoria Regional do Trabalho da 12ª Região. Cartilha: assédio moral no local de trabalho.
• - Assédio Moral no Trabalho.