O senhor é meu pastor e nada me faltará...


anjos - Recados Para Orkut

"Educar com amor".

"Educar com amor".

Um cantinho especial para uma boa e agradável conversa!!!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Reflexão “Oração de agradecimento”.


Obrigada, Senhor, por atribuir-me a missão de ensinar e por fazer de mim uma professora no mundo da educação. Eu te agradeço pelo compromisso de formar tantas pessoas e te ofereço todos os meus dons. São grandes os desafios de cada dia, mas é gratificante ver os objetivos alcançados, na graça de servir, colaborar e ampliar os horizontes do conhecimento. Quero celebrar as minhas conquistas exaltando também o sofrimento que me fez crescer e evoluir. Quero renovar cada dia a coragem de sempre recomeçar. Senhor! Inspira-me na minha vocação de mestre e comunicador para melhor poder servir. Abençoa todos os que se empenham neste trabalho iluminando-lhes o caminho. Obrigada, meu Deus, pelo dom da vida e por fazer de mim uma educadora hoje e sempre. Amém!

Créditos: Blog Educar um ato de amor.

“Educar é um ato de amor”.


Educar é um ato de amor, mas, além disso, criar bons hábitos, estabelecer rotinas e impor limites, são regras essenciais para uma boa educação. Pode até parecer fácil, mas a grande dúvida dos pais é: Como impor limites e educar meus filhos da maneira menos prejudicial possível?

Para ajudar nessa difícil missão, a Coordenadora Pedagógica do Colégio Itatiaia, Cláudia Fernanda Venelli Razuk esclarece alguns pontos importantes dessa delicada relação.

Confira:

Muitas são as dúvidas dos pais quanto à forma correta de educar. Colocar limites parece ser, para alguns, uma dificuldade muito grande por não saberem ao certo até que ponto “impor” as regras ou por ficarem angustiados, com um forte sentimento de culpa.
Os limites são necessários para a convivência em sociedade e a criança necessitará deles para viver com segurança e saber como agir nas diversas situações da vida. De nada adiantará educar a criança em um “mundo irreal”, pois a realidade é diferente e logo se fará presente.

É importante que os pais tenham claro em suas mentes que educar e colocar limites é, sim, um ato de amor. Crianças que têm em sua infância regras e limites bem definidos sentem-se mais seguras, bem resolvidas e prontas para lidar com as situações e as frustrações que surgirem em sua vida. E é isso o que queremos para os nossos filhos, não é?
É preciso que os pais (e muitas vezes outros membros da família, como avós, por exemplo) reflitam de forma organizada sobre as regras que querem impor e os sentimentos que, muitas vezes, surgem nas situações de conflito. Devem estar convictos de suas decisões e sustentá-las com segurança.

Educar um filho também exige planejamento.

Grande número de famílias apresenta dificuldades para educar seus filhos por falta de diálogo e discussão das regras da casa. Pais e mães seguem educando seus pequenos sem combinar previamente as regras: o pai deixa tomar sorvete antes do almoço, a mãe não... usar a intuição para educar é bom, mas também é necessário combinar algumas regras, o casal deve agir com equilíbrio, para que a criança não use as divergências entre eles a seu favor, em situações do tipo: a mamãe disse “não”, então vou falar com o papai.
Sentimentos contraditórios surgirão: é natural que a criança sinta-se frustrada por ter ouvido um “não” para algo que deseje muito e tente de todas as formas conseguir o que quer: chorar, fazer birra, se jogar no chão. Esse comportamento faz parte da personalidade em formação da criança, que testa o tempo todo, regras e valores. Também é natural que os pais sintam-se, em um primeiro momento, inseguros diante de uma reação de birra e choro da criança diante de uma negação.

Neste momento é muito importante que os adultos não deixem que a culpa se instale. Culpa, nesses casos, só servirá para atrapalhar e a criança rapidamente perceberá esse sentimento e tentará tirar proveito disso. Por isso é tão importante que os pais tenham certeza absoluta dos valores e regras que estão impondo. Ceder à vontade da criança dificulta o processo, na medida em que ela se sentirá cada vez mais forte para conseguir o que deseja em uma próxima situação. Saber aceitar os limites é saber lidar com as frustrações. É como querer estacionar em uma vaga bem na frente do local que você vai, mas não poder, pois há uma placa de “Estacionamento Proibido”. Se você insistir em estacionar, será multado. As limitações estão em todo o lugar, é necessário saber lidar com elas da melhor forma possível.

Essa aprendizagem ocorre desde cedo.

Criança necessita de regras claras. E regras claras necessitam de rotina. Nas situações de rotina, a criança reconhece a seqüência de acontecimentos e sabe o que esperar, sentindo-se mais segura. Se os pais sustentarem essa rotina, será mais difícil a criança tentar modificá-la.

Para os pais que ainda têm dúvidas, gosto de propor, como ajuda, que imaginem a seguinte situação: uma criança muito levada, sem limites, que por vezes agride seus amiguinhos e não respeita as regras dos ambientes que freqüenta. Com o tempo, as pessoas começam a se afastar dela, e ela começa a não ser mais convidada para as festinhas dos amigos etc.
A pergunta: é isso o que você quer para o seu filho? Você gostaria que ele fosse excluído do grupo por problemas de comportamento? É claro que não!

Então, pense no amor que você tem por seu filho e eduque-o com a firmeza e segurança que ele necessitará para ser sempre feliz.

"Lembrete aos educadores."



Reflexão." O ato de educar".


O ato de educar não é mecanicamente profissional
O ato de educar é de mais árdua paixão, de amor incondicional
O ato de educar exige engajamento, comprometimento, abnegação
É uma luta física e mental diária onde buscamos muito mais do que um simples salário no fim do mês...
Buscamos atingir todos os objetivos...
Desenvolver todas as habilidades...
Orientar todos os conhecimentos...
Facilitar todas as aprendizagens...
O prêmio? É a realização pessoal vinda através de um sorriso de criança frente a uma nova descoberta. Somos, sim! Sonhadoras de um mundo justo repleto de cidadãos críticos, questionadores, participantes, ativos numa Sociedade igualitária, digna, honesta...
Acreditamos no ato de educar em busca do nosso sonho.
Ousamos no desafio de inovar dentro da sala de aula.
Somos partículas de Deus enviadas especialmente para essa sublime missão: Educar!


Créditos: Paty Fonte.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Características que valorizam o "Professor" (a) nos dias atuais.


LEITURA VARIADA.

Ser bem informado é requisito básico para qualquer professor. Como fonte de informação, considere revistas, jornais e livros de literatura (essenciais para a formação cultural).Obras sobre Educação são um capítulo à parte. Por meio desse tipo de leitura o docente pode se atualizar profissionalmente, conhecendo novas metodologias e os resultados das últimas pesquisas em sua área.

POSTURA PESSOAL.

Bom relacionamento com os colegas é fundamental. Nesse ponto se inclui a capacidade de trabalhar em equipe. O professor deve ter facilidade para estabelecer relações entre seu trabalho e dos colegas. Só assim a escola poderá obter bons resultados em projetos interdisciplinares.

CARACTERÍSTICAS PESSOAIS.

De acordo com a linha da escola, será pedido um perfil do professor. Se a escola for católica, escolherá o professor que dá importância a valores como a solidariedade. Se for tradicional, escolherá um professor de postura mais rígida.Porém, há características valorizadas de maneira geral, como a criatividade, o dinamismo, a flexibilidade e a capacidade de adaptar-se a mudanças.

ATUALIZAÇÃO CONSTANTE.


É importante estar sempre se reciclando por meio de cursos ou da participação em congressos e seminários. Os temas podem ser relacionados à disciplina específica lecionada pelo professor ou mesmo a assuntos mais gerais. Nesse ponto entram temas como a influência da TV sobre os jovens, a gravidez na adolescência, a sexualidade e as drogas.

DOMÍNIO DE CLASSE.

O Professor deve saber estabelecer regras junto com sua turma. Cabe a ele fazer valer essas regras de maneira justa e democrática. É preciso mostrar aos estudantes as consequências de suas atitudes na classe, na escola ou na sociedade.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

"Estilos de Aprendizagem" Tire suas dúvidas..


Observe as crianças brincando, interagindo, e aprendendo e uma coisa vai ficar muito clara. Algumas crianças gostam de aprender as coisas de um certo modo enquanto que outras se sentirão mais confortáveis aprendendo a mesma, mas de uma maneira totalmente diferente.Essa "maneira" individual pela qual a criança prefere aprender é, na essência, o Estilo de Aprendizagem dela.Por exemplo: As Crianças que gostam que leiam histórias para elas podem ter um Estilo de Aprendizagem diferente daquelas que preferem brincar com Blocos de Construção (tipo Lego), ou Cantar músicas, ou simplesmente Brincar com as outras crianças. Assim, conhecendo que tipo de abordagem é a mais adequada para seu filho ou aluno, vai ficar muito mais fácil para você criar experiências educacionais muito mais eficazes, divertidas e ainda fazer desse processo um ato de prazer.

O Que é um Estilo de Aprendizagem?

Um Estilo de Aprendizagem é um método que uma pessoa usa para adquirir conhecimento. Cada indivíduo aprende do seu modo pessoal e único. Um Estilo de Aprendizagem não é o que a pessoa aprende e sim o modo como ela se comporta durante o aprendizado. Só lembrando, Estilos de Aprendizagem ajudam a explicar porque uma criança pode aprender a dizer todo alfabeto após ler um livro de alfabetização, enquanto que outras podem aprender a mesma coisa brincando com Blocos de Construção que tenham letras, e ainda outras podem aprender o mesmo cantando músicas como a Canção do ABC.

Atualmente, existem pelo menos Sete Estilos de Aprendizagem identificados:
Físico (indivíduo que usa muito a expressão corporal)
Interpessoal (indivíduo extrovertido)
Intrapessoal (indivíduo introspectivo)
Linguístico (aqueles que se expressam melhor com palavras)
Matemático (os que usam mais o pensamento/raciocínio lógico)
Musical (se interessam mais por sons e música)
Visual (exploram mais o aspecto visual das coisas)

Como São usados os Estilos de Aprendizagem?

Para exemplificar melhor, conhecendo o Estilo de Aprendizagem da criança você, ou o professor dela, estarão aptos a criarem programas educacionais que serão mais personalizados, mais motivantes e significativos no que diz respeito a eficácia e assim com resultados muito melhores. Crianças adquirem conhecimento e absorvem o que aprenderam quando aquele assunto ou habilidade em jogo é ensinado a elas de um modo que há empatia entre a mesma e o tema abordado. Descobrir o Estilo de Aprendizagem da criança é descobrir como ensinar-lhe com mais eficiência e resultados.

Quem está usando os Estilos de Aprendizagem?

Professores tem usado o Conceito de Estilos de Aprendizagem por muitos anos. Enquanto nem todos os educadores usam o termo Estilos de Aprendizagem, muitos no campo da educação sabem que acontecem maravilhosas experiência educacionais, quando ensinam às crianças com uma boa variedade de abordagens diferenciadas. Eis porque existem tantas Canções, Jogos, Quebra-cabeças, Atividades e Livros disponíveis para ajudar a ensinar quase qualquer coisa. Não importa como a criança aprende melhor, existirão sempre recursos disponíveis para ajudar você a ensinar-lhe do modo mais adequado a ela.

Qual é a origem do conceito Estilos de Aprendizagem ?

Muitas teorias tem sido desenvolvidas nos campos da Educação e Psicologia para explicar como as pessoas pensam e aprendem. Um desses teóricos é o Dr. Howard Gardner, Psicólogo da Universidade de Harvard.

PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE ESTILO DE APRENDIZAGEM.

Meus alunos podem ter mais de um Estilo de Aprendizagem?

Sim. Cada indivíduo está apto a usar todos estes diferentes métodos durante seu aprendizado, portanto todas as pessoas são capazes de usar todos os Estilos de Aprendizagem. No entanto, o mais comum é que a pessoa tenha um ou dois Estilos que trabalham melhor para ela quando estão aprendendo. Assim, há o Estilo primário (o dominante) e o secundário.

Se meu aluno é particularmente forte em uma área, isto que dizer que não posso ou não devo tentar um outro Estilo?

Para um resultado mais eficiente durante seu aprendizado, é recomendado uma abordagem em cima do Estilo de Aprendizagem predominante. Mesmo assim, as crianças deverão ter diferentes oportunidades para usar o Estilo dominante, como também para trabalhar no desenvolvimento de outros Estilos.

Se meu aluno é particularmente fraco em um Estilo isto quer dizer que devo ajudá-lo a fortalecer este Estilo?

Em primeiro lugar, ser "fraco" em um Estilo, não significa que a criança não tem a capacidade de aprender. Isto simplesmente quer dizer que algumas abordagens não serão muito eficientes para que a criança de adapte a este tópico, matéria, ou capacitação a qual ela está sendo submetida. Assim, a resposta a esta questão é a mesma da anterior. A criança deve ter diversas e diferentes oportunidades de exercitar o Estilo no qual ela é mais forte, como também ir trabalhando aos poucos em outros Estilos. Não há problema algum em tentar melhorar seu Estilo de Aprendizagem; no entanto para melhores resultados durante seu aprendizado e desenvolvimento pessoal, é recomendável uma atuação mais efetiva e direta em cima do Estilo predominante nela. Créditos: smecd pedagógico.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Reflexão“ Tudo o que hoje preciso realmente saber,aprendi no Jardim de Infância”.


Tudo o que hoje preciso realmente saber, sobre como viver, o que fazer e como ser, eu aprendi no jardim de infância.

A sabedoria não se encontrava no topo de um curso de pós-graduação, mas no montinho de areia da escola de todo dia. Estas são as coisas que aprendi lá:

1. Compartilhe tudo.

2. Jogue dentro das regras.

3. Não bata nos outros.

4. Coloque as coisas de volta onde pegou.

5. Arrume a sua bagunça.

6. Não pegue as coisas dos outros.

7. Peça desculpas quando machucar alguém.

8. Lave as mãos antes de comer e reze antes de deitar.

9. Dê descarga.

10. Biscoitos quentinhos e leite fazem bem para você.

11. Respeite o outro.

12. Leve uma vida equilibrada: aprenda um pouco, pense um pouco... e desenhe.. e pinte... e cante... e dance... e brinque... e trabalhe um pouco todos os dias.

13. Tire uma soneca às tardes.

14. Quando sair, cuidado com os carros.

15. Dê a mão e fique junto.

16. Repare nas maravilhas da vida.

17. O peixinho dourado, o hamster, o camundongo branco e até mesmo a sementinha no copinho plástico, todos morrem... nós também.

NOTE: Pegue qualquer um desses itens, coloque-os em termos mais adultos e sofisticados e aplique-os à sua vida familiar, ao seu trabalho, ao seu governo ou ao seu mundo e verá como ele é verdadeiro, claro e firme. Pense como o mundo seria melhor se todos nós, no mundo todo, tivéssemos biscoitos e leite todos os dias por volta das três da tarde e pudéssemos nos deitar com um cobertorzinho para uma soneca. Ou se todos os governos tivessem como regra básica devolver as coisas ao lugar em que elas se encontravam e arrumassem a bagunça ao sair.Estas são verdades, não importa a idade.Ao sair para o mundo é sempre melhor darmos as mãos e ficarmos juntos.
Créditos: PEDRO BIAL.
Vamos voltar ao Jardim de Infância???

domingo, 18 de janeiro de 2009

O ano se inicia com mudanças na ortografia. “Fique de olho”.


Primeiro de janeiro de 2009 marca, além do novo ano, o início do período de transição para a nova ortografia. Desse dia até o último de 2012, todos no Brasil terão que se adequar às novas regras, pois, pelo cronograma de implantação do acordo, em janeiro de 2013 toda a produção escrita em língua portuguesa terá de seguir a nova ortografia.

Muitos, como grandes jornais e revistas do nosso país, estarão aderindo ao acordo logo no início. E é claro que haverá os equívocos, pois sair de uma ortografia usada há décadas para entrar noutra não é simples. Mas essa etapa de equívocos será necessária, pois só praticando as novas regras é que vamos assimilá-las.

O português é a terceira língua ocidental mais falada, após o inglês e o espanhol. A ocorrência de ter duas ortografias atrapalha a divulgação do idioma e a sua prática em eventos internacionais. Sua unificação, no entanto, facilitará a definição de critérios para exames e certificados para estrangeiros. Com as modificações propostas no acordo, calcula-se que 1,6% do vocabulário de Portugal seja modificado. No Brasil, a mudança será bem menor: 0,45% das palavras terão a escrita alterada.
Considerando que o projecto de texto de ortografia unificada de língua portuguesa aprovado em Lisboa, em 12 de Outubro de 1990, pela Academia das Ciências de Lisboa, Academia Brasileira de Letras e delegações de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, com a adesão da delegação de observadores da Galiza, constitui um passo importante para a defesa da unida­de essencial da língua portuguesa e para o seu prestigio internacional.
Para você que ainda não está a par das mudanças provocadas pelo acordo ortográfico, segue um resumo delas:

As mudanças do acordo ortográfico (português do Brasil)

1. O retorno das letras “k”, “w” e “y”

É na verdade um retorno oficial, pois elas de fato nunca deixaram de fazer parte do nosso alfabeto. Basta consultar nossos principais dicionários e ver que todos registram verbetes com “k”, “w” e “y”.

E não há nenhuma mudança quanto ao emprego delas, que continuam a ser usadas:

a) na grafia de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma), W (watt);

b) na grafia de palavras e nomes estrangeiros (e seus derivados): show, playboy, playground, yin, yang, Washington, William, Kennedy, Kafka, kafkiano, kardecista.

2. O fim do trema.

O trema deixa de ser usado. Ele, porém, permanece nos nomes próprios estrangeiros e em seus derivados: Hübner, hübnerita.

3. Novas regras de acentuação.

- As palavras paroxítonas com os ditongos abertos “ei” e "oi" perdem o acento. Como é: idéia, geléia, bóia, apóie, apóiem, apóio (verbo), asteróide, heróico. Como será: ideia, geleia, boia, apoie, apoiem, apoio, asteroide, heroico. Atenção: permanece o acento das palavras terminadas em “éis”, “éu(s)” e “ói(s)”: papéis, céu, troféus, dói, heróis.

- O acento do “i” e do “u” tônicos precedidos de ditongo, em palavras paroxítonas, deixa de ser usado. Como é: baiúca, feiúra, cauíla. Como será: baiuca, feiura, cauila.Observação: O acento permanece em palavras oxítonas: Piauí, tuiuiú.

- O circunflexo das palavras terminadas “oo” e “eem” deixa de ser usado: voo, abençoo, creem, deem, leem e veem.

- O acento diferencial de “pára” (verbo), “pêlo”, “pélo”, “pêra” e “pólo” desaparece. O correto passa a ser “para”, “pelo”, “pelo”, “pera” e “polo”.Atenção: o acento de “pôr” e “pôde” permanece.

- O acento agudo de verbos como “apaziguar”, “averiguar”, “argüir” e “redargüir” deixa de ser usado. Como é: apazigúe, averigúem, argúem, redargúi. Como será:

a) Alguns verbos terminados em guar, quar e quir, como "aguar", "averiguar", "apaziguar", "desaguar", "enxaguar", "obliquar","delinqüir", admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e do imperativo. Nesse caso, duas grafias serão aceitas: se a tonicidade recair no "u", não haverá acento: aguo, enxague, delinquem; se a tonicidade recair nas vogais "a" ou "i" da sílaba anterior, elas serão acentuadas: águo, enxágue, delínquem.

b) O “u” tônico de argüir e redargüir deixará de ser acentuado nas formas (tu) arguis/ redarguis, (ele) argui/ redargui, (eles) arguem/ redarguem.

4. Novas regras do hífen.

- Prefixos e falsos prefixos se ligam com hífen a palavras iniciadas por “h”: anti-higiênico, anti-histórico, co-herdeiro, macro-história, mini-hotel, proto-história, sobre-humano, sub-hepático, sub-humano, super-homem, ultra-humano.Algumas exceções – palavras formadas pelos prefixos des-, in- e re-: desumano, desumidificar, inábil, inumano, reidratar, reidratação, reabilitar.

- Se o prefixo termina por vogal e o segundo elemento começa pela mesma vogal, usa-se o hífen: anti-ibérico, anti-imperialista, anti-inflacionário, anti-inflamatório, auto-observação, contra-atacar, contra-ataque, micro-ondas, micro-ônibus, micro-organismo, para-atleta, semi-internato, semi-interno.

Exceções – os prefixos “co” e “re”: coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante, rescrever, reedição, reeleito, reestruturar, reenviar.

- Se o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento, não se usa o hífen: aeroespacial, agroindustrial, antiaéreo, antieducativo, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, coautor, coedição, extraescolar, infraestrutura, plurianual.

- Se o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de “r” ou “s”, não se usa o hífen: anteprojeto, antipedagógico, autopeça, autoproteção, coprodução, geopolítica, microcomputador, pseudomédico, semicírculo, semideus, seminovo, ultramoderno.

- Se o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por “r” ou “s”, além de não haver hífen, dobram-se essas letras: antirrábico, antirracismo, antirreligioso, antirrugas, antissocial, biorritmo, contrarregra, contrassenso, cosseno, infrassom, georreferência, microssistema, minissaia, microrregião, multissecular, neorrealismo, neossimbolista, semirreta, ultrarresistente, ultrassom.

- Se o primeiro elemento termina por consoante igual à que inicia o segundo, usa-se o hífen: hiper-requintado, inter-racial, inter-regional, mal-limpo, sub-bibliotecário, super-racista, super-reacionário, super-resistente, super-romântico.

- Se o prefixo termina em consoante diferente da que inicia o segundo elemento, não se usa o hífen: hipermercado, intermunicipal, superproteção, subchefe, subsede.

- O prefixo “sub-” se liga com hífen a “b”, “h” e “r”: sub-bloco, sub-humano, sub-hepático, sub-região, sub-reino.

- Os prefixos “circum-” e “pan-” se ligam com hífen a vogal, “h”, “m” e “n”: circum-escolar, circum-navegação, pan-americano, pan-mágico, pan-negritude.

- Se o prefixo termina em consoante e o segundo elemento começa por vogal, não se usa o hífen: hiperacidez, hiperativo, interescolar, interestadual, interestelar, interestudantil, superamigo, superaquecimento, supereconômico, superexigente, superinteressante, superotimismo.

- Os prefixos “ex-”, “além-”, “aquém-”, “recém-”, “sem-”, “pós-”, “pré-”,“pró-” e “vice-” ligam-se com hífen ao elemento seguinte: além-mar, aquém-mar, ex-aluno, ex-diretor, ex-prefeito, ex-presidente, pós-graduação, pré-história, pré-vestibular, pró-europeu, pró-reforma, recém-casado, recém-nascido, sem-terra, sem-teto, vice-governador, vice-presidente.

-Usa-se o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani “-açu”, “-guaçu” e“-mirim” quando o primeiro elemento termina em vogal acentuada graficamente ou em tônica nasal: amoré-guaçu, anajá-mirim, capim-açu, Ceará-Mirim, paraná-mirim.

-Não se usa o hífen em palavras que perderam a noção de composição: catavento, girassol, madressilva, mandachuva, paralama, paraquedas, paraquedista, pontapé, vagalume.Observação: Como o texto do acordo é muito vago, considere, neste primeiro momento, apenas essas palavras como as que “perderam a noção de composição”.
- A regra de “bem” com hífen não muda, continuaremos grafando “bem-humorado”, “bem-sucedido”, “bem-visto”. No entanto, algumas palavras perderão o hífen e ficarão unidas ao termo seguinte com o “m” virando “n”. Ei-las: benfeito, benquerer e benquerido.

Créditos: http:portuguesnarede.blogspot.com

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

O Tira Teima do "Construtivismo".


1. O que é construtivismo?
É o nome pelo qual se tornou uma nova linha pedagógica que vem ganhando terreno nas salas de aula há pouco mais de uma década. As maiores autoridades do construtivismo, contudo, não costumam admitir que se trate de uma pedagogia ou método de ensino, por ser um campo de estudo ainda recente, cujas práticas, salvo no caso da alfabetização, ainda requerem tempo para o amadurecimento e sistematização.
2. Em que distingue a pedagogia construtivista, em linhas gerais?
O construtivismo propõe que o aluno participe ativamente do próprio aprendizado, mediante a experimentação, a pesquisa em grupo, o estímulo à dúvida e o desenvolvimento do raciocínio, entre outros procedimentos. Rejeita a apresentação de conhecimentos prontos ao estudante, como um prato feito e utiliza de modo inovador técnicas tradicionais como por exemplo, a memorização. Daí o termo construtivismo, pelo qual se procura indicar que uma pessoa aprende melhor quando toma parte de forma direta na construção do conhecimento que adquire. O construtivismo enfatiza a importância do erro não como um tropeço, mas sim como um trampolim na rota da aprendizagem. O construtivismo condena a rigidez nos procedimentos de ensino, as avaliações padronizadas e a utilização de material didático demasiadamente estranho ao universo pessoal do aluno.
3. Com base em que o construtivismo adota tais práticas?
Com bases nos estudos do psicólogo suíço Jean Piaget (1896-1980 ), a maior autoridade do século sobre o processo da inteligência e de aquisição do conhecimento. Piaget demonstrou que a criança raciocina segundo as estruturas lógicas próprias, que evoluem conforme as faixas etárias definidas, e são diferentes da lógica madura do adulto. Por exemplo: se uma criança de 04 anos ou 05 anos transforma uma bolinha de massa em salsicha, ela conclui que a salsicha por ser comprida tem mais massa do que a bolinha. Não se trata de um erro, como se julgava antes de Piaget, mas de um raciocínio apropriado a essa faixa etária. O construtivismo procura desenvolver práticas pedagógicas sob medida para cada degrau de amadurecimento intelectual da criança.
4. Piaget criou o construtivismo?
Nada mais falso. Ao contrário do que muitos imaginam, ele nunca se preocupou em formular uma pedagogia: dedicou a vida a investigar os processos da inteligência. Outros especialistas é que se valeram de suas descobertas para desenvolver propostas pedagógicas inovadoras.
5. De onde vem então, o construtivismo?
Quem adotou e tornou conhecida a expressão foi uma aluna e colaboradora de Piaget, a psicóloga Emilia Ferreiro. Nascida na Argentina em 1936 e que atualmente mora no México. Partindo da teoria do mestre, ela pesquisou a fundo e especificamente, o processo intelectual pelo qual as crianças aprendem a ler e a escrever, batizando de construtivismo sua própria teoria.
6. Então é ela a autora da pedagogia construtivista?
Não. A exemplo de Piaget. Emilia se limitou a desenvolver uma teoria científica. Outros especialistas é que vem utilizando suas descobertas, assim como as de Piaget, para formular novas propostas pedagógicas. No começo o nome construtivismo se aplicava só a teoria de Emilia. Com o tempo passaram a ser chamada de construtivistas às novas propostas pedagógicas inspiradas em sua teoria, a própria teoria de Piaget e até mesmo pedagogias anteriores, porém compatíveis como a do educador soviético Lev Vigostsky (1896-1934).
7. O que a teoria de Emilia Ferreiro sustenta?
A pesquisadora aplicou a teoria mais geral de Piaget na investigação dos processos de aprendizado da leitura e d escrita entre crianças na faixa de 04 a 06 anos. Constatou que a criança aprende segundo sua própria lógica e segue essa lógica até mesmo quando se choca com a lógica do método de alfabetização. Em resumo, as crianças não aprendem do jeito que são ensinadas. A teoria de Emilia abriu aos educadores a base científica para a formulação de novas propostas pedagógicas de alfabetização sob medida para a lógica infantil.
8. Qual a lógica infantil na alfabetização, segundo Emilia Ferreiro?
A pesquisadora constatou uma seqüência lógica básica na faixa de 04 a 06 anos. Na primeira fase a pré-silábica, a criança não consegue relacionar as letras com os sons da língua falada e se agarra a uma letra mais simpática para escrever. Por exemplo,pode escrever Marcelo como MMMMMMMouAAAAAAAA. Na fase seguinte, a silábica, já interpreta a letra à sua maneira, atribuindo valor silábico a cada uma (para ela, COM pode ser a grafia de Mar-ce-lo, em que M =mar, C = ce, O = lo). Um degrau acima, já na fase silábico alfabético, mistura à lógica da fase anterior com a identificação de algumas silabas propriamente ditas. Por fim, na última fase a alfabética, passa a dominar plenamente o valor das letras e sílabas.
9. O construtivismo se aplica somente à alfabetização infantil?
Não. Ainda se encontra muito vinculado à alfabetização, porque foi por essa área que começou a ser desenvolvido, a partir da base teórica proporcionada por Emilia Ferreiro. Com tudo, práticas construtivistas devidamente adaptadas, já estão bastante difundidas até a 4ª série do primeiro grau. A partir da 5ª série, porém, quando cada disciplina passa a ser ministrada por um professor especializado, tais práticas são menos utilizadas, até pela relativa escassez ainda registrada de pesquisas teóricas equivalentes às de Emilia.
10. Por que o construtivismo faz restrições à prontidão na alfabetização infantil?
Com base nas teorias de Piaget e Emilia Ferreiro, os construtivistas consideram inútil a prontidão, ou seja, o treinamento motor que habitualmente se aplica às crianças com preparação do aprendizado da escrita. Para eles, aprender a ler e escrever, é algo mais amplo e complexo do que adquirir destreza com o lápis.
11. O aluno formado pelo construtivismo fica bom de raciocínio, com mais senso crítico, porém mais fraco de conhecimentos?
Não é bem assim. Os construtivistas insistem em que, embora o construtivismo enfatize o processo de aprendizagem, este não ocorre desligado do conteúdo: simplesmente não há como formar um indivíduo crítico e vazio. Portanto a aquisição de informações é fundamental.
12. Como o construtivismo transmite o conhecimento não passível de ser construído pelo aluno, como nomes de cidades ou de presidentes?
O construtivismo estimula a descoberta do conhecimento pelo aluno. Evita afogá-lo com informações prontas e acabadas, mas quando necessário não hesita em valer-se da memorização. Neste caso, a professora deve escolher o momento oportuno e criar situações interessantes para transmitir esses conhecimentos fugindo assim da rigidez da prática tradicional.
13. O construtivismo requer mais atenção individual ao aluno do que outras linhas de ensino?
Sim, mas não com a obsessão que às vezes se imagina. Se o construtivismo admite que cada aluno tem o seu processo particular de aprendizagem, a professora deve conhecê-lo, acompanhá-lo e fazer as intervenções adequadas. Mas isso não quer dizer centralização total, ao contrário. O construtivismo valoriza muito o intercâmbio entre os alunos e o trabalho de grupo, em que a professora tem uma presença motivadora e menos impositiva.
14. Como a professora pode dar atenção individualizada em classes de 30 a 40 alunos?
O ideal é que as classes não sejam tão numerosas. Mas, de qualquer modo vale a alternativa de trabalhar com duplas ou trios, agrupando as crianças por habilidades parecidas ou opostas, a critério da professora. No construtivismo, a professora aproveita a individualidade de cada aluno para o enriquecimento do grupo.
15. Por que o construtivismo contesta o ensino dirigido?
Não é bem isso. O construtivismo considera a sistematização do ensino necessária, mas aplicada com bom senso e flexibilidade. Contesta, sim, que o currículo seja uma imposição unilateral.Uma camisa-de-força com etapas rígidas, sucessivas e inalteráveis. Não se aprende por pedacinhos, mais por mergulhos em conjuntos de problemas que envolvem vários conceitos ao mesmo tempo, afirmam os construtivistas.
16. Por que a alfabetização construtivista rejeita o uso da cartilha?
Primeiro, porque a cartilha prevê etapas rígidas de aprendizagem coisa que o construtivismo descarta. Segundo porque os construtivistas acham que a linguagem geralmente usada nas cartilhas é padronizada, artificial, distante do mundo conhecido pela criança.
17. Por que o construtivismo faz restrições aos livros didáticos?
Pelo fato de a maioria deles apresentar o conhecimento em seqüência rígida, prevendo uma aprendizagem de conceitos baseada na memorização.
18. E ao ensino da tabuada?
O caso é diferente. A memorização é essencial para agilizar o cálculo mental, mas isso deve ocorrer após o aluno compreender o significado das operações aritméticas, com o a multiplicação. O que os construtivistas não aceitam é a memorização puramente mecânica conhecida como “decoreba”.
19. E a restrição ao ensino de regras gramaticais?
O construtivismo contesta que o ensino da gramática seja o meio para se levar o aluno a entender e dominar o processo de escrever corretamente. Isso se adquire praticando a escrita, mesmo com erros gramaticais. As regras identificam certas irregularidades da língua, mas para entendê-las é preciso tê-las percebido na prática.
20. Por que o construtivismo, em geral, não aceita o uso de fórmulas como as de matemática e as de sintaxe?
Não é que não aceite. A restrição é ao ensino de fórmulas com se fossem os conteúdos, pois elas não passam de esquemas sintéticos muito mais abstratos. A fórmula, em si mesma, não é o núcleo do conhecimento, mas aquilo que o sustenta.
21. Qual é o papel da professora no construtivismo e em que difere do ensino tradicional?
Em vez de dar a matéria, numa aula meramente expositiva, a professora organiza o trabalho didático pedagógico de modo que o aluno seja o co-piloto de sua própria aprendizagem. A professora fica na posição de mediadora ou facilitadora desse processo.
22. O que é necessário para ser uma boa professora construtivista?
Mentalidade aberta, atitude investigativa, desprendimento intelectual, senso crítico, sensibilidade às mudanças do mundo combinado com a iniciativa para torná-las significativas aos olhos dos alunos e flexibilidade para aceitar a si mesma em processo de mudança continua. Ela precisa dar mais de si e precisa estar o tempo todo se renovando para sustentar uma relação com os alunos que não se baseia na autoridade, mas na qualidade.
23. A professora construtivista precisa de uma orientadora pedagógica?
Sim. A orientadora é importante, não para tutelar a professora, mas para servir deinterlocutora com quem ela passa a refletir sobre a sua prática.
24. É possível ser construtivista em uma escola tradicional?
Em geral, o projeto pedagógico de uma escola tradicional não favorece nem leva em conta o trabalho de um professor que resolva tocar em outro tom. Embora seja difícil manter uma proposta individual num ambiente alheio a mudanças, há muitos casos assim. Além disso, deve-se considerar o fato de que é difícil uma escola passar a ser construtivista num só golpe. Isso ocorre de maneira paulatina, até porque o construtivismo do mesmo modo que respeita os processos de transformação por que passam os alunos, também deve respeitar os das próprias professoras.
25. Existem manuais que ensinem a ser construtivista?
Manuais com tudo mastigado não. M as não falta material de apoio para que a professora comece a olhar seu trabalho de outro modo. O fundamental, de qualquer maneira é a prática. Calcula-se que são necessários ao menos dois anos de prática em classe reforçada por reuniões semanais com outros colegas, para tornar-se uma boa professora construtivista.

Construtivismo II.

26. Existem cursos que ensinem a ser construtivista?
Algumas instituições promovem cursos de extensão ou especialização, seminários, palestras e reuniões de estudo com essa finalidade. Mas atenção nesses cursos não se ensina a ser construtivista. Neles se discute a prática da professora, de modo que ela ganhe elementos para encontrar seu próprio caminho, mais ou menos como depois irá fazer em relação ao aluno.
27. Quais as vantagens do construtivismo sobre outras linhas de ensino?
Procura formar pessoas de espírito inquisitivo, participativo e cooperativo com mais desembaraço na elaboração do próprio conhecimento. Além disso, o construtivismo cria condições para um contato mais intenso e prazeroso com o universo da leitura e da escrita.
28. Quais as desvantagens do construtivismo em relação às outras linhas de ensino?
Sendo uma concepção pedagógica nova e flexível, não oferece a professora instrumentos tão seguros e precisos com respeito ao seu trabalho diário. Ainda há muito por sistematizar, admitem os construtivistas.
29.As outras linhas de ensino não podem formar alunos tão bem ou mesmo melhor que o construtivismo?
Em termos de quantidades de conhecimento sim. Quanto à qualidade do conhecimento, dificilmente, pois o construtivismo desperta no aluno um senso de autonomia e participação que não é comum em outras linhas pedagógicas, sustentam os construtivistas.
30. O construtivismo forma o estudante com mais ou menos rapidez que outras linhas de ensino? O construtivismo não dá exagerada importância a prazos rígidos. Na alfabetização construtivista, estima-se que um aluno do meio rural, que nunca viu nada escrito, precisa de dois a três anos para chegar a ler e escrever com eficiência. Já no meio urbano, um aluno de 07 anos que convive intensamente com a escrita leva algo em torno de 01ano e meio. Comparativamente, no ensino convencional, a maioria das crianças é capaz de soletrar e formar palavras em um ano o que os construtivistas contudo, não consideram alfabetização.
31. Como a escola construtivista lida com a ansiedade de pais que percebem seus filhos atrasados em relação a crianças de outras escolas?
Aproximando os pais da escola tenta-se demonstrar a eles quais as diferenças desta nova concepção de trabalho comparando-a com o ensino tradicional. Pode não se tratar propriamente de um atraso no sentido de deficiência no aproveitamento, mas de um outro ritmo de aprendizado que ao final do ano vai resultar numa vantagem qualitativa.
32. Um aluno formado exclusivamente dentro dos moldes construtivistas pode competir em igualdades de condições em vestibulares e concursos públicos?
A resposta é arriscada, pois ainda há muito poucos alunos formados exclusivamente pelo construtivismo em idade de vestibular não há pesquisas conhecidas a respeito.
33. O construtivismo permite que os pais ajudem os filhos nas tarefas de casa?
Ponto polêmico. Alguns admitem que sim: se o jeito de ensinar dos pais for diferente do da escola, a criança tem a vantagem de dispor de outra forma de aprender. Outros, contudo, sustentam que a tarefa de casa é para ser realizada pelo aluno. A vantagem aí seria ele ter chance de experimentar uma situação rara para ele na escola. Uma vez que a maioria das atividades em classe é realizada em grupo.
34.Como é a avaliação do aluno no construtivismo?
O aluno é permanentemente acompanhado, pois a avaliação é entendida como um processo contínuo, diferente do sistema de provas periódicas do ensino convencional. Segundo os construtivistas, a avaliação tem caráter de diagnóstico e não de punição de certo ou errado de exclusão. Além disso, a própria professora também se auto-avalia e modifica seus rumos.
35. Em que difere a prova construtivista?
Ela tem peso menor que no ensino tradicional. Não é o único indicador do rendimento do aluno que também é avaliado pelo desempenho rotineiro em classe. Além do mais, a prova não é uma peça estranha ao grupo elaborada fora da aula por um especialista geralmente a coordenadora. Tal responsabilidade cabe à própria professora que leva em conta aquilo que já foi efetivamente trabalhado na sala de aula.
36. O que significa o erro do aluno?
É tomado como valioso indicador dos caminhos percorridos por ele para chegar até ali. A professora não está tão preocupada com o acerto da resposta apresentada pelo aluno, mas sobretudo com o caminho usado para chegar a ela. Em vez de ser um mero tropeço, o erro passa a ter um caráter construtivo isto é, serve como propulsor para se buscar a conclusão correta.
37. O construtivismo não corrige o erro do aluno?
Corrige, mas sempre tomando o cuidado de que a correção se transforme numa situação de aprendizagem e não de censura. Por exemplo, no início do ano a professora pede aos alunos que escrevam um texto e guardem o material corrigido. No fim do ano, pede uma nova redação sobre o mesmo tema. Então, junto com os alunos, compara os dois trabalhos, ressaltando os progressos ocorridos. No ensino tradicional o erro deixa menos vestígios no caderno do aluno, pois é corrigido, apagado à medida que aparece.
38. O construtivismo reprova?
Sim, quando o aluno se encontra em tal atraso em relação ao resto da turma que faz passar de ano seria lançá-lo numa situação muito desagradável. De qualquer modo, tenta-se evitar que a criança viva a reprovação como um atestado de sua incapacidade ou como castigo por não ter aprendido.
39. Os alunos transferidos de uma escola construtivista para outra, não construtivista, acompanham mal a nova turma?
Os construtivistas não reconhecem a existência deste fenômeno, mas especulam que poderia tratar-se de uma pura e simples questão de adaptação e não despreparo. Os alunos podem achar a nova escola desinteressante, não gostar da postura da professora ou estranhar os métodos de avaliação.
40. O aluno educado no construtivismo é mais sujeito a cometer erro de português?
No início do construtivismo isso ocorria com freqüência porque os professores se preocupavam, mas com o conteúdo do texto do que com a ortografia falha, que passaram a corrigir nos últimos 05 anos.
41. Por falta de treinamento motor (prontidão) as crianças alfabetizadas no construtivismo acabam fracas de caligrafia?
O construtivismo sustenta que não, pois o treinamento dela se faz à medida que vão escrevendo. Algumas escolas chegam ainda a lançar mão do velho caderno de caligrafia como no ensino tradicional quando a criança tem letra ruim.
42. O construtivismo desestimula a competição entre alunos?
Sim, pois uma de suas linhas mestras repousa justamente na cooperação entre eles. No entanto pondo de lado a competição o construtivismo investe no desfio pessoal como motivação para criança ir sempre avante nas trilhas do conhecimento.
43. A sala de aula numa escola construtivista é mais barulhenta e agitada do que a tradicional?
Em termos. O que ocorre é que as crianças não são passivas, mas sim estimuladas a participar, dizem os construtivistas.
44. As crianças não tendem a ficar indisciplinadas, malcriadas e incapazes de ouvir o outro em conseqüência de uma educação construtivista?
Caso elas tendam à indisciplina e ao desrespeito à outra pessoa, seja colega ou professor, terá falhado um dos pilares do construtivismo, argumentam seus praticantes, pois o que enfatiza é justamente a reciprocidade na fixação de regras, no escutar e no ouvir nos direitos e deveres, nos princípios básicos da cidadania e da democracia.
45. O professor construtivista deixa os alunos fazerem o que bem entendem em classe?
Não. A sala de aula é um espaço com regras de funcionamento e de convivência. O superliberalismo pedagógico destoa das concepções do construtivismo.
46. O construtivismo pune alunos indisciplinados?
Sim, porém o caráter dessa punição dentro do possível, deve ser, digamos, construtivo deve buscar reciprocidade e a reparação.. Por exemplo, se uma criança rasga um livro, deve consertá-lo. De tal modo em casos mais graves admite-se até a tradicional suspensão.
47. Como o construtivismo se espalhou?
As bases teóricas foram estruturadas na primeira metade deste século, com o Piaget e os psicólogos soviéticos entre eles os quais Lev Vigostsky é o mais divulgado no Brasil. As pontes para a prática pedagógica se consolidaram com a Emilia Ferreiro e seus colaboradores, a partir do final da década de 70. Na década seguinte, o construtivismo se disseminou na América latina principalmente na Argentina e no Brasil. As experiências brasileiras mais expressivas foram registradas nas redes municipais de Porto Alegre e de São Paulo, assim como no ciclo básico (as duas primeiras séries) da rede estadual paulista.
48. O construtivismo passou por mudanças desde que começou a ser adotado no Brasil?
Sim. A fase inicial em que o aluno era deixado muito solto, como se a professora não estivesse na sala de aula (prática espontaneísta ) está superada. Hoje se quer do professor Uma atuação firme e planejada ( prática intervencionista ). No geral, contudo, o núcleo pedagógico do construtivismo permanece inalterado.
49. A interdisciplinaridade tem alguma relação com o construtivismo?
Sim, embora a interdisciplinaridade seja uma prática pedagógica autônoma anterior ao construtivismo. Como nenhum professor, por mais ampla que seja a sua formação pode dominar todos os conhecimentos envolvidos na tarefa de lecionar, o trabalho interdisciplinar é recomendado por todo e qualquer nível.
50. É feio não ser construtivista?
Não, absolutamente. Feio é não ser autêntica e não se preocupar em dar o melhor aos alunos, seja de si mesma, seja das múltiplas áreas do conhecimento. Feio, enfim, é ser má professora.

AS ESPECIALISTAS CONSULTADAS: Esther Pillar Grossi, Marilia Duran Solange, Jobim e Souza, Sônia Maria Barreira, Maria das graças de Castro Bregunci.

REPORTAGEM EXTRAÍDA DA REVISTA NOVA ESCOLA (Março de 1995).

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Homenagem do Blog ao inesquecível educador "Paulo Freire"


Paulo Régis Neves Freire, educador pernambucano, nasceu em 19/9/1921 na cidade do Recife. Foi alfabetizado pela mãe, que o ensina a escrever com pequenos galhos de árvore no quintal da casa da família. Com 10 anos de idade, a família mudou para a cidade de Jaboatão.
Por seu empenho em ensinar os mais pobres, Paulo Freire tornou-se uma inspiração para gerações de professores, especialmente na América Latina e na África. Pelo mesmo motivo, sofreu a perseguição do regime militar no Brasil (1964-1985), sendo preso e forçado ao exílio. O educador apresentou uma síntese inovadora das mais importantes correntes do pensamento filosófico de sua época, como o existencialismo cristão, a fenomenologia, a dialética hegeliana e o materialismo histórico. Essa visão foi aliada ao talento como escritor que o ajudou a conquistar um amplo público de pedagogos, cientistas sociais, teólogos e militantes políticos. A partir de suas primeiras experiências no Rio Grande do Norte, em 1963, quando ensinou 300 adultos a ler e a escrever em 45 dias, Paulo Freire desenvolveu um método inovador de alfabetização, adotado primeiramente em Pernambuco. Seu projeto educacional estava vinculado ao nacionalismo desenvolvimentista do governo João Goulart. A carreira no Brasil foi interrompida pelo golpe militar de 31 de março de 1964. Acusado de subversão, ele passou 72 dias na prisão e, em seguida, partiu para o exílio. No Chile, trabalhou por cinco anos no Instituto Chileno para a Reforma Agrária (ICIRA). Nesse período, escreveu o seu principal livro: Pedagogia do Oprimido (1968). Em 1969, lecionou na Universidade de Harvard (Estados Unidos), e, na década de 1970, foi consultor do Conselho Mundial das Igrejas (CMI), em Genebra (Suíça). Nesse período, deu consultoria educacional a governos de países pobres, a maioria no continente africano, que viviam na época um processo de independência. No final de 1971, Freire fez sua primeira visita a Zâmbia e Tanzânia. Em seguida, passou a ter uma participação mais significativa na educação de Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe. E também influenciou as experiências de Angola e Moçambique. Em 1980, depois de 16 anos de exílio, retornou ao Brasil, onde escreveu dois livros tidos como fundamentais em sua obra: Pedagogia da Esperança (1992) e À Sombra desta Mangueira (1995). Lecionou na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Em 1989, foi secretário de Educação no Município de São Paulo, sob a prefeitura de Luíza Erundina. Depois de deixar o cargo, assessora projetos culturais na América Latina e África.
Freire teve cinco filhos com a professora primária Elza Maia Costa Oliveira. Após a morte de sua primeira mulher, casou-se com uma ex-aluna, Ana Maria Araújo Freire. Com ela viveu até morrer, vítima de infarto, em São Paulo. Doutor Honoris Causa por 27 universidades, Freire recebeu prêmios como: Educação para a Paz (das Nações Unidas, 1986) e Educador dos Continentes (da Organização dos Estados Americanos, 1992).

Conheça algumas obras do educador Paulo Freire:


• A propósito de uma administração. Recife: Imprensa Universitária, 1961.• Conscientização e alfabetização: uma nova visão do processo. Estudos Universitários – Revista de Cultura da Universidade do Recife. Número 4, 1963: 5-22.• Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1967.• Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1970.• Educação e mudança. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1979.• A importância do ato de ler em três artigos que se completam. São Paulo: Cortez Editora, 1982.• A educação na cidade. São Paulo: Cortez Editora, 1991.• Pedagogia da esperança. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1992.• Política e educação. São Paulo: Cortez Editora, 1993.• Cartas a Cristina. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1974.• À sombra desta mangueira. São Paulo: Editora Olho d’Água, 1995.• Pedagogia da autonomia. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1997.• Mudar é difícil, mas é possível (Palestra proferida no SESI de Pernambuco). Recife: CNI/SESI, 1997-b.Pedagogia da indignação. São Paulo: UNESP, 2000.• Educação e atualidade brasileira. São Paulo: Cortez Editora, 2001.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Texto Informativo. "Paulo Freire": Veja pisa na bola de novo.


Pela primeira vez, Paulo Freire e a Revista Veja se encontraram. A revista Veja foi criada em 1968 e, de lá para cá, tem aprofundado a sua opção pelos mais ricos. Em 1968, Paulo Freire vivia, exilado, no Chile. Logo depois, foi obrigado a abandonar também o Chile, novamente fugindo de uma revolução de extrema direita. Por aí, já se percebe que o primeiro encontro histórico foi, ao mesmo tempo, o início do distanciamento.Recentemente, Paulo Freire e Veja voltaram a se encontrar. A iniciativa foi da revista que publicou um texto lamentável. Na edição de 20 de agosto de 2008, a revista Veja publicou a reportagem “O que estão ensinando a ele?” de autoria de Monica Weinberg e Camila Pereira. No meio da matéria, encontra-se a seguinte “pérola”:
“Muitos professores brasileiros se encantam com personagens que em classe mereceriam um tratamento mais crítico, como o guerrilheiro argentino Che Guevara, que na pesquisa aparece com 86% de citações positivas, 14% de neutras e zero, nenhum ponto negativo. Ou idolatram personagens arcanos sem contribuição efetiva à civilização ocidental, como o educador Paulo Freire, autor de um método de doutrinação esquerdista disfarçado de alfabetização. Entre os professores ouvidos na pesquisa, Freire goleia o físico teórico alemão Albert Einstein, talvez o maior gênio da história da humanidade. Paulo Freire 29 x 6 Einstein. Só isso já seria evidência suficiente de que se está diante de uma distorção gigantesca das prioridades educacionais dos senhores docentes, de uma deformação no espaço-tempo tão poderosa, que talvez ajude a explicar o fato de eles viverem no passado.”

Reflexão."Paulo Freire" Vive.


Como não podia deixar de ser, o texto provocou a reação de educadores brasileiros. Das reações, selecionamos a da educadora Ana Maria de Araújo Freire:
“Como educadora, historiadora, ex-professora da PUC e da Cátedra Paulo Freire e viúva do maior educador brasileiro PAULO FREIRE — e um dos maiores de toda a história da humanidade –, quero registrar minha mais profunda indignação e repúdio ao tipo de jornalismo, que, a cada semana a revista VEJA oferece às pessoas ingênuas ou mal intencionadas de nosso país. Não a leio por princípio, mas ouço comentários sobre sua postura danosa através do jornalismo crítico. Não proclama sua opção em favor dos poderosos e endinheirados da direita, mas , camufladamente, age em nome do reacionarismo desta.
Esta vem sendo a constante desta revista desde longa data: enodoar pessoas as quais todos nós brasileiros deveríamos nos orgulhar. Paulo, que dedicou seus 75 anos de vida lutando por um Brasil melhor, mais bonito e mais justo, não é o único alvo deles. Nem esta é a primeira vez que o atacam. Quando da morte de meu marido, em 1997, o obituário da revista em questão não lamentou a sua morte, como fizeram todos os outros órgãos da imprensa escrita, falada e televisiva do mundo, apenas reproduziu parte de críticas anteriores a ele feitas.
A matéria publicada no n. 2074, de 20/08/08, conta, lamentavelmente com o apoio do filósofo Roberto Romano que escreve sobre ética, certamente em favor da ética do mercado, contra a ética da vida criada por Paulo. Esta não é, aliás, sua primeira investida sobre alguém que é conhecido no mundo por sua conduta ética verdadeiramente humanista.
Inadmissivelmente, a matéria é elaborada por duas mulheres, que, certamente para se sentirem e serem parceiras do “filósofo” e aceitas pelos neoliberais desvirtuam o papel do feminino na sociedade brasileira atual. Com linguagem grosseira, rasteira e irresponsável, elas se filiam à mesma linha de opção política do primeiro, falam em favor da ética do mercado, que tem como premissa miserabilizar os mais pobres e os mais fracos do mundo, embora para desgosto deles, estamos conseguindo, no Brasil, superar esse sonho macabro reacionário.
Superação realizada não só pela política federal de extinção da pobreza, mas , sobretudo pelo trabalho de meu marido – na qual esta política de distribuição da renda se baseou - que demonstrou ao mundo que todos e todas somos sujeitos da história e não apenas objeto dela. Nas 12 páginas, nas quais proliferam um civismo às avessas e a má apreensão da realidade, os participantes e as autoras da matéria dão continuidade às práticas autoritárias, fascistas, retrógradas da cata às bruxas dos anos 50 e da ótica de subversão encontrada em todo ato humanista no nefasto período da Ditadura Militar.
Para satisfazer parte da elite inescrupulosa e de uma classe média brasileira medíocre que tem a Veja como seu “Norte” e “Bíblia”, esta matéria revela quase tão somente temerem as idéias de um homem humilde, que conheceu a fome dos nordestinos, e que na sua altivez e dignidade restaurou a esperança no Brasil. Apavorada com o que Paulo plantou, com sacrifício e inteligência, a Veja quer torná-lo insignificante e os e as que a fazem vendendo a sua força de trabalho, pensam que podem a qualquer custo, eliminar do espaço escolar o que há de mais importante na educação das crianças, jovens e adultos: o pensar e a formação da cidadania de todas as pessoas de nosso país, independentemente de sua classe social, etnia, gênero, idade ou religião.
Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos dá o direito de concluir que os pais, alunos e educadores escutaram a voz de Paulo, a validando e praticando. Portanto, a sociedade brasileira está no caminho certo para a construção da autêntica democracia. Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos dá o direito de proclamar que Paulo Freire Vive!
São Paulo, 11 de setembro de 2008 "Ana Maria Araújo Freire”.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Reflexão. "Será que DEUS é culpado"?


Finalmente a verdade é dita na TV Americana. A filha de Billy Graham estava sendo entrevistada no Early Show e Jane Clayson perguntou a ela: Como é que Deus teria permitido algo horroroso assim acontecer no dia 11 de setembro? Anne Graham deu uma resposta profunda e sábia: "Eu creio que Deus ficou profundamente triste com o que aconteceu, tanto quanto nós. Por muitos anos temos dito para Deus não interferir em nossas escolhas, sair do nosso governo e sair de nossas vidas. Sendo um cavalheiro como Deus é, eu creio que Ele calmamente nos deixou. Como poderemos esperar que Deus nos dê a sua benção e a sua proteção se nós exigimos que Ele não se envolva mais conosco?" À vista de tantos acontecimentos recentes; ataque dos terroristas, tiroteio nas escolas, etc... Eu creio que tudo começou desde que Madeline Murray O'hare (que foi assassinada), se queixou de que era impróprio se fazer oração nas escolas Americanas como se fazia tradicionalmente, e nós concordamos com a sua opinião. Depois disso, alguém disse que seria melhor também não ler mais a Bíblia nas escolas... A Bíblia que nos ensina que não devemos matar, roubar e devemos amar o nosso próximo como a nós mesmos. E nós concordamos com esse alguém. Logo depois o Dr.. Benjamin Spock disse que não deveríamos bater em nossos filhos quando eles se comportassem mal, porque suas personalidades em formação ficariam distorcidas e poderíamos prejudicar sua auto-estima (o filho dele se suicidou) e nós dissemos: "Um perito nesse assunto deve saber o que está falando". E então concordamos com ele. Depois alguém disse que os professores e diretores das escolas não deveriam disciplinar nossos filhos quando se comportassem mal. Então foi decidido que nenhum professor poderia tocar nos alunos... (há diferença entre disciplinar e tocar). Aí, alguém sugeriu que deveríamos deixar que nossas filhas fizessem aborto, se elas assim o quisessem. E nós aceitamos sem ao menos questionar. Então foi dito que deveríamos dar aos nossos filhos tantas camisinhas, quantas eles quisessem para que eles pudessem se divertir à vontade. E nós dissemos: "Está bem!" Então alguém sugeriu que imprimíssemos revistas com fotografias de mulheres nuas, e disséssemos que isto é uma coisa sadia e uma apreciação natural do corpo feminino. Depois uma outra pessoa levou isso um passo mais adiante e publicou fotos de Crianças nuas e foi mais além ainda, colocando-as à disposição da internet. E nós dissemos: "Está bem, isto é democracia, e eles tem o direito de ter liberdade de se expressar e fazer isso". Agora nós estamos nos perguntando por que nossos filhos não têm consciência e porque não sabem distinguir o bem e o mal, o certo e o errado; Porque não lhes incomoda matar pessoas estranhas ou seus próprios colegas de classe ou a si próprios... Provavelmente, se nós analisarmos seriamente, iremos facilmente compreender: Nós colhemos só aquilo que semeamos!!! Uma menina escreveu um bilhetinho para Deus: "Senhor, porque não salvaste aquela criança na escola?" A resposta dele: "Querida criança, não me deixam entrar nas escolas." É triste como as pessoas simplesmente culpam a Deus e não entendem porque o mundo está indo a passos largos para o inferno. É triste como cremos em tudo que os Jornais e a TV dizem, mas duvidamos do que a Bíblia, ou do que a sua religião, que você diz que segue ensina. É triste como alguém diz: "Eu creio em Deus". Mas ainda assim segue a satanás, que, por sinal, também "Crê" em Deus. É engraçado como somos rápidos para julgar, mas não queremos ser julgados! Como podemos enviar centenas de piadas pelo e-mail, e elas se espalham como fogo, mas, quando tentamos enviar algum e-mail falando de Deus, as pessoas têm medo de compartilhar e reenviá-los a outros! É triste ver como o material imoral, obsceno e vulgar corre livremente na internet, mas uma discussão pública a respeito de Deus é suprimida rapidamente na escola e no trabalho. É triste ver como as pessoas ficam inflamadas a respeito de Cristo no domingo, mas depois se transformam em cristãos invisíveis pelo resto da semana. Gozado que nós nos preocupamos mais com o que as outras pessoas pensam a nosso respeito do que com o que Deus pensa... "Garanto que Ele que enxerga tudo em nosso coração está torcendo por nós.