O senhor é meu pastor e nada me faltará...


anjos - Recados Para Orkut

"Educar com amor".

"Educar com amor".

Um cantinho especial para uma boa e agradável conversa!!!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

"Olha o carnaval aí, GENTE" !!!


O Brasil é conhecido como o "país do carnaval" e, como bons brasileiros, devemos saber um pouco sobre essa festa que contagia muita gente daqui e de diversas partes do mundo.

A HISTÓRIA DO CARNAVAL
O carnaval é uma festa popular muito antiga e, por isso, não se sabe a origem exata dessa comemoração. O que se sabe é que essa tradição vem sendo transmitida de geração a geração há muitos séculos.Quem trouxe o carnaval ao Brasil foram os portugueses, por volta de 1750. Nessa época, a festa era chamada de entrudo, palavra que vem do latim introitu e significa entrada, pois a comemoração começava na entrada (início) da Quaresma.Mais tarde, surgiram as máscaras, as fantasias e as marchinhas. A serpentina (de origem francesa) e o confete (de origem espanhola) que enfeitam os bailes de salão chegaram ao Brasil em 1892.Algumas fantasias, como as de Pierrô, Colombina, Arlequim e Rei Momo são bastante tradicionais, principalmente nos bailes de salão. Mas, mesmo com todo o sucesso desses bailes, o carnaval de rua é cada vez mais procurado e ainda preserva parte do folclore brasileiro.


CARNAVAL DE RUA
Desde o início do carnaval brasileiro, muitas pessoas o comemoram nas ruas. Foram assim que apareceram os blocos e os cordões, grupos que cantavam músicas próprias e que deram origem às escolas de samba. Hoje, nos estados da Região Nordeste, o carnaval de rua reúne uma multidão de pessoas, entre brasileiros e estrangeiros. Cada estado tem sua maneira de festejar. Na Bahia, por exemplo, a grande atração são os trios elétricos e, em Pernambuco, danças tradicionais como o frevo e o maracatu fazem a festa de adultos e crianças.

O CARNAVAL BRASILEIRO
O primeiro carnaval brasileiro, segundo os historiadores, aconteceu em 1641. O governador do Rio de Janeiro, Salvador Correa de Sá Benevides, determinou que se dedicasse uma semana de festa para homenagear a coroação de D. João IV. O povo adorou a idéia. No início, o carnaval era animado com canções portuguesas, como as quadrilhas. Depois, vieram a polca e os ritmos do carnaval italiano. Só em 1870 é que surgiu uma música tipicamente brasileira, o maxixe, e a primeira canção carnavalesca do país: E viva Zé Pereira. Uma tradição do carnaval eram as brigas com ovos, limões, água e farinha, já cultivada em outros países. Na época da Proclamação da Independência, eram comuns essas batalhas. Até as orgulhosas senhoritas da alta sociedade participavam. Das varandas das casas, moças vistosas jogavam ovos e água nas pessoas que passavam na rua.

O SAMBA
O samba tem origem em antigos ritmos trazidos pelos escravos africanos para o Brasil. Afirma-se que a palavra samba vem de semba, que significa umbigada ou união do baixo ventre em dialeto africano. No século XIX, esses ritmos africanos sofreram a influência da polca, da habanera, do maxixe e do choro. A arte do samba chegou ao Rio de Janeiro com as baianas que ali foram viver.


Créditos: http:// o meninomaluquinho.educacional.com.br

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

"Dicas de como desenvolver o hábito de leitura nas crianças".Fazendo a ponte.



Desenvolver o hábito e o gosto da leitura nas crianças é fundamental. Entretanto, é importante que o adulto, seja ele professor ou responsável, demonstre seu próprio encantamento pelos livros.
É comprovado que crianças que lidam desde cedo com livros, revistas e jornais, e que assistem seus pais entretidos com a leitura, têm mais interesse em alfabetizar-se e encaram o ato de ler com naturalidade, já que este faz parte de sua rotina e realidade, mas não se pode afirmar que pais não-leitores formarão necessariamente filhos que não se interessem pela leitura.
Na escola o professor deve, também, demonstrar encantamento com os livros, envolvendo a si e aos seus alunos ouvintes em narrativas interessantes e atraentes de diferentes tipos textuais, adequados a realidade, faixa-etária e interesses de seus alunos.
Para os bem pequenos existem vários tipos de livros de pano e de banho que podem integrar o grupo de brinquedos e estabelecer um contato natural da criança com a leitura.
NUNCA deve-se associar o ato de ler como um castigo ou algo que represente algum tipo de punição ou obrigatoriedade.
SEMPRE deve-se associar o momento da leitura a um momento de prazer. Esta é uma maneira de formar relação positiva das crianças com os livros.
Pode haver a sedução pelo mundo da leitura em qualquer idade e a formação escolar também tem um papel importante nesse processo. Dar um livro de presente não significa necessariamente incentivar a leitura.
Compartilhar leituras é importante para que ler seja associado a um prazer e não a um dever. Portanto, uma boa idéia é reservar algumas horas por dia para a leitura em família ou na escola. É importante fazer o máximo para que a criança aprecie esse momento.
Freqüentar livrarias e bibliotecas com a criança e levá-las para eventos de contadores de histórias e afins, transformando a leitura em um programa de lazer pode ajudar.

“O livro é aquele brinquedo, por incrível que pareça, que, entre um mistério e um segredo, põe idéias na cabeça." (Maria Dinorah)

Literatura adequada por cada faixa etária.

Primeira infância (15/17 meses aos 3 anos):
Nessa fase, a criança descobre seu corpo e começa a manipular objetos. É a curiosidade da curiosa idade! Nessa etapa, o livro só pode representar um brinquedo, mas favorece o surgimento de uma relação positiva com o objeto livro. Algumas histórias bem curtas, já podem ser introduzidas por um adulto leitor, mas sempre com o apelo das cores, dos sons. Com a descoberta do filão do público infantil, as editoras investem bastante na criação de livros cada vez mais interativos.

Segunda infância (3 aos 6 anos):
Para essa faixa etária, a linguagem é a grande conquista e o veículo de interação com o mundo e com os outros. Essa é a famosa fase dos porquês, do germe da formação de um senso crítico. Pode-se utilizar livro com textos, mas o predomínio deve ser das imagens, pois a criança ainda não lê. A relação com a leitura pode ser, inclusive, instigada pelo desejo de ter autonomia para decifrar o mundo das letras sem intermédio de um adulto. Muita colaboração na formação dos conceitos de base psíquica pode ser oferecida por contos de fadas, tradicionais ou modernos. Como a brincadeira com as palavras é um atrativo, há várias poesias que trabalham a sonoridade de fonemas, as rimas, as trocas silábicas, os sentidos modificados por essas trocas. Deve-se, também, inserir pequenas estruturas narrativas, mas nada muito complexo ou demorado.
Terceira infância (a partir dos 6 anos até a adolescência):
Momento mágico da aquisição da leitura, sobretudo porque a maioria das sociedades tem base cultural grafocêntrica, isto é, fundamentada na escrita. O processo de escolarização é recomendado para se iniciar nessa faixa etária e essas conquistas extrapolam o mundo mais restrito a casa e à família da criança para ganhar a coletividade. As histórias de aventuras costumam fazer sucesso nos primeiros anos, principalmente porque levam os heróis a conquistas individuais, sem intermédio de familiares, muitas vezes só com valentia e magia. Novas realidades espaciais também têm feito muito sucesso, bem como outros mundos, como é o caso de Neverland (Peter Pan), Hogwarts (Harry Porter), País das Maravilhas (Alice), dentre muitos outros.
"É no encontro com qualquer forma de Literatura que os homens têm a oportunidade de ampliar, transformar ou enriquecer sua própria experiência de vida. Nesse sentido, a Literatura apresenta-se não só como veículo de manifestação de cultura, mas também de ideologias."

Créditos: Projetos Pedagógicos Dinâmicos

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Tanto riso, oh quanta alegria. Mais de mil palhaços no salão...


Então Carnaval.

Chega outra vez a alegria de tantos,
A espera trabalhosa dos sonhos da avenida.
Montam-se verdadeiros cenários, madeira, papel, lantejoulas...
Bordam-se os panos da bandeira, fantasias e mantos.

Ensaia sonhando em encantos, a cabrocha escolhida.
Com seu par tão bem formulado, dança, seduz, tão brejeira...
Cheios de evoluções, cada um tomando cuidado, para melhor demonstrar,
O requinte apaixonado, do Mestre-Sala e sua Porta-Bandeira.

Mas mesmo com tanta magia, tanto samba e dedicação...
O coração da saudade, não deixa de relembrar,
A história meiga e antiga, tão cheia de emoção...
De um tristonho Pierrot e sua linda Colombina,
Em todos os carnavais, presentes na eterna canção.

Créditos: Nany Schneider

sábado, 14 de fevereiro de 2009

"O importante é motivar a criança para leitura, para a aventura de ler." (Ziraldo) Vamos viajar ?




"Ao fazer a avaliação da leitura no dia-a-dia, você consegue ensinar a turma a compreender realmente o texto, e não apenas a reproduzir o que está escrito". Lucita Briza


Você sabe o quanto ler bem pode facilitar o desempenho escolar e a vida dos estudantes. Mas já se perguntou se cada uma das crianças e adolescentes de sua turma está realmente desenvolvendo a capacidade de ler, compreender e interpretar os textos? Há meios eficientes de verificar se as metodologias de ensino adotadas em sala de aula estão dando certo. "Meus alunos de alfabetização aprenderam a ler, conseguem selecionar textos e, com base neles, produzir seus próprios escritos", afirma a professora Ângela Vidal Gonçalves, do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Os progressos alcançados pela turma dela durante este ano letivo são efeito de um trabalho criterioso e de avaliação constante.
Em qualquer série do Ensino Fundamental, a busca de resultados concretos pode levar à tentação de treinar com os estudantes, separadamente, habilidades como reproduzir informações ou estabelecer relações de causa e consequência entre as partes de um texto. Essa não é a estratégia mais adequada para a consultora em Língua Portuguesa Maria José Nóbrega, de São Paulo. "Não há por que treinar uma a uma as habilidades se a leitura é, por natureza, uma prática articulada", afirma. Existem outros caminhos para capacitar e avaliar a turma.
Leitura em três níveis.
Antes de ler o texto, diz a consultora, um primeiro passo é verificar o que os estudantes sabem ou têm curiosidade de conhecer sobre o assunto. Depois, examinar com eles o texto no conjunto e dar informações adicionais.
A leitura é mais do que "ler nas linhas" — identificar as informações apresentadas e reproduzi-las. Isso a maioria dos estudantes faz. Para que dêem um passo à frente, as novas informações precisam ser integradas ao que já sabem.
Convém sempre ir chamando a atenção para a idéia principal do texto e seus desdobramentos. Isso encoraja todos a "ler nas entrelinhas", ou seja, deduzir o sentido de expressões desconhecidas e ligar as várias partes do texto.
A compreensão deve ser o foco principal do professor. Se o texto for informativo, você pode levar os alunos a relacionar o novo assunto com os conhecimentos que já têm ou perguntar como a nova informação pode ser aplicada em outros contextos. A elaboração de esquemas e o fichamento ajudam a visualizar as relações entre as informações. No caso de um texto literário, é importante mostrar aos alunos os recursos expressivos empregados pelo autor.
Leitores críticos precisam também ler "por trás das linhas" — avaliar o que foi lido por meio de comentários orais ou escritos. Você deve incentivar o grupo a verificar se as informações são confiáveis, consultar outras fontes, identificar a posição do autor e dar sua opinião sobre as idéias que ele transmite.
Formas de avaliação.
Ao longo de todo esse processo, você consegue detectar os sinais dados pela classe e avaliar os resultados da leitura. Maria José recomenda escapar da armadilha das avaliações com questionários que pedem para o leitor "devolver" o que foi lido. "Isso leva a garotada a fazer a cópia do texto", afirma. Melhor é solicitar ao aluno que exponha o tema por escrito com suas próprias palavras.
Você também pode verificar se houve desvio na compreensão do sentido original ao pedir para a criança expor oralmente o que leu. Se a tarefa solicitada à turma for a produção do esquema de um texto informativo, é possível verificar, com base na hierarquização das informações, se o leitor compreendeu a estrutura da obra e se empregou corretamente os conceitos. Uma terceira opção é, com base em um esquema montado pelos alunos, pedir que eles desenvolvam um texto e assim verificar se a interpretação está correta.
No momento da avaliação, é importante que você perceba se o estudante:

· Omitiu uma informação importante;
· Substituiu um termo por outro, modificando o significado do texto;
· Fez acréscimos incabíveis; e alterou a ordem das informações, prejudicando a compreensão.

Ler bem para escrever bem.
No Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, a professora Ângela foi construindo meios de avaliar seus pequenos leitores da classe de alfabetização. Na sala de aula, há um acervo de livros que a turma leva para casa nos fins de semana. Na volta, em uma roda de leitura, todos compartilham as histórias, comentam sobre as ilustrações e avaliam o que cada colega contou. "Assim, verifico se eles compreenderam o que foi lido", diz.
Outra rotina de Ângela é ler histórias de gêneros variados para as crianças e pedir que leiam para os colegas. Antes da apresentação, o aluno leva o livro para casa para treinar a leitura. Em sistema de rodízio, todos também leem em classe os enunciados de exercícios das diversas disciplinas. Durante as leituras, qualquer dificuldade com o texto pode ser detectada de imediato. As atividades de redação também são constantes. Foi a turma, por exemplo, que produziu os convites para a inauguração do clube de leitura. Para dar conta da tarefa, todos analisaram convites que trouxeram de casa e discutiram a linguagem e o objetivo de cada um até conseguir redigir o próprio convite. Durante o trabalho, Ângela observava e questionava as crianças para se certificar de que estavam compreendendo o que liam e depois redigiam.
Antes de a turma realizar uma pesquisa, Ângela faz um levantamento sobre o que todos querem saber e onde as informações devem ser procuradas. A garotada assinala as respostas no material pesquisado e depois faz uma síntese escrita do tema. Seja qual for o objetivo da leitura, no final há sempre uma conversa em grupo. "Assim, os resultados das estratégias de ensino podem ser testados na hora”. Quando detecta dificuldades nos alunos, Ângela tenta verificar se sua proposta foi adequada ou se é o caso de repensá-la.


Fonte: http://www.novaescola.com.br/ - edição 177

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

"Datas Comemorativas".



01 . Dia do Publicitário

02 · Dia do Agente Fiscal

02 · Dia de Iemanjá

05 · Dia do Datiloscopista

07 · Dia do Gráfico

09 · Dia do Zelador

10 . Dia do Atleta Profissional

11 · Dia da Criação da Casa de Moeda

11 · Dia Mundial do Enfermo

14 · Dia da Amizade

16 · Dia do Repórter

19 · Dia do Esportista

21 · Dia da Conquista do Monte Castelo (1945)

21 · Data Festiva do Exército

23 · Dia do Rotaryano

24 · Promulgação da

1ª Constituição Republicana (1891)

25 · Dia da criação do Ministério das Comunicações

27 · Dia do Agente Fiscal da Receita Federal

27 . Dia Nacional do Livro Didático

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Reflexão. Mudamos nós ou mudaram as crianças? "Vamos refletir"?


Ser criança no terceiro milênio será fácil e prazeroso, ou um desafio aos nossos pequeninos?

Me pergunto:

O que acontece com eles quando a sociedade investe num amadurecimento precoce e exigente, impondo um modelo de pequeno adulto a ser seguido?
O que tem de diferente a criança do terceiro milênio?
O acesso à internet, a velocidade das comunicações, o conhecimento precoce sobre temas como clonagem, violência, transplantes e sequestros, balas perdidas, terrorismo, está mudando a natureza infantil?
Até que ponto o amigo virtual, a forma de brincar interagindo com a máquina, o vídeo game e sua ética de adquirir novas vidas todas as vezes que vence ou mata o adversário, o hábito de comprar brinquedos e não construí-los e usar muito mais os dedos que as pernas, a brincadeira sedentária e solitária, a presença da realidade substituindo a fantasia, roupas de adulto, salto alto, baton e o namoro precoce, sobretudo a sobrecarga de responsabilidade, horários e compromissos está mudando a identidade infantil?
Mudaram as crianças ou mudamos nós?
No contato com milhares de crianças, que a minha experiência profissional me permite, percebo que elas não mudaram. Têm um olhar encantador de manhãs douradas, têm mãos inquietas como as do criador, têm sorrisos abertos e doces como a brisa da tarde. Ganham tempo olhando formigas, sentindo a terra e provando o orvalho sempre que incentivadas.
Mudamos nós, que deixamos de falar de estrelas, sacis e cucas. Que esquecemos de olhar o céu, de ver o manto estrelado da noite, de pensar nas cores dos peixinhos do mar, nos brilhos dos raios do sol, nas cores do arco-íris. De cantar e contar histórias. Ficamos estáticos, deixamos de voar nas asas das borboletas e dos pirilampos. Trocamos a leveza dos sonhos e da fantasia pelo peso de uma realidade que cai sobre nossos ombros e nos paralisa de tanto cansaço.
A nossa verdade ficou dura e a nossa realidade cinzenta. Mudamos nós que apressamos a vida, que contabilizamos sorrisos, olhares, palavras e dinheiro, que fazemos das crianças seres como nós, que impomos etapas queimadas, que lhes impingimos agendas cheias de horários estressados, roubando deles o tempo e o espaço de ser criança, a ternura e a descomplicação de um ser que tem que ter seu tempo de crescer normal, para existir completo.
Mudamos nós, quando nos conformamos com o que foi feito das nossas crianças. Pequenos adultos com gastrite e colesterol, presos em apartamentos, longe do sol, expostos à solidão do brinquedo eletrônico. Aprendendo a vencer para não ser vencido, a matar para não ser morto, a confundir a vida real com a realidade virtual.
Mudamos nós quando esquecemos a simplicidade de uma brincadeira que favorece a intimidade e o toque, que aproxima mãos olhares e corações, trocamos o pirulito que bate bate, a lagarta pintada, a pintalaínha, a brincadeira que investe na descoberta do outro na parceria na troca de informação e cooperação, pela passividade de telespectadores e cinéfilos. Brinco com crianças toda a minha vida, aprendi com elas que benéfico é sempre o equilíbrio.
Que elas tenham acesso a toda modernidade, mas também sejam garantidas horas livres, companheiros, espaços de vida ao ar livre, a oportunidade de inventar e criar seus próprios brinquedos, de conviverem entre si e inter - classes, para aprenderem a respeitar o conhecimento alheio,valorizar a troca de saberes e desenvolverem uma convivência democrática e participativa na sociedade que tem na sua cultura da brincadeira, a identidade da infância brasileira.

Créditos: Nairzinha - pesquisadora da Cultura da Brincadeira Brasilleira

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Ou isto ou aquilo - "Poesia Infantil de Cecília Meireles".

Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!


Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!


Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.


É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!


Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.

Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

Créditos: Cecília Meireles

Formação do leitor. "Respeitando seus direitos".


Para formarmos leitores, precisamos ter prazer; o prazer da audição, de se encontrar consigo mesmo, de ser ator e espectador, mesmo que ela ainda não saiba ler. Daniel Pennac, em seu livro Como Um Romance, revela-nos os dez direitos imprescritíveis de um leitor:

1. O direito de não ler.


2. O direito de pular páginas.


3. O direito de não terminar um livro.


4. O direito de reler.


5. O direito de ler qualquer coisa.


6. O direito ao bovarismo (doença textualmente transmissível).


7. O direito de ler em qualquer lugar.


8. O direito de ler uma frase aqui e outra ali.


9. O direito de ler em voz alta.


10. O direito de calar.

É importante que esses direitos estejam incorporados às práticas cotidianas do leitor, propiciando-lhe informações culturais e oportunidade de se apaixonar pelas leituras e pelos livros, dando alimento à sua imaginação. Proporcionando o máximo de conforto e liberdade, pretende-se despertar o desejo e o prazer de ser um verdadeiro leitor.

Trabalhando com Gibi. "Uma forma prazerosa de aprender".


Conteúdos:
*Leitura e manuseio de histórias em quadrinhos.
* Valorização da leitura como fonte de prazer e cultura na escola e na comunidade.
* Envolvimento de crianças, pais e comunidade em situações de leitura.

Ano: Pré-escola. ( podendo ser adaptado para as séries iniciais).

Tempo estimado: Dois meses

Objetivos:
*Estimular nas crianças o prazer de ler antes da alfabetização.
*Aproximar a escola e a comunidade por meio da leitura.
*Formar leitores competentes.
Material necessário: Gibis variados, com o máximo possível de exemplares repetidos, cartolina, tesoura, transparências e retroprojetor.
Desenvolvimento:

1ª etapa:
* Reúna as crianças e pergunte quais personagens elas conhecem. Discuta as principais características de cada um e apresente algumas informações comportamentais e físicas. Depois dessa conversa inicial, mande um bilhete aos pais ou fale com eles sobre a importância do projeto. Aproveite para convidá-los a participar. Uma das maneiras é pedir a doação de gibis. Outra é perguntar sobre a possibilidade de eles comparecerem durante uma hora na escola, no decorrer do projeto, para ler para a turma ou participar como ouvintes das rodas de leitura. Ao receber as doações, catalogue e organize-as por título para ficar mais fácil encontrar o desejado. Assim estará montada a gibiteca. Para animar a garotada e controlar os empréstimos, faça carteirinhas de sócios para todos (que tal colocar uma foto também?).
Anote as datas de retirada e de devolução. Aproveite os momentos de organização do acervo para ensinar a manusear o material corretamente: as páginas devem ser viradas com cuidado e com as mãos limpas para não rasgar nem amassar. Explique que é preciso se comprometer a devolver o gibi na data estipulada para que outros colegas possam ler depois.

2ª etapa:
* Prepare transparências com algumas sequências e apresente as histórias com a ajuda de um retroprojetor. Faça uma máscara de cartolina para cobrir os quadrinhos, pois o ideal é mostrá-los um a um. Dessa maneira, todos vão fazer uma observação minuciosa das expressões fisionômicas dos personagens e dos detalhes das cenas. Chame a atenção para o formato dos balões e as onomatopéias. Depois de analisar cada um, pergunte: “O que será que vem no próximo?”, para estimular as crianças a antecipar o enredo. Depois, leia o texto completo para a turma entender a seqüência.

3ª etapa:
* Para a leitura compartilhada, distribua exemplares do mesmo gibi para que todos possam acompanhar a história individualmente, em duplas ou trios. Depois que a turma tiver um bom repertório, escolha uma das histórias, recorte os quadrinhos e embaralhe-os. Organize a sala em grupos e distribua um montinho com uma seqüência completa para cada um. O desafio é remontar na ordem correta.

4ª etapa:
* Repita os momentos de leitura várias vezes durante a semana – o ideal é fazer disso uma atividade permanente durante o ano. É hora de chamar os pais que se dispuseram no início a participar do projeto para comparecer à sala. Eles podem ser leitores ou simplesmente ouvir as histórias na roda. Cuide para que esses momentos sejam bem descontraídos. Uma idéia é levar os pequenos para ler no parque. Outra, espalhar colchonetes e deixá-los curtir os quadrinhos à vontade.

Avaliação para saber se os objetivos foram alcançados.
Observe se depois dessas atividades as crianças buscam espontaneamente a leitura de gibis e com que frequência, se comentam as histórias preferidas e se adquiriram o hábito de levá-los emprestados para casa.
Consultoria Marcelo Campos Pereira, professor da EMEI Sonho de Criança, em Pompéia, SP.

Fonte: Revista Nova Escola jan/fev 2009

Roda de Biblioteca. "Incentivando a leitura"


* O QUE É?
A roda de biblioteca é um momento organizado pelo professor em que as crianças têm a oportunidade de compartilhar a leitura de um livro com outras crianças e com o próprio professor. Deve ser proposta com regularidade, pois é uma ótima oportunidade para que as crianças possam socializar com a classe as leituras realizadas.
Os livros do acervo da classe ou da biblioteca devem ficar expostos de modo que as crianças tenham fácil acesso a eles. Não é preciso restringir o material aos livros de literatura. Podem também fazer parte da roda: poemas, livros informativos ou científicos.
É papel do professor criar diferentes situações com o objetivo de contagiar as crianças pelo prazer da leitura, ampliar seu repertório, desenvolver sua capacidade de comentar o conteúdo de um livro e desenvolver critérios de análise para seleção.


*ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS PARA A RODA DE BIBLIOTECA:
-O professor precisa certificar-se de que os alunos estão lendo efetivamente, ou seja, ele deve deixar claro para os alunos que podem escolher a leitura que farão, mas não podem deixar de fazê-la;
-As rodas de biblioteca, antes de tudo, precisam ser um momento prazeroso e esperado pelos alunos. Por isso é recomendável que o professor, antes de cada roda, combine com as crianças quais delas apresentarão o livro lido, tomando o cuidado para que todos tenham oportunidade de se apresentar nas outras rodas que acontecerão. Dessa forma está se cuidando para que todos falem e para que essas rodas não se tornem cansativas aos alunos;
-É fundamental que o professor converse com os alunos sobre os cuidados que devem ter com os livros e retome esta conversa sempre que necessário;
-Ter um controle dos empréstimos ajuda na organização da roda e é um instrumento para que o professor acompanhe o percurso leitor de seus alunos, bem como consiga controlar se eles estão mesmo lendo;
-O mais indicado é que as rodas de biblioteca sejam feitas na biblioteca, pois o ambiente já é por si só favorável. Caso não seja possível, é importante que o professor leve os livros para o local onde a mesma será realizada;
-A maneira com que os livros são organizados na roda também favorecem ou dificultam a apreciação e a atitude das crianças em relação ao cuidado com os livros. Uma sugestão é colocá-los sobre um "tapete" especial. Há várias maneiras de se "construir" esse tapete: escolher um nome também especial para ele, costurar retalhos desenhados e pintados pelos alunos, pode ser um tecido de cetim que dê a idéia de "mar de histórias", por exemplo, entre outras possibilidades.

*Fonte: Novos Caminhos (1º ano - Ed. DCL)

Reflexão. "Nunca matei um animal por cantar atirei o pau no gato"


O educador Ilan Brenman diz, em entrevista a ÉPOCA, que a imposição do politicamente correto em cantigas e histórias infantis pode ser prejudicial para o discernimento das crianças sobre os conflitos ao longo da vida.

POLITICAMENTE CORRETO.

Para Ilan Brenman, retirar situações de conflito das histórias pode prejudicar a formação das crianças.
Quando o escritor e educador Ilan Brenman ouviu a adaptada cantiga "não atirei o pau no gato...", ele se enfezou. Preocupado com a imposição do politicamente correto nas músicas e histórias infantis, aprofundou-se no assunto para fazer justamente o contrário: ele acabou de apresentar sua tese de doutorado na Universidade de São Paulo sugerindo que o uso de temáticas politicamente corretas não só é incapaz de incutir essas atitudes na criança como também retira uma das principais válvulas de escape dos medos e frustrações infantis. "Eu nunca matei um animal por cantar 'atirei o pau no gato'", afirma. Para Brenman, que já escreveu mais de 20 livros infanto-juvenis, ao lidar com situações de conflito - morte, raiva, ciúmes, medo -, a criança está criando ferramentas para trabalhar com as dificuldades da vida. "Elas escutam as histórias de forma diferente dos adultos. O obstáculo e o conflito representados nos livros são o reflexo das dúvidas que a criança possui dentro dela", diz o pesquisador. Ele argumenta que, se forem retirados os espaços para a criança lidar com seus sentimentos negativos, elas não terão como aprender a enfrentar as dificuldades e a violência pode explodir na vida real. Na literatura infantil "do bem", são suprimidas menções às reações e comportamento negativos do homem. São histórias positivas, com lições de moral e sem personagens violentos como a bruxa e o bicho-papão. "Um dos exemplos da patrulha do ideologicamente correto pode ser visto na história da Chapeuzinho Vermelho". Existem livros publicados em que não há mais o lobo mau, ou que a barriga do lobo não é aberta para evitar imagens de violência na cabeça das crianças. "A cena da abertura da barriga do lobo é importante por trazer a idéia do renascimento, da vida que brota de outra vida", diz o educador.

MENINA LEVADA.

Segundo o escritor, as travessuras da boneca Emília ensinam as crianças a pensar
Contra a Emília "comportada" A grande luta de Brenman parece ser contra a campanha para modificar os hábitos de uma das principais personagens da literatura infantil brasileira: a boneca de pano Emília, criada por Monteiro Lobato nos anos 1920. "Ela é uma menina respondona, atrevida, criativa e saudável", afirma. As crianças, segundo ele, também não são anjinhos. Elas têm doses de maldade dentro delas, e a boa literatura, com pitadas de conflito e comportamentos dúbios, permite às crianças compreender a oscilação sentimental que sentem e a lidar melhor com as neuroses do mundo. O educador acredita que os pais não podem terceirizar a transmissão de valores morais


Créditos: Revista Época.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

As Dinâmicas de Integração para o "Primeiro Dia de Aula".


Algumas sugestões de dinâmicas para recepcionar e integrar a turma no primeiro dia de aula. Com dinâmicas divertidas, você professor apresenta a escola aos alunos, aproxima colegas de classe e contribui para que todos se sintam acolhidos dentro do novo grupo. Primeiro dia de aula. A turma toda está na expectativa para saber quem serão os novos professores. Muitos alunos nunca se viram ou mal se conhecem. Para formar um grupo unido, bem relacionado e em sintonia com você, esqueça a velha tática de dar bom dia, fazer as apresentações e entrar no conteúdo. Confira a seguir as atividades de integração para diversos níveis de estudo.


Como é meu colega.

Diga à classe que todos vão ganhar um "retrato". Pregue na parede uma folha de papel Kraft da altura da criança. Posicione o aluno de modo que fique encostado na folha e, com um lápis, desenhe o contorno do corpo dele. Estimule a turma a dizer como é o cabelo, o rosto, se usa óculos etc. Durante a atividade, repita muitas vezes o nome do aluno, para que os colegas memorizem. Faça o "retrato" de todos. Por fim, peça a um colega que desenhe o seu contorno, repetindo o processo de observação, para que as crianças também se familiarizem com você. Pendure os desenhos na parede e elogie o grupo. Nos dias seguintes, logo na entrada, pergunte à classe quem é cada um dos colegas desenhados e se ele está presente. Se estiver, ganha uma salva de palmas. Deixe os papéis expostos por algum tempo. É importante para os pequeninos que suas produções permaneçam ali até eles se sentirem pertencentes ao grupo e ao ambiente. Recomendado para: Educação Infantil


Os materiais que vamos usar:

Esconda na sala sacos ou embrulhos contendo materiais diversos que farão parte do cotidiano da meninada. Pode ser, por exemplo, livros, jogos, pincel, tesoura ou um pouco de argila. Peça às crianças que procurem, em duplas, pelos objetos. Isso já estimula a cooperação entre elas. Oriente a busca dizendo "quente", se o que procuram está perto, "morno", se está a uma distância média, ou "frio", quando estiver longe. Depois que todos os pacotes forem encontrados, pergunte que atividades podem ser feitas com os materiais e aproveite para explicar melhor a função de cada um. Mostre como e onde eles ficarão guardados, chamando a atenção para a importância de manter o ambiente de trabalho sempre bem organizado. Recomendado para: Educação Infantil


Meu nome é...

Faça crachás com o nome das crianças e coloque no chão da sala, no meio de uma roda. Peça que cada uma identifique seu nome. Incentive o reconhecimento das letras iniciais, conte quantas letras compõem cada nome e faça com que elas percebam letras iguais em nomes diferentes. Quando todas já estiverem com crachá, comece um gostoso bate-papo sobre as preferências de cada um quanto a um tema predeterminado (como alimentos, brincadeiras, objetos ou lugares). Agrupe as crianças de acordo com as afinidades. Na etapa seguinte, peça aos alunos que desenhem aquilo de que gostam em uma folha e coloquem o nome. Quem não souber escrever sozinho pode copiar do crachá. Depois de prontos, os desenhos são mostrados aos colegas e, em seguida, expostos no mural. Com os alfabetizados, a dinâmica é a mesma, mas, além de desenhar, eles podem fazer uma lista de suas preferências. Recomendado para: Educação Infantil


Quem é meu professor?

Organize uma entrevista para que os alunos conheçam você melhor. Divida-os em grupos e solicite que elaborem questões como se fossem repórteres. Diga que as perguntas podem ser sobre sua idade, se tem filhos, quanto tempo tem de profissão ou onde mora, por exemplo. Prontas as questões, sente-se num local da sala onde todos possam vê-lo bem para respondê-las. Avise que todos deverão trazer, no dia seguinte, um breve texto sobre tudo o que lembrarem. Assim, eles prestam atenção. Na próxima aula, sorteie algumas crianças para ler a produção escrita e peça que as demais avaliem e complementem se necessário. Proponha essa atividade depois de promover a apresentação e o reconhecimento do espaço físico da escola (a seguir).

Recomendado para: 1ª à 4ª séries


Turismo na escola.

Se a sua turma for de 1ª a 4ª série, divida os alunos em grupos. Esse é um bom momento para integrar os novatos. Deixe-os junto aos veteranos, que devem se comportar como verdadeiros guias e anfitriões. Em cada folha de papel, descreva um local da escola, coloque os textos em uma caixa e organize um sorteio. Cada grupo retira um papel e tenta adivinhar qual é o local descrito. Em seguida, desafie os grupos a encontrar os locais sorteados. Chegando ao destino, os alunos desenham o ambiente com o máximo de detalhes, escrevem o nome dos funcionários que trabalham lá e a sua função. De volta à classe, os grupos trocam observações e registros e expõem suas produções. Num segundo momento, peça a eles que produzam um mapa da escola (com a sua ajuda, é claro) numa folha de cartolina. Em cada local específico do mapa, os desenhos são fixados. Estimule os grupos, nos dias seguintes, a visitar as dependências que ainda não foram percorridas. Em turmas de 5ª a 8ª séries, a garotada podefotografar esses lugares e fazer entrevistas mais longas com os funcionários. Nesse caso, você não precisa fazer o mapa e pode pedir textos detalhados sobre os diversos "pontos turísticos" da escola.Recomendado para: 1ª à 8ª séries


Direitos e deveres.

Já nos primeiros dias, estabelecer os famosos combinados pode evitar problemas e garantir um bom relacionamento ao longo do ano. Comece discutindo com a garotada o que espera do ano que se inicia e qual a melhor maneira de trabalhar em grupo para alcançar esses objetivos. Formule com todos (e escreva no quadro) a continuação das seguintes frases: "Temos direito a..." e "Somos todos responsáveis por...". Lembre-se de que a declaração de direitos e deveres deve ser inspirada nas normas gerais da escola - que os alunos precisam conhecer - e ser focada no que deve ser feito, e não no que é proibido. A etapa seguinte é descobrir o que as outras turmas da escola combinaram. A troca de informação, além de enriquecer os tratados feitos por eles, promove a integração com colegas de outras classes. Ao terminar, peça a cada um que copie os tratados e cole na agenda. Assim, o texto estará sempre à mão. Além disso, os estudantes podem produzir dois grandes cartazes em cartolina para pendurar na parede da classe.Recomendado para: 1ª à 8ª séries


O que vamos aprender.

Todo ano é a mesma coisa: o que esperar da série que se inicia? Uma situação desconhecida sempre dá um friozinho na barriga. Para baixar a ansiedade da meninada, registre no quadro algumas dúvidas e expectativas do grupo sobre o trabalho na nova classe e convide alguns estudantes da série seguinte para respondê-las. Deixe que falem livremente sobre as suas impressões e vivências como ex-aluno da série. Esse intercâmbio, logo no início, deixa a turma mais tranqüila e segura e valoriza a cooperação e a interação entre diferentes classes.Recomendado para: 1ª à 8ª séries


O que penso ou sinto sobre...

Inspirado em conteúdos transversais a ser trabalhados ao longo do ano, escolha imagens extraídas de revistas ou jornais: animais em extinção, diferentes profissionais em ação, crianças numa fila de vacinação, mesa com alimentos saudáveis, indivíduos em situações precárias de vida, produtos tecnológicos modernos, mulher grávida, entre outras. Entregue uma para cada aluno e peça que escrevam o que sentem ou pensam sobre a imagem. Isso possibilitará conhecer o nível do texto com relação a coesão, coerência, adequação gramatical e ortográfica e vocabulário. Além disso, você vai conhecer gostos, sentimentos, histórias de vida e percepção de mundo dos adolescentes.Recomendado para: 5ª à 8ª séries


O que vou aplaudir?

Organize os alunos em duplas e selecione temas para ser discutidos. Por exemplo: Brasil, reciclagem de lixo, internet, camisinha, desemprego, Sol, música. Escreva a lista no quadro-negro e em pedaços de papel, que são colocados num saquinho. Cada dupla sorteia um, vai até a lousa e diz se aplaude ou não o tema sorteado. Peça que cada um justifique sua opinião. Um deve complementar a fala do outro expressando tudo o que sabem sobre o assunto. Com essa atividade, você poderá avaliar o conhecimento do grupo, seu nível de expressão e argumentação e descobrir quais são seus interesses. Essas informações serão valiosas para o seu planejamento. Recomendado para: 5ª à 8ª séries


As dinâmicas a seguir você pode adaptar com maior ou menor grau de dificuldade, de acordo com a série aplicada.


ESCRAVOS DE JÓ

Formar um círculo - todos de pé cantarão a música escravos de Jô, porém ao invés de moverem algum objeto o movimento será feito com o próprio corpo.

Combinar antecipadamente que o movimento se dará através de pulos com os dois pés juntos iniciando para a direita.


Objetivo: o entrosamento para o sucesso das atividades.


Então ao cantar:


Escravos de Jó – pular para a direita

jogavam caxangá - pular para a direita

Tira - pular para a esquerda

Põe, - pular para a direita

deixa ficar... - ficar parado

Guerreiros – pular para a direita

Com guerreiros- pular para a direitaf
Fazem zigue - pular para a direita

Zigue – pular para a esquerdazá – pular para a direita


Círculo Fechado.

Objetivo: exclusão dos colegas

O Professor pede a dois ou três alunos que saiam da sala por alguns instantes. Combinar com grupo que fica que eles devem formar um círculo apertado com os braços entrelaçados e não deixar de forma nenhuma os outros (que estão fora da sala) entrar neste círculo. Enquanto o grupo se arruma o Professor combina com os que estão fora que eles devem entrar na sala tentar se integrar ao grupo que está lá. Depois de alguns minutos de tentativa, discutir com o grupo como se sentiram não deixando ou não conseguindo entrar no grupo. Muitas vezes formamos verdadeiras "panelas" e não deixamos outras pessoas entrar e se sentir bem no nosso meio.


Expectativas.

Objetivo: quebra-gelo Material: bolas de inflar (bexiga), caneta permanente (tipo para retroprojetor). Iniciar com as boas vindas ao grupo distribuir as bolas e pedir que encham e fechem com um nó. Cada um deve escrever sobre a bola, com caneta para retroprojetor uma frase ou palavra que expresse suas expectativas sobre o novo ano. A medida em que acabam de escrever, levantam-se e brincam entre si com as bolas, sem deixar que estourem. Ao sinal, cada um pega uma das bolas, qualquer uma, e formam grupos de acordo com a cor da bexiga. O grupo lê o que está nos balões e conversa a respeito..Pendurar os balões e deixar pendurado durante toda a semana


Garrafa dos elogios.

Material: Uma garrafa vazia (pode ser de refrigerante). O grupo deve sentar formando um círculo. O Professor coloca a garrafa deitada no chão no centro da sala e a faz girar rapidamente, quando ela parar estará apontando o gargalo para alguém. O Professor dirá uma palavra de boas vindas, estímulo ou elogio à essa pessoa.A pessoa indicada pela garrafa terá então a tarefa de girá-la e falar para quem ela apontar e assim sucessivamente


Grande Abraço.

Coloque uma música de fundo e peça para que os alunos andem aleatoriamente. Sem seguida peça para que formem duplas e após pedir para que se abracem. Devem voltar a caminhar só que agora em duplas. Como próximo comando pedir para que as duplas se abracem formando grupos de quatro integrantes e assim sucessivamente até formar um grande abraço com toda a turma.


Espírito de Equipe.

Objetivo: confiança que temos que ter no amigo, espírito de equipe e valorização de pessoas.

Pedir para o grupo de posicionar um de costas para o outro, ombro a ombro. Em seguida pedir para que cada dupla se abaixe até o chão sem colocar as mãos no chão. Alguns vão cair, outros vão conseguir. Fechar falando da confiança que temos que ter no amigo, sobre o espírito de equipe e valorização das pessoas.


Chega mais.

Objetivo: O objetivo dessa dinâmica é a aproximação com as pessoas, conquistar confiança e principalmente o respeito. Os alunos deverão andar soltos pela sala ou pátio ouvindo uma música. O Professor dará os comandos no momento em que pausar a música. Poderá iniciar pedindo que cada um cumprimente com um aperto de mãos o colega que estiver à sua frente. A música volta a tocar e ao pausá-la novamente poderá pedir que cumprimente o colega que está à sua frente dando tapinhas no ombro ou nas costas, e assim por diante até terminar em um forte abraço.


Trabalhe os diferentes estados afetivos realizando uma dinâmica na qual as crianças aprendam a lidar com suas emoções e a respeitar os sentimentos dos colegas.


Créditos: Cybelemeyer.blogspot.com/2008.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Planejamento. "Uma bússola norteadora".


“Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua produção ou a sua construção”.Quem ensina, aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender.”(Paulo Freire)


Ensinar bem é saber planejar.


O planejamento deve estar presente em todas as atividades escolares. É a etapa mais importante do projeto pedagógico, porque é nesta etapa que as metas são articuladas a estratégia e ambas são ajustadas às possibilidades reais. Existem 3 tipos de planejamento escolar:

Ø Plano da escola

Ø Plano de ensino

Ø Plano de aula


O plano da escola traz orientações gerais que vinculam os objetivos da escola ao sistema educacional.


O plano de ensino se divide em tópicos que definem metas, conteúdos e estratégias metodológicas de um período letivo.


O plano de aula é a previsão de conteúdo de uma aula ou conjunto de aulas.


Planejar requer:

Ø Pesquisar sempre

Ø Ser criativo na elaboração da aula

Ø Estabelecer prioridades e limites

Ø Estar aberto para acolher o aluno e sua realidade

Ø Ser flexível para replanejar sempre que necessário


Ao planejar devemos sempre levar em conta:

Ø As características e necessidades de aprendizagem dos alunos

Ø Os objetivos educacionais da escola e seu projeto pedagógico

Ø O conteúdo de cada série

Ø Os objetivos e seu compromisso pessoal com o ensino

Ø As condições objetivas de trabalho.


Planejando devemos definir:

Ø O que vamos ensinar

Ø Como vamos ensinar

Ø Quando vamos ensinar

Ø O que, quando e como avaliar

Planejamento de Ensino


A construção da prática pedagógica está ligada à concepção do homem e do conhecimento que fundamenta as relações cotidianas.É necessário, portanto compreender a função social da escola para propiciar ao aluno a compreensão da realidade como produto das relações sociais que o homem produziu a partir de suas necessidades.Assim como o homem produz tecnologia, (aparelhos, instrumentos, máquinas) e símbolos, (idéias, valores, crenças), ele produz a linguagem e ao produzi-la, cria a possibilidade de abstrair o mundo exterior, torna possível operar na ausência do objeto. Essa capacidade de representar faz com que o homem constitua a consciência racional.A consciência e a criatividade precisam ser consideradas como algo a ser desenvolvido e formado pela escola.Embora a escola divida a tarefa de educar com a família, a comunidade e os meios de comunicação, a escola ainda é o foco principal de transmissão de conhecimentos e tanto o aluno quanto o educador são os principais agentes neste processo.Conhecimento gera conhecimento, porém não é o objeto do ensino. A escola deixou de ser a detentora e transmissora do conhecimento produzido e passou a ensinar a “aprender a aprender”, possibilitando também ao aluno um papel dinâmico na busca pelo conhecimento. A evolução do conhecimento se dá progressivamente e interativamente, através do confronto com a realidade.A aquisição de todo conhecimento parte da ação e é nela que deverá estar baseado o ensino escolar. Ao invés de memorizar os conhecimentos expostos pelo professor, o aluno deverá aprender a sentir, perceber, compreender, raciocinar, discutir, criar e transformar.O processo de aprendizagem é socializador e assim sendo deve ser visto como fruto de um trabalho coletivo pois como na vida prática, também na escola é preciso saber trabalhar em equipe.Na escola moderna, ensinar e aprender são funções tanto do professor quanto do aluno e quanto mais prazerosa for essa troca, mais rápida e eficiente será a aprendizagem.

http://www.logradouro.pb.gov.br/verNoticia.php?idnoticia=17

"Os dez mandamentos para bem planejar".


Só ensina bem quem sabe aonde quer levar os alunos e se prepara para chegar lá! A atividade de planejar é considerada complicada, chata e burocrática por boa parte dos professores! Planejar é simples... Defina os objetivos e o caminho para alcançá-los. É preciso caminhar muito, mas quem faz o percurso encontra a chave para o sucesso!


OS DEZ MANDAMENTOS PARA BEM PLANEJAR.


1) ESQUEÇA A BUROCRACIA.
Antes o Plano vinha pronto, em pacotes. Hoje quem leciona tem espaço para criar!

2) CONHEÇA BEM DE PERTO O SEU ALUNO.
Pergunte-se sempre: “O que meu aluno deve e pode aprender?”.

3) FAÇA TUDO OUTRA VEZ (E MAIS OUTRA).
O planejamento deve ser sempre alterado, de acordo com as necessidades da turma.

4) ESTUDE PARA ENSINAR BEM.
Uma pessoa só pode ensinar aquilo que sabe, porém é preciso, também, saber como ensinar.

5) COLOQUE-SE NO LUGAR DO ESTUDANTE.
Você deve saber se os temas trabalhados em sala são importantes do ponto de vista do aluno.

6) DEFINA O QUE É MAIS IMPORTANTE.
Os critérios para estabelecer o que é mais importante ensinar devem ser as necessidades dos alunos.

7) PESQUISE EM VÁRIAS FONTES.
Toda aula requer material de apoio. Busque informações em livros, em revistas, na Internet...etc.

8) USE DIFERENTES MÉTODOS DE TRABALHO.
Métodos como: aulas expositivas, atividades em grupo e pesquisas são excelentes aliados!

9) CONVERSE E PEÇA AJUDA.
Converse com os colegas! Aproveite as reuniões!

10) ESCREVA, ESCREVA, ESCREVA.
Compre um caderno e anote, no fim do dia, tudo o que você fez em classe. Esta é uma forma de você analisar o que está ou não dando certo em seu trabalho!