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"Educar com amor".

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Um cantinho especial para uma boa e agradável conversa!!!

domingo, 25 de setembro de 2011

Ensinando a aprender,aprendendo a ensinar!!!


Dizia um querido professor dos tempos de faculdade, citando um grande pilar da Psicologia do Desenvolvimento Infantil, que 'a educação de uma criança inicia ao menos vinte anos antes do seu nascimento,com a educação dos seus pais'.

Artigo escrito por uma mãe e a cima de tudo EDUCADORA NATA.

Quando observo os pais como eu com filhos pequenos frequentando os primeiros anos de escola procuro entender o seu estado de espírito e as suas reações diante das tarefas e trabalhinhos das próprias crianças.Assim fazendo estou me analisando também.
Quanta apreensão quando a criança demonstra dificuldade para resolver um exercício com regras que exigem maior atenção e concentração. O vazio, a impotência que os pais sentem,instintivamente pondo-se em ação para substituir o(a) filho(a) a fim de superar a dificuldade.Em muitas ocasiões vivi isso com minha mãe querida. Anos depois e ambas adultas conversamos sobre o fato em atitude consciente e construtivamente crítica, procurando não refazer, no nosso caso, com os filhos e netos. Um comportamento que se se repete torna sempre mais dificil para a criança enfrentar as responsabilidades e desafios,não somente os escolares,mas da vida.Por isso, muitas atividades,trabalhos manuais que apresentamos aqui no blog são literalmente feitos somente por eles, sem o dedinho da mamãe.O aprimoramento na qualidade será e já está sendo conquistado gradativamente pelos dois.
Os comportamentos concretos variam muito dependendo da cultura,da experiência ,das tensões internas de cada família..Dizem que famílias compostas por pessoas com nível superior de instrução ou com elevado padrão cultural diante das dificuldades escolares dos filhos são levadas a duas reações opostas:culpando-se e se sentindo quase como falidos pela consequência do baixo êxito escolar dos filhos. Pessoalmente penso que sem valutar as próprias possiblidades e ainda aquelas dos filhos consiste uma atitude de renúncia de responsabilidades.Chamemos omissão, sim é pura omissão!A outra reação seria aquela de se sentir e pior, fazer também sentir ao próprio filho a sensação de culpa, de incapacidade. A relação educacional que cai na relação afetiva corre o risco de se romper,com consequências imprevisíveis.O senso de culpa gerado na criança a conduz ao isolamento,exatamente o oposto a um estímulo positivo ao estudo.Induzindo-a desse modo a ter uma imagem negativa de si e do outro ou mesmo gerando um comportamento agressivo.Este último é tão visível em nossos dias seja em casa,seja nas escolas.
A pergunta é: o que fazer então a quem tem crianças em idade escolar?A primeira coisa é uma aproximação empática.A presença de um adulto dá segurança à criança,tornando-a mais atenta ao enfrentar os desafios diários,inclusive o estudo.Escutar e raciocinar juntos,focando o problema.Não é necessário um diploma universitário para fazer isso. A criança precisa ser menos dispersiva e os pais podem e são de grande ajuda quando demonstram interesse já pelas pequenas conquistas,dando apoio e incentivo para o porvir.

A reprovação ofensiva em nada serve.Pesar os erros,pior ainda,fazer comparações com amigos ou irmãos é absolutamente negativo.Vale muito mais ressaltar algo positivo,elogiar e a seguir quem sabe acrescentar um ponto a ser melhorado,por exemplo,num dever de casa:’olha ali o que você esqueceu...força corrige!” ‘Tudo com muito bom tom!’
*A reflexão sobre o relacionamento com as crianças que vão à escola surge de uma situação delicada vivída recentemente pela Chiara,por mim e uma visitante aqui em casa. Essa 'pessoa' (chamemos assim) trouxe uns cartões adesivos para Francesco num álbum que ele está montando. Vendo o interesse da Chiara a 'pessoa' tomou o pacote das mãos da menina gritando agitadamente que ela 'não era capaz’ de fazer aquilo.Parecia uma cena tão surreal que, pasma a primeiro instante, eu não disse nada,ouví e respirei fundo pra não responder aquele desaforo com outro desaforo(...).Estava tudo tão tranquilo até aquela visita! Simplesmente abrí um armário,peguei um caderninho onde ela cola outras figurinhas e mostrei para a visitante.Esta, intransigente, repetiu mais uma vez o adjetivo ‘incapaz’.Bem,constatando aquele mau humor e disposição para uma vã discussão,decidí me controlar e não puxar naquele momento uma conversação teórico-filosófica com alguém mentalmente blocado ao debate,mas deixei claro que, como mãe, e de quebra estando em minha casa eu não poderia aceitar de ninguém uma alteração do tipo com uma criança(ainda mais sendo minha filhota amada).Sim,mãe felina eu sou!Agradecí pela lembrança para o Fran(ausente) e oferecí um pedaço de bolo com chá.Foi assim que esfriei a ‘rinha’.A tal pessoa caiu em si e aceitou.Falamos de outras trivialidades,e a ofensa não conseguiu estragar a minha serenidade.
Contei ao 'papà' o ocorrido e ele como sempre muito paciente e sensato me mostrou que daquela pessoa eu só poderia ter pena pois foi com aquela educação que cresceu e infelizmente está crescendo os próprios filhos.
Urge-nos entretanto, como pais interessados,aprendendo a ensinar e ensinando a aprender,percebermos que a criança precisa sentir a presença do adulto.Não apenas como um fato físico,mas afetivo e educativo.Sem apressarmos seus estudos ou tarefas,mas partindo das suas possibilidades e capacidades vivenciadas no dia a dia, incentivando a curiosidade e gosto pela descoberta do novo.Não apontando os erros,pois a insistência humilha e tira a tranquilidade intelectual e o amor pelos estudos.Encontrar sempre alguma coisa positiva para encorajar.Saber distinguir os resultados escolares do ponto de vista sobre as pessoas,mesmo a nível intelectual: não ter as melhores notas não equivale a ser dotado de uma inteligência inferior ou ser um perdedor.

Créditos: Bergilde Croce

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