O senhor é meu pastor e nada me faltará...


anjos - Recados Para Orkut


"Educar com amor".

"Educar com amor".

Um cantinho especial para uma boa e agradável conversa!!!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

"Aqui você é o palhaço".

Artigo escrito pelo professor Gismair Teixeira, o qual também foi publicado em O Popular. Um texto no qual, nosso intelectual professor busca respaldo na teoria bakthiniana para reforçar seus argumentos com relação a eleição do palhaço Tiririca.

Mikhail Bakhtin e Tiririca. Um dos maiores gênios da literatura universal é sem dúvida alguma Fiodor Dostoiévski. Nos campos da análise literária e linguística, o seu conterrâneo Mikhail Bakhtin rivaliza com ele em importância, sendo considerado um dos maiores teóricos do século 20. Uma de suas obras mais conhecidas no Brasil é Os problemas da poética de Dostoiévski. Nesta peça ensaística sobre a produção de Dostoiévski, Bakhtin retoma os seus apontamentos de pós-graduação sobre a estética de Rabelais, quando abordou o processo de carnavalização no contexto medieval e sua expressão no campo literário.

O crítico russo trata o tema sob uma perspectiva cultural privilegiada. Segundo ele, as festas de carnaval permitem uma subversão na hierarquia dos estratos sociais, quando as classes que compõem a base da pirâmide social podem ridicularizar as que estão acima, despertando humor e não revolta nos elementos dominantes.
Em outras palavras, é uma trégua na guerra de classes a que se refere Karl Marx em seus escritos. Nesta linha, ficaram famosos personagens como o pícaro e o bobo da corte, sendo conferido a este último o direito de dizer verdades para o rei que levariam ao degredo ou à forca qualquer outra pessoa. A política brasileira, em seu ainda recente período de democracia plena, tem se revelado um terreno fértil de aplicação dos pressupostos de Bakhtin.

A consagração nas urnas de artistas em declínio, jogadores de futebol em fim de carreira e outras personagens exóticas é um dado que configura esta extensão. Neste particular, o imbróglio da eleição do comediante e ex-palhaço Tiririca no último pleito é o mais recente e emblemático caso.
Desde o mote de campanha do candidato, algo como “Vote em Tiririca, pior do que tá não fica”, até a sua expressiva votação e ainda as canhestras disputas judiciais em torno da legitimidade de sua eleição por conta de seu suposto analfabetismo, tudo conduz à teoria bakhtiniana da carnavalização como instância de afrouxamento dos rigores que normalmente imperam numa sociedade organizada.
Não deixa de ser picaresco em alguns aspectos os dados jurídicos apresentados no processo do comediante que tem na palavra “abestado” um bordão artístico.
Segundo noticiou a imprensa, testemunhas afirmaram que Tiririca leu e compreendeu 30% daquilo que lhe foi apresentado. Como se pode mensurar a percentagem exata num caso destes é algo que ainda precisa de uma explicação convincente. Ao referir-se à carnavalização, Bakhtin fazia referência àquele período de festas mascaradas que dura cerca de uma semana, quando tudo é permitido. Na política, são quatro anos. É temerário, para dizer o mínimo.

Créditos:GISMAIR MARTINS TEIXEIRA – Mestre em Literatura pela UFG e professor.

terça-feira, 8 de maio de 2012

A importância do ato de cantar para o desenvolvimento integral da criança.


O uso da música na educação, ajuda na concentração das crianças a desenvolver a criatividade, despertar novos estímulos, desencadeando o gosto de contar. desta forma criasse oportunidade de apropriar-se do processo ensino/ aprendizagem, a partir desta preocupação busca-se realizar um estudo capaz de entender a sua aplicabilidade em sala de aula.

Com este intuito, desenvolver atividades que envolvam a música e o canto na sala de aula, constitui um recurso capaz de auxiliar e promover uma melhor aprendizagem por parte de todos, contribuindo para um melhor desenvolvimento, inovando a práxis do professor.

O que se observa na literatura pertinente ao assunto condiz com a realidade das salas de aula, ou seja, é possível utilizar o canto e a música como situações de estímulos para os alunos, e assim permitir uma melhor qualidade na educação. favorecer o processo de ensino/aprendizagem, a partir da música, é contribuir com o desenvolvimento integral do aluno, ampliando o seu processo de criação e interação, criando para elas novas maneiras de resolver conflitos e emoções, a partir do uso da música e do canto.

É a partir de experiências musicais que se poderá desenvolver o pensamento lógico do auno, favorecendo a organização de conceitos e de regras, pois quanto mais ela tem contato e oportunidade de conhecer a música em toda a sua essência, mais poderá sentir as emoções e as sensações obtidas através desta.

O canto e a música, no contexto escolar, vêm contribuir e atender a diversos objetivos ao longo de sua construção histórica, permitindo sempre uma melhor aquisição da linguagem por parte dos alunos, bem contribuindo para melhora a leitura, intepretação de texto. o trabalho pedagógico através da música deve considerar, portanto, que é um meio de expressão e forma de conhecimento acessível a alunos de todas as idades, inclusive as que apresentam dificuldade intelectual. a linguagem musical é excelente meio para o desenvolvimento da expressão, do equilíbrio, da autoestima e autoconhecimento, além de poderoso meio de integração social. (goleman, kaufman e ray, 2001).

A contribuição da música e o canto auxiliam na resolução de conflitos e problemas dos alunos, aflorando as emoções e trazendo à tona novos processos de ensino/aprendizagem, que auxiliarão na percepção interna e externa de todos os alunos, já que a música é capaz de transmitir novas situações que facilitarão o contato dos alunos com o objeto do conhecimento.

como afirma: gainza, (1988, p. 88). a influência e o poder que caracterizam a música como coadjuvante do desenvolvimento integral do ser humano aparecerá especialmente destacado no caso dos indivíduos que apresentam deficiências ou problemas físicos, afetivos, mentais ou de integração social.

É preciso considerar algumas questões quando se pensa no processo ensino/ aprendizagem, pois o contar da criança com a expressão musical, pois através do canto se expressar suas ideias, seus medos, suas emoções, seus pontos de vista, é de suma importância para um desenvolvimento saudável e condizente com os seus anseios e da sua família.

Aprender com a música, cantando e entendendo sua mensagem, significa integrar as experiências da criança com o objetivo maior da escola, ou seja, a percepção e a reflexão, passando de níveis mais simples para níveis cada vez mais elaborados do conhecimento.

A partir de experiências musicais, o pensamento da criança vai se organizando. e quanto mais ela tem oportunidade de comparar as ações executadas e as sensações obtidas através da música, mais a sua inteligência, o seu conhecimento vai se desenvolvendo. (weigel, 1988; p.14).

o uso do canto e da música na escola possibilita que o aluno desenvolva e amplie seu pensamento, contribuindo para uma aprendizagem cada vez mais voltada para os interesses da sociedade. permitindo assim uma educação de melhor qualidade, observando sempre os aspectos ou elementos de cada uma das músicas a ser utilizada na sala de aula.

O canto corresponde a um aspecto humano específico, ou seja, a capacidade que o ser humano tem de ouvir ou de cantar a partir da audição da música, mobilizando os mais variados aspectos desta, tais como o ritmo, melodia, som, estimula, afetividade, compreensão, solidariedade, respeito e a ordem.

No entanto o canto na escola serve como ativador de células do cérebro; possibilitando uma melhor combinação, entre os mais variados elementos da música, que precisa ser observada e apresentada pelo professor a partir dos objetivos traçados por ele, pois assim a música constituirá como um instrumento de harmonização da sala e de facilitador do ensino/aprendizagem do aluno.

Desta forma, os mesmos sons, ritmos, das músicas podem causar sensações diferentes nos alunos. pois cada um sente e canta de acordo com as suas origens, os seus desejos, a sua sensibilidade, é o momento especial para o professor escolher sempre músicas diferentes, permitindo assim atender e atingir a todos os alunos, pois “a música tem uma força muito grande sobre a mente humana; sutilmente ela é capaz de induzir sentimentos às pessoas, principalmente quando escutamos um volume mais alto que o normal [...]” (straliotto, 2001, p. 89).

Para concluir, quando observamos a música e o canto na educação, o que se percebe é que esta tem a facilidade de percorrer os mais variados caminhos, promovendo a assimilação e o entendimento sobre os mais variados temas, pois a partir da música consegue-se apresentar aos alunos temas e conceitos que, sem este recurso não seria fácil desenvolver.

O canto e a música, quando empregadas numa perspectiva de ensinamentos e de fator para modificar o espaço de aprender da escola, contribuirão em muito com trabalho do professor, penetrando no mundo da criança com mais facilidade, rompendo as barreiras, abrindo novos canais de expressão e comunicação, permitindo, através de suas práxis e de suas estruturas internas, modificações significativas no desenvolvimento da criança.

Desta forma, o cantar e ouvir música, independente do tipo e do gênero, favorece o desenvolvimento dos sentidos da criança como um todo, auxiliando no cuidado auditivo, na percepção visual, no movimento corporal e também permitindo a sensibilização e a emoção através das atividades.


Fonte:http://comoseaprende.bligoo.com.br

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Professor, você sabe o que é PPP?

PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO: UMA PERSPECTIVA DE IDENTIDADE NO EXERCÍCIO DA AUTONOMIA

José Luís Salmaso Professor do CEFET-SP Raquel Maria Bortone Fermi Professora da Rede Municipal de São Paulo – SP Os inúmeros problemas educacionais e o verdadeiro papel da educação formal são motivos de ampla discussão na sociedade hodierna. Urge empreender um esforço coletivo para vencer as barreiras e entraves que inviabilizam a construção de uma escola pública que eduque de fato para o exercício pleno da cidadania e seja instrumento real de transformação social, espaço em que se aprenda a aprender, a conviver e a ser com e para os outros, contrapondo-se ao atual modelo gerador de desigualdades e exclusão social que impera nas políticas educacionais de inspiração neoliberal.
Este artigo pretende mostrar como a construção de um projeto político-pedagógico pode contribuir para estabelecer novos paradigmas de gestão e de práticas pedagógicas que levem a instituição escolar a transgredir a chamada "educação tradicional", cujo conteudismo de inspiração positivista está longe de corresponder às necessidades e aos anseios de todos os que participam do cotidiano escolar.

Introdução:

A sociedade contemporânea tem passado por expressivas transformações de caráter social, político e econômico. Essas transformações originam-se nos pressupostos neoliberais e na globalização da economia que têm norteado as políticas governamentais.

Nesse contexto, surgem alguns questionamentos junto aos educadores e demais agentes escolares: Qual o papel social da escola? Qual a melhor forma de organização do trabalho pedagógico?

Afinal, Qual é o Papel Social da Escola?

A escola é responsável pela promoção do desenvolvimento do cidadão, no sentido pleno da palavra. Então, cabe a ela definir-se pelo tipo de cidadão que deseja formar, de acordo com a sua visão de sociedade. Cabe-lhe também a incumbência de definir as mudanças que julga necessário fazer nessa sociedade, através das mãos do cidadão que irá formar.

Quando a Escola se Define e Atua por um Conceito de Sociedade Democrática, Plural e Justa?

Definida a sua postura, a escola vai trabalhar no sentido de formar cidadãos conscientes, capazes de compreender e criticar a realidade, atuando na busca da superação das desigualdades e do respeito ao ser humano.

Quando a escola assume a responsabilidade de atuar na transformação e na busca do desenvolvimento social, seus agentes devem empenhar-se na elaboração de uma proposta para a realização desse objetivo. Essa proposta ganha força na construção de um projeto político-pedagógico.

Projeto Político-Pedagógico: Para Que Serve e a Quem Serve?

Um projeto político - pedagógico ultrapassa a mera elaboração de planos, que só se prestam a cumprir exigências burocráticas:

"O projeto político-pedagógico busca um rumo, uma direção. É uma ação intencional, com um sentido explícito, com um compromisso definido coletivamente. Por isso, todo projeto pedagógico da escola é, também, um projeto político por estar intimamente articulado ao compromisso sócio - político e com os interesses reais e coletivos da população majoritária.

(...) Na dimensão pedagógica reside a possibilidade da efetivação da intencionalidade da escola, que é a formação do cidadão participativo, responsável, compromissado, crítico e criativo. Pedagógico, no sentido de se definir as ações educativas e as características necessárias às escolas de cumprirem seus propósitos e sua intencionalidade." (Veiga, 1995)

O projeto político-pedagógico é o fruto da interação entre os objetivos e prioridades estabelecidas pela coletividade, que estabelece, através da reflexão, as ações necessárias à construção de uma nova realidade. É, antes de tudo, um trabalho que exige comprometimento de todos os envolvidos no processo educativo: professores, equipe técnica, alunos, seus pais e a comunidade como um todo.

Essa prática de construção de um projeto, deve estar amparada por concepções teóricas sólidas e supõe o aperfeiçoamento e a formação de seus agentes. Só assim serão rompidas as resistências em relação a novas práticas educativas. Os agentes educativos devem sentir-se atraídos por essa proposta, pois só assim terão uma postura comprometida e responsável. Trata-se, portanto, da conquista coletiva de um espaço para o exercício da autonomia.

Que Autonomia É Essa?

Chegamos ao ponto crucial dessa discussão: O que realmente significa autonomia na escola e para a escola?

Para que a escola seja realmente um espaço democrático e não se limite a reproduzir a realidade sócio-econômica em que está inserida, cumprindo ordens e normas a ela impostas por órgãos centrais da educação, deve-se criar um espaço para a participação e reflexão coletiva sobre o seu papel junto à comunidade:

"Assim, torna-se importante reforçar a compreensão cada vez mais ampliada de projeto educativo como instrumento de autonomia e domínio do trabalho docente pelos profissionais da educação, com vistas à alteração de uma prática conservadora vigente no sistema público de ensino. É essa concepção de projeto político-pedagógico como espaço conquistado que deve constituir o elemento diferencial para o aparente consenso sobre as atuais formas de orientação da prática pedagógica." ( Pinheiro, 1998)

Essa é a necessidade de conquistar a autonomia, para estabelecer uma identidade própria da escola, na superação dos problemas da comunidade a que pertence e conhece bem, mais do que o próprio sistema de ensino.

Essa autonomia, porém, não deve ser confundida com apologia a um trabalho isolado, marcado por uma liberdade ilimitada, que transforme a escola numa ilha de procedimentos sem fundamentação nas considerações legais de todo o sistema de ensino, perdendo, assim, a perspectiva da sociedade como um todo.

Deve-se, portanto, estar atento ao perigo do descaso político, que confunde autonomia com descompromisso do poder público, dando margem a este de eximir-se de suas obrigações.

A autonomia implica também responsabilidade e também comprometimento com as instituições que representam a comunidade (conselhos de escola, associações de pais e mestres, grêmios estudantis, entre outras), para que haja participação e compromisso de todos.

Concluindo as reflexões, acreditamos que é este o papel social da escola, atuando frente às profundas desigualdades sócio-econômicas, que excluem da escola uma parcela da população, marginalizada pelas concepções e práticas de caráter conservador, inspiradas no neoliberalismo.

Devemos nos mobilizar pela garantia do acesso e da permanência do aluno na escola. Não basta esperar por soluções que venham verticalmente dos sistemas educacionais. Urge criar propostas que resultem de fato na construção de uma escola democrática e com qualidade social, fazendo com que os órgãos dirigentes do sistema educacional, possam reconhecê-la como prioritária e criem dispositivos legais que sejam coerentes e justos, disponibilizando os recursos necessários à realização dos projetos em cada escola.

Do contrário, a escola não estará efetivamente cumprindo o seu papel, socializando o conhecimento e investindo na qualidade do ensino. A escola tem um papel bem mais amplo do que passar conteúdos. Porém, deve modificar a sua própria prática, muitas vezes fragmentada e individualista, reflexo da divisão social em que está inserida.


Referências Bibliográficas GADOTTI, Moacir, ROMÃO, José E. (orgs.). Autonomia da Escola: Princípios e Propostas. São Paulo: Cortez, 1997. PIMENTA, Selma Garrido. A Construção do Projeto Pedagógico na Escola de 1o. Grau. In: Série Idéias nº8. São Paulo: FDE/ Governo do Estado de São Paulo, 1992. RESENDE, Lúcia Maria Gonçalves de.; VEIGA, Ilma Passos A .( orgs.). Escola: espaço do Projeto Político-Pedagógico. Campinas: Papirus, 1998. RIOS, Terezinha A. Significados e Pressupostos do projeto pedagógico. In: Série Idéias nº 15, São Paulo: FDE, 1993. SAVIANI, Demerval. Escola e Democracia: Polêmicas do nosso tempo. Campinas: Autores Associados, 1994. VEIGA, Ilma Passos A. (org.). Projeto político-pedagógico da escola. Campinas: Papirus, 1995.

Fonte: http://eticaeducacao1.blogspot.com.br/

terça-feira, 1 de maio de 2012

1º de Maio – Dia da Literatura Brasileira.

Em 1º de maio comemora-se o Dia da Literatura Brasileira. A data é uma homenagem ao aniversário de José de Alencar, um dos maiores escritores da literatura brasileira, nascido em 1829 e autor de obras que marcaram época como Iracema e O Guarani. A Literatura Brasileira surgiu a partir da atividade literária incentivada pelos jesuítas após o descobrimento do Brasil durante o século XVI. Bastante ligada, de princípio, à literatura metropolitana, ela foi ganhando independência com o tempo, iniciando o processo durante o século XIX com os movimentos romântico e realista e atingido o ápice com a Semana de Arte Moderna em 1922, caracterizando-se pelo rompimento definitivo com as literaturas de outros países, formando-se, portanto, a partir do Modernismo e suas gerações as primeiras escolas de escritores verdadeiramente independentes. São dessa época grandes nomes como Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, João Guimarães Rosa, Clarice Lispector e Cecília Meireles. A literatura produzida no Brasil possui papel de destaque na esfera cultural do país: todos os principais jornais do país dedicam grande parte de seus cadernos culturais à análise e crítica literária, assim como o ensino da disciplina é obrigatório no Ensino Médio. Fonte: Wikipédia / Gazeta do Povo.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

O Silêncio.


Nós os índios, conhecemos o silêncio.
Não temos medo dele.
Na verdade, para nós ele é mais poderoso do que as palavras.

Nossos ancestrais foram educados nas maneiras do silêncio e eles
nos transmitiram esse conhecimento.

"Observa, escuta, e logo atua", nos diziam.

Esta é a maneira correta de viver.

Observa os animais para ver como cuidam se seus filhotes.

Observa os anciões para ver como se comportam.

Observa o homem branco para ver o que querem.

Sempre observa primeiro, com o coração e a mente quietos, e então aprenderás.

Quanto tiveres observado o suficiente, então poderás atuar.

Com vocês, brancos, é ao contrário.

Vocês aprendem falando.

Dão prêmios às crianças que falam mais na escola.

Em suas festas, todos tratam de falar.

No trabalho estão sempre tendo reuniões nas quais todos interrompem a todos, e todos falam cinco, dez, cem vezes.

E chamam isso de "resolver um problema".

Quando estão numa habitação e há silêncio, ficam nervosos.

Precisam preencher o espaço com sons.

Então, falam compulsivamente, mesmo antes de saber o que vão dizer.

Vocês gostam de discutir.

Nem sequer permitem que o outro termine uma frase.

Sempre interrompem.

Para nós isso é muito desrespeitoso e muito estúpido, inclusive.

Se começas a falar, eu não vou te interromper.

Te escutarei.

Talvez deixe de escutá-lo se não gostar do que estás dizendo.

Mas não vou interromper-te.

Quando terminares, tomarei minha decisão sobre o que disseste, mas não te direi se não estou de acordo, a menos que seja importante.

Do contrário, simplesmente ficarei calado e me afastarei.

Terás dito o que preciso saber.

Não há mais nada a dizer.

Mas isso não é suficiente para a maioria de vocês.

Deveríamos pensar nas suas palavras como se fossem sementes.

Deveriam plantá-las, e permiti-las crescer em silêncio.

Nossos ancestrais nos ensinaram que a terra está sempre nos falando, e que devemos ficar em silêncio para escutá-la.

Existem muitas vozes além das nossas.

Muitas vozes.

Só vamos escutá-las em silêncio.

Créditos:Kent Nerburn
Texto traduzido por Leela,
"Neither Wolf nor Dog.
On Forgotten Roads with an Indian Elder

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O que acontece quando você fica elogiando a inteligência de uma criança.


Gabriel é um menino esperto.
Cresceu ouvindo isso.

Andou, leu e escreveu cedo.

Vai bem nos esportes.

É popular na escola e as provas confirmam, numericamente e por escrito, sua capacidade.

“Esse menino é inteligente demais”, repetem orgulhosos os pais, parentes e professores. “Tudo é fácil pra esse malandrinho”.

Porém, ao contrário do que poderíamos esperar, essa consciência da própria inteligência não tem ajudado muito o Gabriel nas lições de casa.

- “Ah, eu não sou bom para soletrar, vou fazer o próximo exercício”.

Rapidamente Gabriel está aprendendo a dividir o mundo em coisas em que ele é bom, e coisas em que ele não é bom.

A estratégia (esperta, obviamente) é a base do comportamento humano: buscar prazer e evitar a dor. No caso, evitar e desmerecer as tarefas em que não é um sucesso e colocar toda a energia naquelas que já domina com facilidade.

Mas, como infelizmente a lição de casa precisa ser feita por inteiro, inclusive a soletração, de repente a auto-estima do pequeno Gabriel faz um… crack.

Acreditar cegamente na sua inteligência à prova de balas, provocou um efeito colateral inesperado: uma desconfiança de suas reais habilidades.

Inconscientemente ele se assusta com a possibilidade de ser uma fraude, e para protegê-lo dessa conclusão precipitada, seu cérebro cria uma medida evasiva de emergência: coloca o rótulo dourado no colo, subestima a importância do esforço e superestima a necessidade de ajuda dos pais.

A imagem do “Gabriel que faz tudo com facilidade” , a do “Gabriel inteligente” (misturada com carinho), precisa ser protegida de qualquer maneira.

Gabriel não está sozinho. São muitos os prodígios, vítimas de suas próprias habilidades de infância e dos bem intencionados e sinceros elogios dos adultos.

Nos últimos 10 anos foram publicados diversos estudos sobre os efeitos de elogios em crianças.

Um teste, realizado nos Estados Unidos com mais de 400 crianças da quinta série (Carol S. Dweck / Ph.D. Social and Developmental Psychology / Mindset: The New Psychology of Success), desafiava meninos e meninas a fazer um quebra-cabeças, relativamente fácil.

Quando acabavam, alguns eram elogiados pela sua inteligência (“você foi bem esperto, hein!) e outros, pelo seu esforço (“puxa, você se empenhou pra valer hein!”).

Em uma segunda rodada, mais difícil, os alunos podiam escolher entre um novo desafio semelhante ou diferente.

A maioria dos que foram elogiados como “inteligentes” escolheu o desafio semelhante.

A maioria dos que foram elogiados como “esforçados” escolheu o desafio diferente.

Influenciados por apenas UMA frase.

O Malcom Gladwell tem um ótimo livro sobre a superestimação do talento, chamado “Fora de Série” (“outliers”). Lá aprendi sobre a lei das 10 mil horas, tempo necessário para se ficar bom em alguma coisa e que já ensinei pro meu filho.

Se você tem um filho, um sobrinho, ou um amigo pequeno, não diga que ele é inteligente. Diga que ele é esforçado, aventureiro, descobridor, fuçador, persistente.
Celebre o sucesso, mas não esqueça de comemorar também o fracasso seguido de nova tentativa.

UPDATE : Apenas alguns esclarecimentos a alguns dos comentários…

01. Não, eu não estou dizendo para não elogiar as crianças. E não, também não estou dizendo para você nunca dizer para o seu filho que ele é inteligente. É apenas uma questão de evitar o RÓTULO.

02. Evidentemente não sou o autor dessa tese/teoria, muito menos desse estudo citado no post. Escrevi justamente SOBRE essa linha de pensamento. Quem escreveu essa teoria foi Carol S. Dweck / Ph.D. Social and Developmental Psychology / Mindset: The New Psychology of Success(http://news.stanford.edu/news/2007/february7/dweck-020707.html) como foi citado acima.

Créditos:www.updateordie.com

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Morre lentamente.


Morre lentamente,
quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.


Morre lentamente,
quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.


Morre lentamente ,

quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca,
não se arrisca a vestir uma nova cor, ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente,
quem faz da televisão o seu guru.


Morre lentamente,
quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco e
os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.


Morre lentamente,
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.


Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.


Morre lentamente,
quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece,
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.


Evitemos a morte em doses suaves,

recordando sempre que estar vivo
exige um esforço muito maior que o simples facto de respirar.



Créditos:Pablo Neruda

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Professora, posso brincar?


O menino de seis anos de idade diz à professora: “Professora, depois que eu terminar isso, posso brincar?” E recebe como resposta uma desculpa do tipo: “Não, meu querido. Aqui no primeiro ano, a gente só brinca no recreio.”

Fico imaginando a tristeza, o desânimo, a falta de vontade de continuar as “atividades escolares” propostas diariamente pelo currículo. Esse diálogo não aconteceu somente uma vez, nem com apenas uma criança. Ele é diário, no país todo. O que anda acontecendo? Por que tanta tristeza?

Há alguns anos uma lei federal instituiu o Ensino Fundamental de nove anos. O que eram oito séries transformou-se em nove. Criou-se mais um ano obrigatório no início da escolaridade. Agora, em vez de entrar na escola com sete anos de idade, entra-se com seis (em alguns estados brasileiros, com cinco anos, por força de artimanhas judiciais). Eram quatro séries iniciais (muito antigamente chamadas de “primário”) que se transformaram em cinco. A ideia foi boa: colocar as crianças na escola um ano antes e dar a elas a chance de aprender os conteúdos em mais tempo. Mas o que aconteceu? Muitas escolas não entenderam. Muitas professoras receberam a novidade goela abaixo sem oportunidade para o diálogo e sem tempo para adaptações. A grande maioria das alfabetizadoras foi “empurrada” para salas de aula com crianças de seis anos, só que elas não têm a formação das professoras especialistas em Educação Infantil. Não foram preparadas para criar atividades adequadas, instigantes, criativas e deliciosamente cativantes para

crianças de cinco ou seis anos. Fazem com muito carinho e dedicação o que aprenderam: alfabetizam. Introduzem as crianças no mundo da leitura e escrita com as técnicas adequadas para crianças de sete anos de idade. Em alguns casos, nem ao menos são técnicas atuais e científicas, são as que aprenderam a usar. Usam métodos que forçam as crianças a repetir ações mecânicas de baixíssimo nível de abstração.

Se em boa parte das escolas brasileiras as aulas das séries iniciais já eram massacrantes, apáticas, desmotivadoras para crianças de sete anos, imagine para as de cinco.

Logo veremos aumentado o número de crianças que não gostam de estudar, que desistem da escola, que aprendem a copiar do quadro negro e a reproduzir pensamentos e ideias alienígenas, não debatidas, num bovino movimento de aceitação passiva. Ingressarão no Ensino Médio e facilitarão o trabalho dos professores que não precisarão aprofundar nenhum conteúdo, apenas registrá-los no quadro negro de forma integral ou resumida caso o texto já tenha sido entregue de forma impressa. Depois dizemos: nosso povo não luta por seus direitos. Nunca aprendeu.

O que fazer para mudar esse quadro? Recomeçar! Precisamos urgentemente de um novo currículo para a educação básica. Parabéns ao MEC que já está fazendo isso em relação ao ENEM. Se este exame diminuir a quantidade de conteúdos cobrados nas provas fará com que as escolas do Ensino Médio (antigo segundo grau e ainda mais antigo “científico”) mudem suas aulas. Em vez de derrubar sobre os alunos particularidades insossas sobre conteúdos inúteis, haverá mais tempo para ensinar, de várias formas possíveis, o conteúdo necessário e realmente importante de cada disciplina. Da mesma forma, o ensino fundamental aproveitaria melhor suas aulas, criaria atividades diferenciadas e adequaria seus conteúdos respeitando-se a faixa etária dos alunos.

E, por favor, não joguem a responsabilidade sobre as costas das professoras alfabetizadoras de, sozinhas, recriarem o currículo e o método de ensino. É preciso um trabalho de equipe. Equipe multidisciplinar. Chamem-nas, mas chamem também os educadores, psicólogos, sociólogos, antropólogos, matemáticos, linguistas, professores de todas as áreas, pesquisadores e todos aqueles que puderem contribuir para uma escola em que seus alunos possam aprender muito e com alegria. Crianças motivadas, felizes, cada vez mais autônomas e realizadas por perceberem diariamente que estão aprendendo e desenvolvendo-se. Crianças que possam dizer: “Aprendi coisas bem legais hoje. Foi muito divertido”.

E antes que os críticos de plantão se manifestem, quero afirmar que não defendo uma escola voltada ao prazer, tampouco superficial, mas uma escola que ajude as crianças a desenvolver autonomia de pensamento, criatividade, inteligência, conhecimento sobre o mundo e uma disposição cada vez mais positiva em relação ao ato de estudar e aprender por conta própria.

Fico feliz só por imaginar uma escola assim.

É por meio da nossa voz, a voz dos educadores comprometidos com uma educação de verdade, que mudanças efetivas (e não apenas legislativas) poderão vir a acontecer. Eu continuo acreditando!

Marcos Meier é psicólogo, professor de matemática,, mestre em educação, escritor, Comentarista em rádio e TV a respeito de educação de filhos, relacionamento e desenvolvimento da inteligência e palestrante.
Contatos pelo site www.marcosmeier.com.br

sexta-feira, 6 de abril de 2012

***O verdadeiro sentido da páscoa***


Há muito tempo atrás,
Veio ao mundo um Homem.
Que trouxe em sua filosofia de vida,
O maior exemplo de fé, amor e verdade.
Na sua simplicidade,
E em seus ensinamentos,
Mas muitos não o entenderam e simplesmente o condenaram!
Houve choro, tristeza, e morte!
Sim a morte daquele que veio trazer
Um exemplo de vida,
A benevolência,
A tolerância,
A paciência,

A fraternidade,
O perdão,
Entre outras coisas o AMOR!
E por três dias,
A tristeza dos poucos que o amavam,
Que o entendiam durou,
Porque no terceiro dia
O milagre aconteceu
E veio então:
O verdadeiro sentido da páscoa!
A ressurreição.
Portanto Páscoa é sinônimo de Ressurreição!
Ressurreição da esperança!
Ressurreição dos sonhos!
Ressurreição da amizade!
Ressurreição do amor universal!
Ressurreição respeito pela natureza!
Ressurreição do respeito de uns para com os outros!
Ressurreição do AMOR UNIVERSAL!!!
Não serão os ovos de chocolate!
Nem a carne de peixe!
Que trará o verdadeiro sentido da páscoa!
Cristo morreu e ressuscitou,
Para nos ensinar a morrer em nossas fraquezas,
Em nossos erros,
Em nossos defeitos,
E ressuscitarmos a benevolência que existe
Dentro de cada um de nós!
Como você vê a páscoa nos dias de hoje???

Desejo uma feliz páscoa da ressurreição do amor a todos!!!!!!

Créditos:Claudia Ferreira de Souza.

SER FELIZ!!


Lembre-se:

Ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções.

Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.

Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza.
Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. É beijar os filhos, curtir os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.

Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de você. É ter maturidade para falar: “Eu Errei”. É ter ousadia para dizer: “Me Perdoe”. É ter sensibilidade para confessar: “Eu Preciso De Você”.

Ser feliz é ter a capacidade de dizer: “Eu Te Amo”.